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Corregedoria promove Páscoa das crianças e adolescentes acolhidos

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A Corregedoria-Geral de Justiça do Estado do Mato Grosso (CGJ-MT), por meio da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) realiza comemoração da Páscoa para crianças acolhidas nas casas lares de Cuiabá e Várzea Grande. Foram entregues chocolates para as crianças e adolescentes como forma de lembrar a data da celebração pascal.

 
Os advogados Lorena Gagaglione e Yendis Costa, atuaram nesta ação como parceiros nas compras dos chocolates. As crianças e adolescentes acolhidos na Casa Cuiabana 2 receberam a visita e ganharam os chocolates, comemorando a Páscoa que será no próximo domingo (17/4). A ação também contou com o apoio da juíza auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ), Christiane da Costa Marques Neves e a secretária-geral da Comissão Estadual Judiciária de Adoção do Estado de Mato Grosso (Ceja), Elaine Zorgetti Pereira, acompanhou todo o evento.
 
Elaine ressaltou a imensa alegria de ter parceiros, pois assim, todos os anos são possíveis realizar o evento da “Comemoração da Páscoa dos Acolhidos”, não só para celebrar a Páscoa, mas também para lembrar-se da existência deles. Pois precisam da convivência familiar e social, tendo um dia de alegria, um dia para adoçar a vida. Em especial para as crianças acima de oito anos e para os adolescentes. “É muito importante ter parceiros dispostos a ajudar, só assim, ações como esta podem ser realizadas.” Também citou que uma das madrinhas provedoras, Elaine Pelicano, ajudou na ação.
 
Com a voz embargada e visivelmente emocionada, a advogada Lorena disse que a maioria das crianças presentes, tem a idade da sua filha, o que a deixou com o coração “apertado”. “Muitas vezes essa é uma realidade que a gente ignora, e ajudar é muito bom, muito bom mesmo. É bom para nós e para eles. Aqui, recebi abraços, e faz tempo que eu não sentia isso”. Declarou.
 
 
Para o advogado Yendis, o sentimento de pertencimento o motiva, pois não é só doar os chocolates, mais também o seu tempo, sua vida para estar ali. E deseja fazer muito mais. “Vamos tentar reunir com as comissões da AOB, para fazer um intercambio, com a Corregedoria e a OAB para tornar isso mais público, para que outras pessoas possam saber desse projeto e auxiliar”.
 
 
Patrícia Carla Cardoso, assistente social da Casa Lar 2, lembrou-se dos benefícios das visitas e das doações comemorativas para os acolhidos. “É muito importante ter ações como essa, pois é um momento de socialização e interação. Deixando-os totalmente animados e se sentindo pertencentes à sociedade”, disse a assistente social.
 
 
Durante a visita, foram dadas mais informações sobre o Programa Padrinhos, que consiste em auxiliar crianças acima de oito anos que ficam nas casas lares. Assim surgiu a ideia de unir-se com a Corregedoria-Geral e com a comissão da OAB, para abraçarem o projeto. Os advogados citaram que uma de suas funções é a de salva guardar a cidadania, a democracia, as ações sociais. Papel esse que eles defendem e usam na profissão, em prol da sociedade, para ajudar as outras crianças do Programa Padrinhos, sendo prestadores de serviço.
 
 
De acordo com o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Mato Grosso têm 534 crianças e adolescentes acolhidos, destas 51 estão disponíveis para adoção. A entrega dos chocolates nesta data comemorativa será realizada em todas as unidades de Cuiabá e Várzea Grande. Sendo um total de 99 crianças e adolescentes.
 
 
Ações desta natureza contam com o apoio da juíza da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo Santos, e do juiz da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, Carlos José Rondon.
 
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição das imagens: Imagem 1: Foto colorida com uma mulher de cabelo liso cumpridos usando óculos com a armação preta a camisa é branca e de alça preta.
Imagem 2: Foto colorida com um homem de óculos, usando terno cinza e gravata.
Imagem 3: Foto colorida com uma mulher sorrindo e de cabelos ruivos, usando um blazer marrom e camisa com tom azulado.
Imagem 4: Foto colorida com uma criança sentada na mesa de vestido rosa e comento chocolate com os dedos na boca e as mãos lambuzadas.
Imagem 5: Foto colorida com uma mulher de pele clara, cabelos negros, olhos azuis, em pé, sorrindo, usando uma blusa preta com listras brancas.
Imagem 6: Foto colorida com a advogada ao lado da criança que está comendo o chocolate.
Imagem 7: Foto colorida com o advogado entregando o chocolate para uma adolescente, ambos estão em pé.
 
 
Assessoria de Comunicação CGJ
 

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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