TECNOLOGIA

Ministra Luciana Santos se reúne com empresa chinesa para tratar de parcerias em inovação e desenvolvimento tecnológico

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, recebeu nesta quinta-feira (9) o CEO da Huawei Brasil, Jacky Gao Kexin. A audiência teve o objetivo de fortalecer as parcerias estratégicas entre a pasta do Governo do Brasil e a empresa chinesa, com destaque para o intercâmbio de experiências internacionais em inovação e desenvolvimento tecnológico, além da avaliação de novas possibilidades de cooperação no setor.

A ministra ressaltou que o governo brasileiro tem buscado fortalecer a cooperação internacional em ciência e tecnologia, com foco em acordos que promovam aprendizado mútuo e transferência de conhecimento. “Queremos parcerias que nos permitam aprender e, ao mesmo tempo, compartilhar o que desenvolvemos, garantindo que o Brasil avance com autonomia tecnológica”, afirmou.

Luciana ressaltou que o Brasil busca consolidar projetos conjuntos em áreas estratégicas, como o setor espacial e o desenvolvimento de soluções em inteligência artificial (IA). “Nós sabemos bem da disposição da China, visto algumas experiências positivas que nós temos aqui em pesquisa e desenvolvimento em conhecimento”, explicou.

O CEO da Huawei Brasil, Jacky Gao Kexin, reafirmou o interesse da empresa em colaborar com o Brasil em projetos de inteligência artificial e inovação tecnológica. “A cooperação que acabamos de esperar é, na verdade, uma resposta abrangente. Neste ponto, a Huawei tem estatísticas muito ricas, especialmente na área de litígios governamentais. Apoio totalmente isso”, disse.

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Ele também destacou que a inteligência artificial é uma das áreas de maior crescimento na companhia, representando o foco da expansão global. “A IA atualmente representa menos de 10% do nosso desempenho na Huawei, mas é o setor que mais cresce porque nos últimos anos consideramos a inteligência artificial como a área mais importante em desenvolvimento”, afirmou.

Ao encerrar o encontro, Luciana reforçou a importância da parceria com o país asiático e com empresas que tenham atuação consolidada no Brasil. “Reafirmo que temos todo o interesse de trabalhar com as empresas chinesas”, concluiu a ministra.

Huawei no Brasil

A Huawei é uma das principais fornecedoras globais de infraestrutura e soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). A companhia soma investimentos superiores a US$ 250 milhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação e foi responsável pela inauguração da primeira fábrica inteligente do país, voltada para tecnologias 5G, IoT, inteligência artificial e computação em nuvem. Nos últimos dez anos, treinou mais de 40 mil profissionais no Brasil, reforçando seu compromisso com a capacitação e a inovação tecnológica.

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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