TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Agosto Lilás: Comarca de Jaciara promove palestra pelo fim da violência contra mulher

Segundo levantamento da secretaria da 3ª Vara Criminal da Comarca de Jaciara (144 km ao sul de Cuiabá), 20% dos processos que tramitam na unidade judiciária são em decorrência de violência doméstica. O número preocupa o juiz Ednei Ferreira dos Santos, que também coordena a Justiça Comunitária da Comarca.
 
“O judiciário de Mato Grosso tem desenvolvido várias campanhas, demonstrando cada vez mais a preocupação com a pacificação social nesses novos tempos. Destacamos a criação da Justiça Comunitária e o mais recente é a premiação do CNJ, pela criação do aplicativo SOS Mulher MT- Botão do Pânico Virtual, que reconheceu a efetividade do sistema, que ajudará mulheres no combate a violência doméstica familiar”, declarou o magistrado.
 
Com o intuito de conscientizar a população sobre o problema, o juiz promoveu uma palestra sobre o combate à violência doméstica e familiar no último dia 26, como parte do Agosto Lilás, campanha nacional que tem por objetivo divulgar a sanção da Lei Maria da Penha (n.º 11.340/2006).
 
O evento teve como palestrantes acadêmicos do 8º semestre do curso de Psicologia da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Vale do São Lourenço (EDUVALE). Mulheres vítimas de agressões por parte de companheiros e/ou ex-companheiros compartilharam suas experiências com os participantes.
 
“Aqui me senti acolhida, pois há muito tempo na minha vida só existe sofrimento”, desabafa V.A, uma das vítimas que relataram casos de violência doméstica. “Meu marido é alcoólatra e no mês passado tentou me matar com uma faca. Para me defender coloquei a mão e ela foi perfurada. Sei que a lesão vai sarar, mas a ferida da alma, essa será para sempre”, diz . “Entrei com pedido de medida protetiva e não quero mais viver com ele. Essa palestra me trouxe autoestima para seguir minha vida e cuidar de meus filhos.”
 
Participaram da atividade, conselheiros tutelares de Jaciara e São Pedro da Cipa e integrantes da Patrulha Maria da Penha (PMP), da Polícia Militar. Este tipo de patrulhamento foi instituído para a PM fiscalizar o cumprimento das Medidas Protetivas de Urgência. Consiste em acompanhar e apoiar às vítimas de violência doméstica e familiar, com visitas a essas mulheres.
 
A Patrulha é parceria do Judiciário e integra a Rede de Enfrentamento assim como a Prefeitura Municipal, por meio da área de assistência social (CRAS e CREAS), que oferta apoio psicológico e psicossocial, conforme a necessidade verificada. A PMP realiza trabalho preventivo com palestras educacionais nas mais diversas instituições.
 
Em Jaciara, a PMP foi instituída em 11 de fevereiro de 2021, sob o comando do tenente coronel PM Handson Freitas Farias. A equipe é formada pela 2º Ten PM Alice, 2º Sgt PM Mateus e 3º Sgt PM Franciele.
 
“Sabemos que a conscientização junto daqueles que amamos não é uma tarefa fácil, visto que diante do caso concreto é que buscamos a maneira certa de agir para que se alcance a pacificação social”, enfatiza a gestora da Justiça Comunitária de Jaciara, Dionaire Vitor. “A palestra sobre violência doméstica contra a mulher visa resgatar a autoestima das mulheres para que possam ter um modo de vida saudável, com paz social e o exercício pleno de cidadania”, completa.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagens: Imagem 1 – Foto vertical colorida do juiz ministrando palestra. Imagem 2 – Foto vertical colorida da 2º Ten PM Alice.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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