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Judiciário de Mato Grosso é citado como exemplo na implantação de agenda ambiental

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) foi destacado como um exemplo positivo no cumprimento da agenda ambiental ESG. O apontamento foi feito pela palestrante Vanessa Pinsky, que participou nesta quinta-feira (18 de setembro) do 10º Encontro de Sustentabilidade e 2º Seminário de Mudanças Climáticas. A palestrante comandou o painel “Negócios, Mudanças Climáticas e agenda ESG”.
ESG é a sigla em inglês para Environmental, Social and Governance que, em português, está ligada aos pilares Ambiental, Social e Governança. A agenda estabelece um conjunto de práticas que empresas e organizações devem adotar. Na prática, o conceito propõe que a sustentabilidade e ética corporativa ocupem posições centrais nas estratégias de atuação, causando impactos positivos na sociedade e no meio ambiente.
Para Vanessa Pinsky, o TJMT demonstra compromisso com o ESG em suas atividades. A especialista em sustentabilidade e PhD em Administração destacou que há mais de dez anos o Judiciário mato-grossense opera em todas as suas instalações de forma conectada com a agenda. Como exemplo, citou a redução de resíduos, consumo responsável de água e energia e ações para redução e eliminação de gases de efeito estufa.
“Projetos como o de descarbonização, gestão de resíduos e tantas outras ações que o Tribunal vem desempenhando internamente são extremamente importantes. Essa é uma agenda que requer uma ação coletiva de todos os atores, tanto nos âmbitos público como no privado, no ambiente rural ou no urbano. Além disso, há uma agenda externa que é a de mobilização e liderança desse processo, especialmente em ano de COP30”, enfatizou a palestrante.
A palestrante também elogiou a iniciativa de fomentar esse debate por meio do 10º Encontro de Sustentabilidade e o 2º Seminário de Mudanças Climáticas. Realizado em conjunto entre o Núcleo de Sustentabilidade do TJMT e a Escola Superior de Magistratura (Esmagis-MT), o evento reuniu magistrados, servidores, representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, estudantes universitários e outros interessados na pauta ambiental.
Em sua palestra, Vanessa abordou as perspectivas e desafios da crise climática, papel das entidades públicas e privadas na descarbonização e negócios sustentáveis. Ela reforçou que o evento promovido pelo Judiciário de Mato Grosso ganhou importância ainda maior por ser realizado próximo da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climática (COP30), que acontecerá em novembro em Belém (PA).
“Tive o prazer e a honra de ser convidada para participar do evento do TJMT, que entendo que faz parte já de um mutirão para a COP30. O embaixador e presidente da COP30, André Corrêa do Lago, tem destacado a importância de diferentes agentes públicos e privados se engajarem nesse trabalho em prol da mitigação e adaptação para combate às mudanças climáticas”, pontuou a especialista em sustentabilidade.

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Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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