TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Escola da Magistratura realiza workshop sobre monitoramento do mercado de drogas ilícitas

Nos dias 9 e 10 de junho, a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) realiza o workshop “Monitoramento do mercado de drogas ilícitas no mercado de Mato Grosso – A importância do monitoramento de preços das drogas ilícitas e a experiência da Polícia Nacional da Colômbia”. O evento, realizado no formato presencial, será coordenado pelos juízes Moacir Rogério Tortato e João Filho de Almeida Portela, membros da Comissão Especial sobre Drogas Ilícitas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
 
A iniciativa tem como objetivo apresentar o projeto piloto de monitoramento do mercado de drogas ilícitas no Brasil, realizado no âmbito do Centro de Excelência para a Redução da Oferta de Drogas Ilícitas, uma iniciativa da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes, e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
 
Conforme os organizadores, este projeto buscará desenvolver metodologia para compreender o mercado de drogas no Brasil, a partir dos dados sobre preços de drogas ilícitas e outras variáveis, com o intuito de fomentar políticas de redução da oferta de drogas ilícitas e oferecer subsídios às polícias brasileiras no enfrentamento ao tráfico internacional de drogas.
 
A ação ocorrerá em parceria com o Sistema Integrado de Monitoramento de Cultivos Ilícitos do UNODC na Colômbia e com os estados de Mato Grosso, Paraná, Pernambuco e São Paulo. A intenção é contribuir com o aprimoramento do monitoramento da dinâmica do mercado de drogas ilícitas, facilitando o suporte às estratégias destinadas a impactar e interromper a cadeia produtiva ilícita e o tráfico de drogas.
 
Para o curso é esperada a presença de magistrados, promotores de Justiça, delegados de Polícia, servidores públicos e profissionais das Forças de Segurança que irão implementar a coleta de dados em Mato Grosso, bem como gestores públicos que atuam na área da oferta de drogas ilícitas?e no monitoramento de?estatísticas.
 
Dentre os temas a serem analisados estão a importância do monitoramento de preços das drogas ilícitas; a atuação do Poder Judiciário no combate ao tráfico de drogas; a?proposta?do projeto piloto de?monitoramento do mercado de?drogas ilícitas?no Brasil; além de apresentações do Observatório de Segurança, Polícia Militar e Polícia Civil do Estado de Mato Grosso.
 
Também serão debatidos os mercados de drogas ilícitas (conceitos e tendências) e realizadas atividades de caracterização dos mercados de drogas ilícitas. O workshop contará com 16 horas/aula.
 
Confira abaixo informações sobre o currículo dos docentes:
 
Laura Castro – Coordenadora local do Sistema Integrado de Monitoreo de Cultivos Ilícitos – SIMCI do UNODC Colômbia. Mestre em Economia pela Universidade dos Andes, na Colômbia.
 
Gabriel Andreuccetti – Coordenador do Centro de Excelência para a Redução da Oferta de Drogas Ilícitas (CdE), projeto da SENAD/MJSP-UNODC Brasil-PNUD. Doutor e Mestre em Epidemiologia pela Universidade de São Paulo.
 
Claudio Monteiro – Especialista em Gestão de Ativos e Inteligência Financeira no Centro de Excelência para a Redução da Oferta de Drogas Ilícitas (CdE) projeto da SENAD/MJSP-UNODC Brasil-PNUD. Mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília e doutorando em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
 
Hernando Bernal – Chefe da área de análise do Sistema Integrado de Monitoreo de Cultivos Ilícitos – SIMCI do UNODC Colômbia, assessor em matéria de químicos do Projeto de Prevenção ao Desvio de Substâncias Precursoras de Drogas na América Latina e do Caribe (PRELAC). Engenheiro Químico e mestre em Ciências Agrárias pela Universidade Federal da Bahia.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição: imagem retangular colorida em verde com informações em branco. Texto: Workshop Monitoramento do mercado de drogas ilícitas do mercado de Mato Grosso. A importância do monitoramento de preços das drogas ilícitas e a experiência da Polícia Nacional da Colômbia. 09 de junho. 9h às 17h30.
 
Mais informações: (65) 3617-3844 (Esmagis-MT).
 
Lígia Saito
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Empresa é condenada por negar garantia de iPhone resistente à água

A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Consumidor será indenizado após ter reparo de celular negado mesmo com promessa da empresa de que o produto era resistente à água.

  • A decisão reconheceu falha no serviço e manteve compensação por prejuízos e transtornos.

Um consumidor que teve o celular iPhone danificado após contato com água conseguiu na Justiça o direito de ser indenizado, após a fabricante se recusar a realizar o reparo durante o período de garantia. A decisão foi mantida pela Segunda Câmara de Direito Privado, sob relatoria da desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas.

De acordo com o processo, o aparelho, anunciado como resistente à água (certificação IP68), apresentou falha após contato com líquido em condições compatíveis com a publicidade divulgada. Mesmo assim, a fabricante negou o conserto gratuito, alegando mau uso, o que levou o consumidor a arcar com os custos para substituição do dispositivo.

Na análise do caso, o colegiado afastou a alegação de ausência de fundamentação no recurso e confirmou a existência de relação de consumo, com aplicação da responsabilidade objetiva. Também destacou que a inversão do ônus da prova foi corretamente aplicada e não foi contestada no momento oportuno.

O voto ressaltou que a simples ativação do sensor interno de contato com líquido não é suficiente para comprovar uso inadequado do aparelho. Além disso, foi apontado que a própria empresa abriu mão da produção de prova pericial, o que impediu a posterior alegação de falta de provas.

Para a relatora, a recusa de cobertura da garantia, baseada justamente em situação que contraria a publicidade do produto, configura falha na prestação do serviço e publicidade enganosa. A decisão também reconheceu a responsabilidade solidária da assistência técnica, integrante da cadeia de fornecimento.

Os danos materiais foram considerados comprovados por meio de documentos que demonstraram o valor pago pelo consumidor para substituir o aparelho. Já o dano moral foi reconhecido diante da frustração da expectativa legítima, da privação de um bem essencial e do tempo gasto na tentativa de resolver o problema.

Processo nº 1003019-58.2021.8.11.0008

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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