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Corregedoria em Ação conversa com operadores do Direito do Polo de Barra dos Garças

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O Programa Corregedoria em Ação conversou com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Ministério Público do Polo de Barra do Garças. A exemplo das outras edições do programa, o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira, fez questão de ir e levar sua equipe à sede da OAB. “Estamos aqui com ouvidos para críticas e sugestões. Esta é a razão de nossa vinda e queremos ouvi-los para melhorar nossa atuação. Também trazemos informações aos senhores e senhoras. Hoje oferecemos ferramentas bastante interessantes, como Ordem Cronológica de Processos Conclusos, consulta que pode ser feita por qualquer pessoa a qualquer tempo e verificar onde seu processo está na fila para receber a sentença. Temos ainda Ferramenta Bookings para atendimento agendado com magistrados da Primeira Instância. São ferramentas que nos remetem à total transparência de nossos serviços” informou o corregedor, que na sequência conversou com a representante do Ministério Público da comarca e ainda atendeu oficias de justiça no período da tarde.
 
O corregedor reforçou a participação da equipe para o atendimento dos operadores do Direito. Atualizações sobre temas de interesse de todos também são acrescentados durante as conversas.
 
“Temos ainda os juízes auxiliares da Vice-Presidência, Aristeu Vilella e Edson Reis, que estão falando sobre os Precedentes Qualificados. A tendência é de diminuir o excesso de recursos, aumentar a celeridade e a segurança jurídica. O presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Kono e a juíza Cristiane Padim, falarão sobre os métodos consensuais de solução de conflitos, que geram a pacificação social. Ainda estou acompanhado também do Flávio Paiva, nosso coordenador da Corregedoria e dos juízes auxiliares da Corregedoria, Emerson Cajango e Christiane Costa Marques Neves. Vamos ouvir, dar respostas e mostrar serviços e atualizações. Já passamos por Sinop, Tangará, Cáceres e Primavera. Temos exemplos aqui da comarca, no caso a Rede de Proteção e queremos levar conosco para que seja implantada em outras comarcas”, acrescentou o corregedor.
 
“O estreitamento de nosso relacionamento é muito bom e este tipo de visita como da Corregedoria em Ação reforçam ainda mais nossos laços que são extremamente necessários. Temos muitas coisas a repassar aos senhores e é bom também poder compartilhar ferramentas tão importantes como estas”, considerou o presidente da 2ª Subseção da OAB, André Luiz Soares Bernardes. Na sequência a palavra foi aberta aos advogados. “Peço que a OAB faça um elogio público aos servidores, gestores e muitos magistrados das varas de nossa comarca, sempre que pedimos temos os andamentos, eles fazem todo o possível. Gestores e servidores são corteses conosco e estão preocupados em entregar os melhores serviços aos jurisdicionados”, solicitou o advogado Hebert Lisboa. “Esse relacionamento direto é muito importante. Sejam bem vindos a nossa comarca e temos esperanças de que nossas solicitações sejam atendidas”, disse a advogada Cleri Aparecida Mendes de Oliveira Rezende. “Nunca senti a classe tão respeitada como nesta oportunidade. Uma conversa informal, franca e receptiva e com respostas imediatas de que o senhor tentará nos ajudar”, disse a advogada Pollyana Moraes Varjão. “Essa visita nos faz acreditar que é possível. Ouvimos aqui falas que nos remetem a acreditar que as coisas irão acontecer. O senhor nos faz acreditar no Poder Judiciário. Eu agradeço muito esta chance”, concluiu o presidente da Subseção, advogado André Luiz.
 
Na sequência o corregedor retornou ao fórum para uma conversa com os oficiais de justiça e a Diretoria do Sindojus, mas fez questão de cumprimentar a gestora da Primeira e Segunda Varas Cíveis de Barra, Vanessa Faria de Freitas. Ela foi bastante elogiada pelos advogados que participaram da reunião. “É gratificante que o serviço da gente esteja dando certo. Os advogados até comentam comigo e agradecem, mas não imaginava que eles falariam para o corregedor. Percebi que sou importante para o sistema do Poder Judiciário, isso é muito bom para cada servidor”, disse surpresa a gestora.
 
Os oficiais de justiça conversaram diretamente com o corregedor e fizeram indicações à equipe . A promotora Luciana representou o MP. “Temos ótimo relacionamento com todos os magistrados e servidores, mas agradecemos a visita, uma construção coletiva exige uma visão maior. Pessoas passarão, mas o sistema permanecerá”, disse a promotora que ajudou a construir a Rede de Proteção contra a Violência Doméstica no município, Luciana Rocha Abrão. “Uma de nossas bandeiras é a de fortalecer a Rede de Proteção e desde já agradecemos pela sistemática que vocês montaram aqui. Vamos conhecê-la melhor nesta sexta (8/4)”, informou o corregedor.
 
A Programação de sexta (8/4) segue horário de Brasília (local de Barra do Garças), 1h a mais que Cuiabá:
 
Entre 9h e 11h reunião com servidores; entre 14h e 16h atendimento à sociedade (aberto ao público); 14h às 14h45 a juíza auxiliar da CGJ, Christiane da Costa Marques Neves, o juiz Alexandre Ceroy e o corregedor Zuquim visitarão as obras do novo Centro Socioeducativo (Case) da Região Médio Araguaia. Local: Rua 4, Loteamento Cidade Jardim, Barra do Garças (aberto ao público); na sequência, 15h, a juíza Christiane visitará a Delegacia da Mulher e entre 15h e 17h (aberto ao público), o juiz auxiliar da CGJ, Eduardo Calmon verificará cartórios do Foro Extrajudicial.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.

Descrição da imagem: Foto 1 – Fotografia colorida em sala de reunião da OAB de Barra do Garças, tem ao funda mesa composta pelo corregedor, desembargador Kono, presidente da Subseção da OAB e membros da diretoria. Mesa voltada para o público, composto por advogados. Foto 2 – Fotografia colorida. Corregedor cumprimenta com aperto de mãos a servidora Vanessa. Ao fundo o banner do Corregedoria em Ação.
 
 
 
Leia mais sobre o Corregedoria em Ação em Barra do Garças:
 
 
 
 
 
 
Ranniery Queiroz /Fotos Adilson Cunha
Assessoria de imprensa CGJ

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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