TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Calculadora Itinerante ajudará cidadãos de VG a medir e compensar emissão de gases de efeito estufa

Na próxima sexta-feira (10), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) levará ao Fórum de Várzea Grande a Calculadora Itinerante de Compensação de Gases de Efeito Estufa. Desenvolvida pelo Poder Judiciário, trata-se de uma ferramenta criada para medir a quantidade de carbono gerada por cada pessoa. A iniciativa é coordenada pelo Núcleo de Sustentabilidade do Judiciário de Mato Grosso, sob a coordenação do desembargador Rodrigo Roberto Curvo.

O projeto tem o objetivo de conscientizar os cidadãos sobre os impactos de suas ações no meio ambiente e foi lançado em setembro, durante o Encontro de Sustentabilidade do Judiciário.

Segundo Elaine Alonso, do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, a proposta é despertar no público em geral a compreensão sobre a própria “pegada de carbono” e incentivar práticas cotidianas que contribuam para a redução de emissões.

“O efeito estufa é um fenômeno natural que mantém a temperatura do planeta, mas o excesso de gases como dióxido de carbono e metano intensifica esse aquecimento e causa as mudanças climáticas que sentimos, como enchentes e calor extremo”, explica.

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A calculadora permite estimar o impacto individual a partir de hábitos simples – como o consumo de carne, o uso de transporte movido a combustíveis fósseis e a geração de resíduos – e indica ações compensatórias, como o plantio de árvores.

“Por exemplo, se uma pessoa percorre cinco quilômetros por dia para o trabalho (usando veículos automotores), a ferramenta calcula a emissão anual de gases e mostra quantas mudas seriam necessárias para compensar essa pegada”, detalha.

Tendo por base os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), o projeto faz parte do compromisso institucional do TJMT de se tornar carbono neutro até 2030. A iniciativa soma-se a outras medidas sustentáveis já adotadas pelo Tribunal, como o incentivo ao uso de etanol como combustível renovável, a redução de impressões e copos descartáveis e o monitoramento do consumo de energia, água e papel.

Além das visitas presenciais, a calculadora está disponível no site do TJMT, acessível a qualquer cidadão, escola ou instituição interessada em conhecer e reduzir seus impactos ambientais.

Acesse:

https://nucleodesustentabilidade-mc.tjmt.jus.br/portalnucleosustentabilidade-prod/cms/Calculadora_pegada_carbono_v2_1_35073362a9.html

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Corregedoria desenvolve automação para tornar decisões judiciais mais uniformes

Captura de tela do sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico). À esquerda, lista com vários processos; à direita, painel de A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), está desenvolvendo uma série de automações voltadas à modernização das rotinas judiciais da Primeira Instância.

A primeira delas é uma ferramenta que utiliza inteligência artificial para identificar automaticamente processos que podem estar relacionados a precedentes qualificados, entendimentos já consolidados pelos tribunais sobre processos semelhantes. A inciativa contribui para a uniformização da jurisprudência e para maior eficiência na gestão processual.

Chamada de LegalFlow, a solução faz a leitura da petição inicial logo após a distribuição no Processo Judicial Eletrônico (PJe) e compara seu conteúdo com uma base de dados de precedentes qualificados. Quando a ferramenta identifica possível correspondência, o sistema cria no PJe uma tarefa denominada “Analisar Precedentes”, permitindo que o usuário avalie a sugestão apresentada pela inteligência artificial.

Na tela, o magistrado ou assessor visualiza um resumo da petição inicial, o precedente identificado e informações sobre o grau de similaridade entre os temas. Caso concorde com a indicação, pode vincular uma etiqueta ao processo para facilitar sua identificação e tratamento. Se entender que não há relação entre o caso concreto e o precedente apontado, basta encerrar a tarefa e o processo segue sua tramitação normal.

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Segundo o diretor do DAPI, Guilherme Schultz, a iniciativa busca enfrentar um desafio recorrente da atividade jurisdicional, a identificação de demandas submetidas a precedentes qualificados.

“Atualmente essa análise exige consultas em diferentes bases de dados e fontes de informação, o que impacta tanto no tempo necessário para pesquisa como na qualidade das respostas. Com a automação, conseguimos agilizar esse trabalho, favorecer a uniformização da jurisprudência e contribuir para uma gestão mais eficiente dos processos”, explica.

Nesta primeira etapa, a ferramenta está voltada à identificação de processos relacionados aos Incidentes de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDRs), mecanismo utilizado pelos tribunais para uniformizar o entendimento sobre questões jurídicas que se repetem em diversas ações.

A gestora administrativa do DAPI, Milena Valle Rodrigues, explica que a ferramenta vem sendo utilizada em processos que tramitam nas Varas com competência em Fazenda Pública em todo o Estado. A expectativa, segundo ela, é que a solução seja disponibilizada para todas as unidades judiciais a partir de agosto.

“Também estamos trabalhando na expansão da base de consulta. Até o fim do mês, a ideia é incluir precedentes qualificados do Supremo Tribunal Federal, o STF, e do Superior Tribunal de Justiça, o STJ. Ampliando o alcance da automação e o suporte oferecido às unidades judiciais”, detalha.

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Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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