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“Consigo entender ele melhor agora”: formação do TJMT sensibiliza cuidadora e reforça inclusão

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Acompanhada dos filhos Clara e Pedro Enzo, a cuidadora de aluno com deficiência (CAD) Rute Valéria Rodrigues da Conceição, de 40 anos, participou pela primeira vez do “TJMT Inclusivo – Capacitação e Conscientização em Autismo”, evento promovido pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso, em parceria com a Esmagis-MT, a Escola dos Servidores do TJMT e a Prefeitura de Cuiabá.

Atuando há três meses na Creche Municipal Josefa Catarina, no Jardim Paulista, em Cuiabá, onde cuida de um menino de 2 anos e 6 meses diagnosticado com autismo, Rute relatou que a capacitação já trouxe novas perspectivas para sua prática diária.

A mulher usa vestido vermelho estampado e óculos, com cabelos longos e úmidos sob um lado do ombro. Ela olha atentamente para quem a entrevista. Ao fundo, pessoas sentadas indicam ambiente de evento ou palestra.“Aprendi a compreender melhor os momentos de ansiedade e agitação. Antes eu pensava em afastá-lo das outras crianças, agora entendo que posso ajudá-lo a se acalmar e a compreender o ambiente em que está. Ele se comunica pouco, mas tenho visto muita evolução”, contou.

Rute também destacou que temas relacionados ao autismo ainda enfrentam resistência e falta de conhecimento. “Ainda existe muito preconceito, tanto com as crianças, quanto com as cuidadoras. Às vezes, até dentro da própria escola é difícil encontrar compreensão”, afirmou. A participação no evento, segundo ela, também foi motivada pelo desejo de que seus filhos pudessem aprender sobre inclusão desde cedo.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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