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Artigos da I Mostra Científica do Sistema Penitenciário De Mato Grosso podem ser acessados on-line

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O resultado dos trabalhados apresentados na I Mostra Científica do Sistema Penitenciário De Mato Grosso, ocorrida em março deste ano, agora está disponível para acesso. Ao todo 14 trabalhos do Projeto de Extensão “UNEMAT e GMF: repensando o cárcere” foram apresentados e estão disponíveis em formato de artigos.
 
O projeto é uma parceria, inicial, entre o Grupo de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Carcerário e Socioeducativo do Estado de Mato Grosso (GMF) e instituições como o curso de Direito do Campus Universitário de Alta Araguaia, Diamantino e de Núcleo Pedagógico de Rondonópolis, através da Clínica de Direitos Humanos, Meio Ambiente e Políticas Sociais e o Grupo de Estudos de Direitos Fundamentais e Interdisciplinaridade do Direito da UNEMAT.
 
O GMF é presidido pelo desembargador Orlando Perri, e tem como juiz-coordenador, Geraldo Fidelis, suas atividades são coordenadas, fomentadas e monitoradas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
 
Os temas dos artigos são, por exemplo, o direito à remissão de pena pela leitura, público LGBTQIA+, recursos humanos, entre outros. A apresentação das publicações é assinada pela a gestora de projetos do GMF-MT, Alianna Cardoso Vançan.
 
 
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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