TECNOLOGIA

Abertas as inscrições para a Conferência sobre Clima e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas

Estão abertas as inscrições para a 3ª Conferência Internacional sobre Clima e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (ICID2025), a ser realizada de 15 a 19 de setembro, em Fortaleza (CE). O evento é uma promoção do Governo do Ceará, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e reunirá especialistas, gestores e organizações nacionais e internacionais para discutir estratégias inovadoras de enfrentamento à desertificação, mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e promoção do desenvolvimento sustentável em áreas de clima seco. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do evento: www.icid2025.com.br.

Estudantes, pesquisadores, profissionais e demais interessados no tema estão convidados a participar. A programação abordará assuntos como ciência de dados aplicada à irrigação, gestão sustentável de terras agricultáveis, manejo de recursos naturais e convivência com o semiárido para o desenvolvimento social. A ICID2025 também fortalecerá o protagonismo do Brasil na agenda global, evidenciando que o País, para além da Amazônia, abriga biomas como a Caatinga e o Cerrado, essenciais para o equilíbrio ambiental e social.

Anúncio na SBPC

O anúncio sobre a abertura das inscrições da ICID2025 foi realizado nesta quarta-feira (16), em Recife (PE), pela secretária da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, Sandra Monteiro, durante a mesa “E agora, José? Terras secas no Brasil e a busca pela adaptação, redução de vulnerabilidades e estratégias de CT&I para o desenvolvimento de zonas áridas”. A sessão, coordenada pela líder de projetos Raiza Fraga (CGEE), contou com palestras do consultor José Roberto de Lima (CGEE) e da professora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Mônica Tejo.

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O debate integrou a programação da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que segue até o dia 19, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). A mesa propôs uma discussão sobre como a produção científica e as estratégias de CT&I têm contribuído para a adaptação, a redução da vulnerabilidade e a construção de soluções para regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas. Participaram especialistas e instituições que atuam em projetos nessas regiões, abordando a integração de saberes tradicionais e científicos, o papel das universidades e centros de pesquisa locais, além do fortalecimento de capacidades institucionais e comunitárias.

Preparativos para a COP30

A Conferência pretende reunir cerca de 2 mil participantes de diversos países em Fortaleza, com o objetivo de construir estratégias concretas de adaptação às mudanças climáticas em regiões áridas e semiáridas, tema central dos preparativos para a COP30, que ocorrerá em novembro, em Belém (PA). 

A ICID2025 é uma realização conjunta da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará (Secitece), Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (Sema), e Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A coordenação executiva está a cargo do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

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A iniciativa também conta com o apoio da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), da Embaixada da França no Brasil e da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Com informações do CGEE

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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