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Com ajuda de moradores, Verde Novo inicia arborização do canteiro na Avenida das Torres em Cuiabá


Dar o exemplo em ações ambientais é o foco do projeto Verde Novo do Poder Judiciário de Mato Grosso que, neste sábado (12), promoveu o plantio de mais de 50 mudas de árvores no canteiro central da Avenida Professora Edna Affi, conhecida como Avenida das Torres, em Cuiabá. A proposta e plantar 800 mudas na avenida. Dessa vez, a equipe teve reforço e contou com participantes envolvidos com a causa: a pedagoga Josane Oliveira e seu sobrinho Ednilson Araújo.
 
Eles contaram que têm acompanhado as ações do projeto desde o ano passado e ficam de olho nas redes sociais para saber da programação. Neste sábado, foram cedo até o local marcado e colocaram a mão na terra, ajudando a mudar o ambiente da cidade. Eles ainda aproveitaram para levar mudas de árvores frutíferas como jaboticaba, pitanga e acerola.
 
“Literalmente, quisemos colocar as mãos na terra e nos programamos para vir, vale a pena. Considero a ação muito interessante. Tivemos um tempo de destruição das nossas árvores em Cuiabá com obras nos canteiros. Agora, Cuiabá está crescendo, principalmente essa área da região sul e a gente percebe que precisa de árvores”, contou a pedagoga.
 
Agricultor, Ednilson mostrou com orgulho as mãos cheias de terra após plantar dezenas de mudas, sob a orientação da equipe do Verde Novo. Ele não escondeu a alegria de contribuir com o projeto que, para ele, representa o trabalho do qual tem grande relação afetiva: a agricultura familiar.
 
“Tenho um sítio perto de Jangada, em um assentamento. É a primeira vez que participo do projeto e achei maravilhoso. Minha tia já plantou mais de 250 mudas desse projeto e hoje quis vir junto. Em casa, já temos até pitanga produzindo e veio desse projeto. Quando passar por essa avenida de novo, vou saber que essas árvores fui eu que plantei”, pontuou.
 
O assessor do Juizado Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam), Sérgio Saviolli, contou que nesta segunda ação do Verde Novo neste ano a escolha da área também orientou a escolha das árvores.
 
“O canteiro da avenida é uma área de servidão, por isso escolhemos mudas de árvores de menor porte. Estamos mostrando como se faz na prática, plantando. Mas temos outras mudas, inclusive de plantas frutíferas que são distribuídas em toda ação do projeto. A ideia não é só tornar o espaço mais verde e mais agradável, sabemos que o impacto dessas árvores faz com que a incidência do sol no asfalto diminua”, disse.
 
Comerciante, Blacio Yerlang, comemorou o plantio de árvores no canteiro à frente do seu estabelecimento. “É uma iniciativa muito boa. Vivo em Cuiabá há muitos anos, mas já morei em Chapada dos Guimarães também, e eu sei como um ambiente cheio de árvores ajuda para tornar a cidade mais fresca a agradável, atrai pássaros ainda”.
 
O Gerente de Sustentabilidade do Grupo Petrópolis, Alaercio Nicoletti Junior avalia positivamente o desenvolvimento das ações do grupo Petrópolis. “Estamos muito satisfeitos e honrados em participar do Projeto Verde Novo desde o seu início, lá em 2017. Começamos no fim daquele ano com o plantio de 510 mudas e desde então temos plantado e doado uma quantidade expressiva de mudas”.
 
Ao todo foram doadas e plantadas mais de 144 mil mudas. Nos últimos 2 anos foram 70 mil unidades, sendo que 2021 foi um ano especial, quando doamos 35 mil mudas em 40 ações desenvolvidas ao longo do ano. As ações buscam o incentivo ao plantio, leva instrução por meio de palestras e promove a sensibilizações sobre a importância de cuidar do meio ambiente, de plantar e cuidar das árvores, não só para a cidade como para o planeta.
 
“Este ano começamos com o pé direito, com uma ação de Volta às Aulas na Escola Estadual André Avelino Ribeiro, com a doação de 1000 mudas e o plantio de 10 árvores, em que sensibilizamos os alunos e destacamos a importância das árvores e de cuidar do meio ambiente como um todo. As árvores melhoram a sensação térmica, capturam CO2, além de embelezar a cidade. Queremos parabenizar Cuiabá, que tem se mostrado muito aderente ao projeto do qual o Grupo Petrópolis é parceiro”, destaca Alaercio Nicoletti Junior.
 
Integrante do projeto, o ambientalista que atua na Prefeitura de Cuiabá, Abel Nascimento, explicou que “Cuiabá é uma cidade muito quente, fica em uma depressão e os ventos passam por cima. Se não plantar mais árvores, a cidade se tornará um caldeirão ainda mais quente. Precisamos mudar esse contexto, criar microclimas locais. Essa parceria do Verde Novo é maravilhosa”.
 
O projeto Verde Novo também conta com a parceria da TV Centro América, do Grupo Petrópolis, responsável pela doação das mudas de árvores nativas e frutíferas e é desenvolvido em cooperação técnica com o Município de Cuiabá e o Instituto Ação Verde.
Os interessados em indicar uma área para o Verde Novo fazer o plantio de mudas, pode entrar em contato pelo e-mail [email protected]
 
 
Andhressa Barboza/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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