TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Corregedoria Participativa discute desafios e fortalece Judiciário em Várzea Grande

A Comarca de Várzea Grande foi a primeira a receber as atividades do Programa Corregedoria Participativa em 2024. Sob a liderança do corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, a comitiva da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT) foi recebida nesta terça-feira (23/01), por servidores e magistrados, no Fórum de Várzea Grande. Durante a semana serão realizadas atividades dedicadas a ouvir os anseios, discutir desafios, correição das unidades judiciárias e fortalecer o funcionamento da Justiça local.
 
Desde o início da gestão, o desembargador Juvenal Pereira tem conduzido pessoalmente as correições em diferentes comarcas, somando 27 comarcas visitadas e 135 unidades judiciárias correcionadas, cumprindo uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e reforçando o compromisso de uma administração judiciária transparente e inclusiva.
 
“Este programa promove a interação da Corregedoria com magistrados e servidores das comarcas e é essencial para compreendermos as demandas locais, promovermos melhorias de forma ágil e eficaz ou dar os encaminhamentos necessários. O nosso papel é muito mais de co-reger, reger em conjunto, essa grande orquestra que é o Judiciário”, declarou.
 
O juiz diretor do Fórum, Luis Otávio Pereira Marques, ressaltou que é louvável a implantação deste programa. “Agradecemos a visita da Corregedoria sob a liderança do corregedor, desembargador Juvenal Pereira, é uma honra recebê-los. Essa é uma oportunidade ímpar para interagir com os nossos magistrados e servidores, conhecer a nossa realidade, anseios e principalmente as boas práticas”, pontuou.
 
A importância de poder falar diretamente com o corregedor sobre os desafios diários também foi destacado pelo servidor do fórum várzea-grandense, Helder Assis. “Estamos contentes em poder trazer as nossas demandas, de trocar experiências com os colegas da Corregedoria e de avançar nos assuntos que envolvem o Primeiro Grau”, afirmou.
 
Durante a abertura do evento, o coordenador da CGJ-TJMT, Flávio Paiva, ressaltou a satisfação de iniciar os trabalhos da Corregedoria Participativa em 2024 em Várzea Grande. “Este é o momento em que damos o pontapé das atividades do programa neste novo ano, mas não podemos deixar de celebrar 2023, pois foi um ano importante para o Tribunal de Justiça. Pela primeira vez na nossa história cumprimos com todas as metas do CNJ. Uma grande conquista, que só foi possível devido ao trabalho dos senhores e das demais unidades judiciárias do Estado”, elogiou.
 
A programação matinal se encerrou com a palestra sobre Gestão de Gabinete proferida pelo juiz-auxiliar Emerson Cajango. O auxiliar interagiu com os servidores e magistrados, discutindo os desafios enfrentados pelo Poder Judiciário na comarca. Abordou as metas do CNJ, indicou prioridades, ofereceu insights sobre administração judiciária e coletou feedbacks das dificuldades relatadas pelos servidores.
 
O evento contou com a presença dos demais magistrados de Várzea Grande: José Antônio Bezerra Filho, Gisele Alves Silva, Jorge Iafelice dos Santos, Ester Belém Nunes, Silvia Renata Anffe Souza, Rachel Fernandes Alencastro Martins, Jorge Alexandre Martins Ferreira, Cristiane Padim da Silva, Moacir Rogério Tortato, Luis Augusto Veras Gadelha, José Luis Leite Lindote, Wladys Roberto Freire do Amaral, Carlos Roberto Barros de Campos, Tatyana Lopes de Araújo Borges, Helícia Vitti Lourenço, Gleidson de Oliveira Grisoste Barbosa e Hugo José de Freitas.
 
Correições – Durante a visita, de forma paralela, a equipe do juiz Emerson Cajango retoma as correições ordinárias presenciais nas unidades judiciárias da Primeira Instância do Estado de Mato Grosso. O início desse trabalho ocorreu na 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública várzea-grandense. Em 2024 serão correcionadas 139 unidades judiciárias em 39 comarcas do Estado.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: Foto 1 – Comitiva do programa posa com servidores e magistrados no auditório do Fórum. Foto 2 – Corregedor fala com servidores e magistrados de Várzea Grande. Foto 3 Coordenador da CGJ celebra bom desempenho com servidores de VG. Foto 4– Juiz auxiliar durante palestra.
 
Larissa Klein/ Fotos Alair Ribeiro  
Assessoria de Imprensa da CGJ-MT
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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