TECNOLOGIA
Saberes tradicionais e tecnologias sociais orientam último debate na Casa da Ciência
A última mesa redonda da Casa da Ciência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) reuniu, nesta sexta-feira (21), professores e pesquisadores para discutir como envolver as populações locais e as tecnologias sociais no enfrentamento das mudanças climáticas. Eles debateram caminhos para fortalecer soluções desenvolvidas nos territórios e integrar o conhecimento comunitário às políticas de adaptação e mitigação climática no País.
Para o reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Gilmar Pereira da Silva, o ponto-chave para envolver a população é o respeito e a integração à cultura e aos saberes dos povos tradicionais. “O conhecimento da academia sem a sabedoria e a experiência dos povos tradicionais não tem sentido. Se você andar pelas nossas matas e nossas ilhas, vai ver as comunidades habitando em harmonia com a natureza, com a floresta de pé, e não fomos nós, da academia, que ensinamos isso para eles. Na verdade, nós temos muito o que aprender”, afirmou.
Já o professor associado da Universidade Regional do Cariri, Francisco Do O’ Lima, destacou a importância de unir o engajamento das populações locais a uma agenda de desenvolvimento social. “Precisamos entender que as mudanças climáticas também acarretam mudanças sociais. Em algumas áreas, como o semiárido, o aumento das temperaturas vem atingindo diretamente a vida das pessoas, e é preciso considerar essa realidade na construção de alternativas que aumentem a resiliência climática”, avaliou.
Casa da Ciência
A Casa da Ciência do MCTI, sediada no Museu Paraense Emílio Goeldi, é um espaço de divulgação científica com foco em soluções climáticas e sustentabilidade, além de ser ponto de encontro de pesquisadores, gestores públicos, estudantes e sociedade durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança de Clima (COP30).
TECNOLOGIA
Nota de Pesar
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) manifesta profundo pesar pelo falecimento do economista e ex-deputado estadual pernambucano Waldemar Borges, aos 67 anos, ocorrido neste sábado (4). Expressamos irrestrita solidariedade à ministra Luciana Santos, esposa de Borges, e aos três filhos do casal diante da perda familiar.
Nascido no Recife em 1958, o parlamentar construiu uma trajetória no setor público local ao longo de quase 40 anos. Formado em economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele exerceu funções no legislativo e no executivo. Atuou como vereador na capital por quatro mandatos e como deputado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a partir de 2011.
Sua experiência profissional incluiu passagens por secretarias de estado e a presidência da Empresa de Processamento de Dados do Recife (Emprel). Servidores e colaboradores do ministério e suas unidades vinculadas unem-se no luto e no respeito à memória do ex-parlamentar. O comunicado oficial divulgado pelos familiares ressalta que sua retidão permanece como “um farol para as próximas gerações”.
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