TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Fórum de Cuiabá realiza 1ª Feira gastronômica ‘Empodera Mulher’ nesta terça-feira (03 de novembro)

O Centro Especializado de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais de Cuiabá (Ceav) realiza, nesta terça-feira (03 de dezembro), a 1ª Feira Gastronômica ‘Empodera Mulher’, das 09h às 17h, no hall do Fórum de Cuiabá. A ação visa dar autonomia financeira às mulheres vítimas de violência domésticas, assistidas pelo programa, além de oportunizar renda extra neste fim de ano.
 
A feira será composta por dez expositoras que venderão produtos como tortas doces e salgadas, sobremesas, salgados. “Este evento é destinado às assistidas do Ceav mulheres que utilizam suas habilidades na culinária e vendas para sustentar suas famílias, que foram afetadas pela violência doméstica e familiar”, explica a psicóloga do Centro, Luizângela Ramos.
 
O evento surgiu a partir da dificuldade de acesso à renda da maioria das vítimas de violência. Algumas situações que atrapalham a independência financeira dessas mulheres são a baixa escolaridade, não terem com quem deixar os filhos e problemas com saúde.
 
“Assim, a equipe convidou várias assistidas, que possuem as habilidades natas, como cozinhar, vender, fazer artesanatos, para participarem da ação. A feira também é uma forma delas terem uma renda para as festividades do Natal”.
 
CEAV – O Ceav Cuiabá oferece atendimento multidisciplinar que inclui psicólogos, assistentes sociais, para dar suporte integral à vítima. As assistidas recebem orientações relacionadas ao trâmite processual e atendimento e acolhimento de familiares.
 
Priscilla Silva
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Passageiro será indenizado após voo cancelado causar atraso superior a três dias

A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Empresa aérea terá de pagar R$ 8 mil a passageiro após cancelar voo e causar atraso superior a três dias na chegada ao destino.

  • A alegação de manutenção da aeronave não afastou a responsabilidade pela falha no serviço.

Um passageiro que teve o voo cancelado e só conseguiu chegar ao destino final mais de três dias depois do previsto será indenizado por danos morais em R$ 8 mil. A decisão é da Terceira Câmara de Direito Privado, que manteve integralmente a condenação imposta à companhia aérea.

O caso envolve a compra de passagens com retorno programado para o dia 6 de janeiro de 2023, com destino a Cuiabá. No entanto, o voo foi cancelado e o passageiro só foi realocado para o dia 10 de janeiro, o que resultou em atraso superior a três dias.

Na apelação, a empresa alegou que o cancelamento ocorreu por necessidade de manutenção não programada da aeronave, sustentando que se tratava de situação inevitável. Argumentou ainda que prestou toda a assistência exigida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com reacomodação, alimentação e hospedagem. Também defendeu que não houve comprovação de dano moral e pediu a redução ou exclusão da indenização.

Relatora do caso, a desembargadora Antônia Siqueira Gonçalves afastou a aplicação do Tema 1.417 do Supremo Tribunal Federal, que trata da responsabilidade das companhias aéreas em casos de fortuito externo, como eventos climáticos extremos ou fechamento de aeroportos. Segundo ela, o processo não envolve fato externo imprevisível, mas sim problema operacional interno da própria empresa.

A magistrada destacou que a relação entre passageiro e companhia aérea é de consumo e que a responsabilidade da transportadora é objetiva, ou seja, independe de culpa. Para o colegiado, a alteração unilateral da malha aérea e o atraso de mais de três dias configuram falha na prestação do serviço.

O voto também ressaltou que, em situações como essa, o dano moral é presumido, pois ultrapassa o mero aborrecimento do dia a dia. A frustração da viagem e a demora excessiva na chegada ao destino geram direito à compensação.

O valor da indenização, fixado em R$ 8 mil na sentença, foi considerado adequado e proporcional às circunstâncias do caso. Além disso, os honorários advocatícios foram majorados de 15% para 20% sobre o valor da condenação.

Processo nº 1004248-29.2025.8.11.0003

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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