NACIONAL

Brasil e Suécia assinam Acordo de Previdência Social em Estocolmo

O Brasil e a Suécia assinaram, nesta quinta-feira (11), em Estocolmo, o Acordo de Previdência Social entre os dois países. O ato foi conduzido pelo Ministério da Previdência Social (MPS) e formaliza um instrumento negociado desde 2016, que assegura proteção previdenciária recíproca aos trabalhadores que dividem a vida laboral entre as duas nações.

O acordo permitirá a totalização dos tempos de contribuição cumpridos em cada país para fins de concessão de benefícios, como aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez e pensão por morte. O instrumento também prevê regras para o deslocamento temporário de trabalhadores por até 24 meses, período em que o segurado mantém o vínculo com o sistema previdenciário de origem e fica isento da dupla contribuição, eliminando a bitributação.

A medida beneficiará a comunidade de cerca de 20 mil brasileiros residentes na Suécia, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores (MRE), além de cidadãos suecos com vínculo previdenciário no Brasil. A iniciativa acompanha a intensa relação econômica entre os dois países — há mais de 250 empresas suecas em atuação no Brasil —, que amplia o fluxo de trabalhadores entre os dois mercados. Com a assinatura, a Suécia passa a integrar a rede de acordos bilaterais de previdência mantida pelo Brasil, que já conta com instrumentos firmados com países como Estados Unidos, Japão, Alemanha e Portugal, além dos acordos multilaterais do Mercosul e ibero-americano.

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O secretário-executivo do MPS, Felipe Cavalcante, ressaltou que o Brasil tem 200 anos de relação diplomática com a Suécia e disse que o acordo trará segurança para trabalhadores e empresas: “O acordo é muito importante em mais de uma perspectiva. Para os trabalhadores, permite que o tempo trabalhado em um país e em outro seja utilizado para somar o valor da aposentadoria. Do ponto de vista das empresas, a mão de obra que eles utilizam para prestar esse serviço tem a segurança de que não vai ser prejudicada”, disse.

“A assinatura deste acordo é um marco histórico nas relações entre Brasil e Suécia e tem um foco inequívoco: a proteção dos trabalhadores dos dois países. É a garantia de que o tempo de contribuição e os direitos previdenciários acompanhem quem constrói sua trajetória profissional entre as duas nações — um avanço que ganha ainda mais significado no ano em que Brasil e Suécia celebram o bicentenário de suas relações diplomáticas”, afirmou Ryan Oliveira, chefe da Assessoria Internacional do Ministério da Previdência Social.

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Para entrar em vigor, o acordo ainda dependerá de ratificação pelo Congresso Nacional e da subsequente promulgação por decreto.

Fonte: Ministério da Previdência Social

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NACIONAL

MME encerra ciclo de workshops do Plante com debate no Rio de Janeiro

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quinta-feira (11/6), no Centro Cultural FGV, no Rio de Janeiro, o último workshop do Plano Nacional de Transição Energética (Plante). O encontro, realizado em parceria com o FGV Clima, marca o encerramento do ciclo de debates presenciais promovidos durante a etapa de consulta pública do Plano.

Na abertura do evento, a secretária substituta de Transição Energética e Planejamento do MME, Lorena Perim, ressaltou que a elaboração do Plante reflete um esforço coletivo de diálogo e construção técnica. “O Plano se apoia em estudos já consolidados, mas inova ao propor novas perspectivas e avança ao incorporar novas abordagens, alinhadas às particularidades e aos potenciais do Brasil. Essa iniciativa reafirma o compromisso do MME com a construção de caminhos para impulsionar a transição energética e promover o desenvolvimento sustentável do país”, afirmou.

O evento reuniu representantes da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do FGV CERI, que trouxeram perspectivas complementares sobre os desafios da transição energética brasileira, dos instrumentos de planejamento e os investimentos na transicao energética brasileira.

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A consulta pública do Plante pode ser acessada nos portais do MME e do Brasil Participativo, permitindo contribuições da sociedade, do setor produtivo e de especialistas.

Plano Nacional de Transição Energética

O Plante constitui uma iniciativa estratégica do Governo do Brasil para orientar, de forma integrada e coordenada, a transformação do setor energético brasileiro ao longo dos próximos 30 anos.

Fundamentado em estudos técnicos de longo prazo amplamente reconhecidos, como o Balanço Energético Nacional (BEN), o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e o Plano Nacional de Energia (PNE), o Plano estabelece diretrizes e ações voltadas à promoção de uma transição energética segura, sustentável e socialmente justa.

Seu objetivo central é conduzir o país à neutralidade de emissões de gases de efeito estufa no setor energético, conciliando crescimento econômico, segurança energética e competitividade industrial. Ao integrar esforços de diferentes órgãos da administração pública, o Plante busca assegurar que os benefícios da transição energética sejam amplamente compartilhados, contribuindo para a redução das desigualdades, o fortalecimento do desenvolvimento regional e a construção de um futuro mais próspero e resiliente para a sociedade brasileira.

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Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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