TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Comarca de Barra do Bugres entrega 38 títulos de propriedade pelo Programa Solo Seguro Amazônia
Trinta e oito famílias do bairro Vila Alvorada, em Nova Olímpia, receberão as escrituras definitivas de seus imóveis pelo Programa Solo Seguro Amazônia. A cerimônia de entrega será realizada no dia 30 de outubro, às 14h, na Câmara Municipal de Nova Olímpia.
O programa é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e é executado em Mato Grosso sob a coordenação da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT). No município, a ação é promovida pela Comarca de Barra do Bugres, em parceria com a Prefeitura de Nova Olímpia, a MT PAR (do Governo do Estado) e o Cartório de Registro de Imóveis de Barra do Bugres.
De acordo com a juíza diretora do Fórum de Barra do Bugres, Amanda Pereira Leite Dias, a regularização fundiária de Nova Olímpia (que integra a jurisdição da comarca) faz parte das ações do programa permanente Solo Seguro Amazônia, instituído pelo Provimento n.º 144/2023 do Conselho Nacional de Justiça.
“A cada três meses realizamos articulações entre o Poder Judiciário, órgãos públicos e outras instituições para viabilizar ações como esta de regularização fundiária. Assim, mantemos o compromisso de proporcionar segurança jurídica e dignidade às famílias beneficiadas”, afirma a magistrada.
Ela destaca que a entrega dos títulos representa um marco na consolidação do direito fundamental à moradia e contribui para a organização e o desenvolvimento urbano.
“São 38 famílias que terão suas vidas transformadas. Agora, elas têm a garantia de que suas casas — muitas construídas ou adquiridas com grande esforço — são, de fato e de direito, propriedades suas”, ressalta a juíza.
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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