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Esmagis-MT conclui primeira semana do Curso de Formação Inicial para novos magistrados

A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) encerrou, nesta sexta-feira (30 de janeiro), a primeira semana de atividades do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi 2026), etapa obrigatória para que os 35 juízes substitutos de Direito recém-empossados iniciem o exercício da jurisdição no Estado. As aulas ocorreram entre os dias 26 e 30 de janeiro, na sede da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT).

Ao todo, o curso segue até o dia 23 de abril, combinando carga horária teórica e prática supervisionada, seguindo as diretrizes pedagógicas da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), responsável pelo credenciamento do programa.

Na manhã do dia 26, foi realizada a aula magna que abordou a Estrutura e Funcionamento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Participaram os desembargadores Rodrigo Curvo e Márcio Vidal, juntamente com os juízes Antônio Veloso Peleja Júnior e Bruno D’Oliveira Marques.

Ainda na manhã de segunda, os juízes discentes tiveram aula sobre Audiência de Custódia, com o juiz Antônio Fábio da Silva Marquezini, e sobre o aplicativo Microsoft Teams, com a equipe técnica da Coordenadoria de Tecnologia da Informação do TJMT. (Leia matéria e saiba mais)

Na terça-feira (27 de janeiro), o funcionamento e a estrutura das Coordenadorias de Planejamento e Financeira foram apresentados aos novos juízes pelos respectivos coordenadores das áreas, servidores Afonso Maciel e Ilman Rondon Lopes.

Afonso apresentou, junto com a equipe da Coplan, o Planejamento Estratégico do Poder Judiciário de Mato Grosso, questões orçamentárias e dados levantados junto à área de estatística. Expôs uma visão geral do Estado de Mato Grosso, assim como a existência de 142 municípios e 79 comarcas. Segundo o coordenador, atualmente são 9,5 mil pessoas que trabalham pelo Judiciário, entre magistrados, servidores, terceirizados, estagiários e credenciados. Dentre os tópicos abordados estão o relatório Justiça em Números, as metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça e o Prêmio CNJ de Qualidade.

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Já a coordenadora Ilman Rondon Lopes, acompanhada da equipe da coordenadoria, falou sobre assuntos diversos, como os depósitos judiciais, funcionamento do pagamento de diligências dos oficiais de Justiça, parte contábil (balanços), Fundo de Apoio ao Judiciário (Funajuris), entre outros temas afetos à área. Ao final da manhã, o juiz Antonio Marquezini complementou a aula iniciada anteriormente falando sobre prática forense da audiência cível.

Atividade administrativa

Nos dias 28, 29 e 30, o juiz Jeverson Luiz Quintieri, formador e tutor pela Enfam, ministrou aulas sobre “Administração da Atividade Judiciária”. Autor de dois métodos de gestão judiciária (método Ordem e MEECP), ele contou um pouco sobre a própria trajetória e discorreu sobre diversos aspectos práticos do dia a dia do magistrado.

O juiz Jeverson destacou que nessas aulas a formação dos novos magistrados tem como foco o desenvolvimento de competências em gestão de processos, de pessoas e da produção. Segundo ele, os participantes estão sendo orientados a realizar diagnósticos das comarcas onde atuarão, identificando gargalos, causas raízes e necessidades estruturais para, a partir disso, elaborar planos de ação capazes de minimizar ou solucionar os problemas encontrados. A proposta é que os juízes aprendam a tomar decisões gerenciais baseadas em dados e fatos, garantindo um início de atuação mais eficiente.

Na aula dedicada à gestão de pessoas, os novos magistrados trabalharam temas como liderança, clima organizacional, delegação e feedback — aspectos considerados essenciais para uma comunicação eficaz e para o bom andamento das equipes que irão coordenar. Outro módulo abordou o planejamento da produção, incluindo definição de metas, organização do fluxo de trabalho, distribuição de tarefas e estabelecimento de prioridades, elementos fundamentais para a gestão da produtividade nas unidades judiciais.

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Todos os dias, após as aulas teóricas, os juízes discentes tiveram aulas práticas supervisionadas, as quais são realizadas no Anexo Desembargador António Arruda.

Diálogos com juízes tutores

Na última sexta-feira (23 de janeiro), houve um encontro especial na Escola Superior da Magistratura para apresentar, aos juízes recém-empossados, os magistrados que desempenharão o papel de tutores durante a realização do Cofi. São eles, desembargador Jones Gattass Dias e os juízes Alethea Assunção Santos, Alex Nunes de Figueiredo, Antônio Fábio da Silva Marquezini, Bruno D’Oliveira Marques, Christiane da Costa Marques Neves e Eduardo Calmon Almeida Cézar. Essa ação foi liderada pelo juiz coordenador das atividades pedagógicas da Esmagis-MT, Antônio Veloso Peleja Júnior.

Na ocasião, eles conversaram sobre o desenvolvimento do curso e como os magistrados tutores irão auxiliar nessa etapa. Dentre as atribuições dessa figura estão, acompanhar o desempenho individual de cada discente em sua área de jurisdição e propor ao Diretor-Geral recomendações para melhoria contínua do processo avaliativo, contribuindo para o aperfeiçoamento do programa formativo.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Atraso e cancelamento de voo resultam em indenização de R$ 15 mil

A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Companhia aérea permanece condenada por atraso e cancelamento de voo que geraram prejuízos à passageira.

  • Câmara rejeitou embargos e manteve indenização por danos material e moral.

A Justiça manteve a condenação de uma companhia aérea, que deve indenizar uma passageira após atraso e cancelamento de voo que resultaram em falha na prestação do serviço. A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela empresa e confirmou a decisão anterior que reconheceu o dever de indenizar. O recurso foi relatado pelo juiz convocado Marcio Aparecido Guedes.

No processo, ficou reconhecido que a empresa não prestou o serviço de transporte de forma adequada, o que gerou prejuízo à consumidora. A condenação fixou o pagamento de R$ 99,05 por dano material, valor referente a gastos comprovados, e R$ 15 mil por dano moral, em razão dos transtornos suportados.

Após ter o recurso de apelação negado, a companhia apresentou embargos de declaração alegando que o acórdão seria contraditório por não ter determinado a suspensão do processo com base em decisão do Supremo Tribunal Federal no ARE 1.560.244/RJ, que trata do Tema 1.417 da repercussão geral. Esse tema discute se, em casos de cancelamento ou atraso de voo por motivo de caso fortuito ou força maior, devem prevalecer normas específicas do transporte aéreo sobre as regras do Código de Defesa do Consumidor.

Ao analisar os embargos, o relator explicou que esse tipo de recurso serve apenas para corrigir omissão, obscuridade ou contradição interna na decisão, e não para rediscutir o mérito já apreciado. Segundo ele, o acórdão foi claro ao afirmar que o caso concreto não se enquadrava na ordem de suspensão determinada pelo STF, porque a controvérsia não estava centrada na comprovação de caso fortuito ou força maior.

O voto destacou que a empresa, embora tenha mencionado manutenção da aeronave, não demonstrou que o problema configurava hipótese capaz de afastar sua responsabilidade civil. Além disso, a discussão principal no processo envolveu a falha na prestação do serviço e a insuficiência da assistência prestada à passageira.

Processo nº 1022203-56.2025.8.11.0041

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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