TECNOLOGIA

MCTI leva Caravana da Ciência ao Amapá com anúncio de mais de R$ 17 milhões de investimentos no estado

Como parte das comemorações pelos 40 anos, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) leva a Caravana da Ciência para o Amapá. O evento contará com debates e anúncios de investimentos em CT&I para o estado. As atividades da Caravana acontecem junto com o Fórum Nacional do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti). A ministra Luciana Santos participa do Fórum nesta quinta-feira (26/6), em Macapá. 

O Fórum do Consecti está sendo realizado no Museu Sacaca e reúne secretários estaduais de CT&I, representantes de instituições federais como o MCTI, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades, institutos de pesquisa, empresas de base tecnológica e a comunidade científica. Com foco especial na Região Amazônica, o encontro promove a articulação entre os entes federativos para o fortalecimento das políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação.

Durante o Fórum, a ministra Luciana Santos assina uma série de convênios com instituições e pesquisadores do Amapá, contemplados por chamadas públicas da Finep e do CNPq. Os acordos representam um investimento de mais de R$ 17 milhões, destinados à consolidação da infraestrutura científica, incentivo à inovação e valorização da pesquisa local.

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Serviço:
Caravana da Ciência e Fórum Nacional do Consecti
Data: 25 e 26 de junho de 2025
Local: Museu Sacaca – Avenida Feliciano Coelho, 1509 – Trem, Macapá (AP)
Horário: A partir das 8h30

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Planta carnívora rara reaparece após 80 anos, no Nordeste

Pesquisadores registraram pela primeira vez no Nordeste brasileiro a Utricularia warmingii, uma espécie rara de planta carnívora aquática. Sem ser vista há mais de 80 anos, a planta foi encontrada em uma área alagada conhecida como Lagoa do Bode, no município de Campo Maior (PI). O achado de 2023 foi incluído em uma pesquisa publicada na última edição da revista científica Kew Bulletin, um dos principais periódicos da área.

O estudo foi liderado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), com a participação do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Para o professor da UFPI e líder da pesquisa, Francisco Ernandes Leite, o registro da planta carnívora no estado acende um alerta para a proteção das áreas úmidas. “Essa descoberta mostra que a espécie vive e sobrevive em regiões em que nunca haviam sido vistas e prova que podemos encontrá-la em tantos outros lugares”, afirma.

Leite explica que planta tem, geralmente, uma única flor branca, com centro amarelado e uma mancha amarela avermelhada. “Ela não tem raízes verdadeiras, então tem vida livre, se deslocando pela água. O que mais chama a atenção é que ela tem pequenas estruturas chamadas utrículos, que funcionam como armadilhas muito rápidas, capazes de capturar micro-organismos, como microcrustáceos, larvas de mosquitos, para alimentá-la”, explica o biólogo botânico.

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Ainda que possa ser encontrada em alguns países da América do Sul, como Bolívia, Colômbia e Venezuela, os registros da espécie são raros e espaçados. No Brasil, ela já foi vista no Pantanal e em áreas do Sudeste, mas algumas dessas populações podem ter desaparecido ao longo do tempo.

Em São Paulo (SP), por exemplo, a planta carnívora foi encontrada pela última vez em 1939, o que sugere uma possível extinção local. “O fato de ela não existir mais nessas áreas, que eram os únicos pontos onde a gente tinha a ocorrência conhecida na Mata Atlântica, nos leva a sugerir potencialmente que essa espécie pode estar extinta no bioma, justamente por conta das transformações no habitat”, afirma o pesquisador do INMA e colaborador no estudo Paulo Gonella.

No Brasil, os registros indicam que as populações da espécie estão separadas por grandes distâncias e ocupam cerca de 36 km². A recente descoberta fez com que os especialistas reavaliassem o risco de extinção da planta, que agora passa a ser classificada como Em Perigo. “Espécies como Utricularia warmingii podem ter distribuição geográfica ampla no mapa, mas na prática ocupam apenas pequenos fragmentos de habitat. Isso as torna especialmente vulneráveis à perda de áreas úmidas”, explica Gonella.

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Isso ocorre porque as lagoas rasas e áreas alagadas temporárias onde a espécie ocorre estão entre os ecossistemas mais ameaçados do planeta. Essas áreas são ameaçadas especialmente por mudança no regime de cheias, expansão agropecuária, uso de fertilizantes, introdução de espécies invasoras e alteração na paisagem.

A soma desses cenários leva a redução das chances de recolonização natural, caso a população desapareça, aumentando o risco de extinção regional. “Esse caso também mostra como ainda conhecemos pouco a flora de várias regiões do país. Áreas como o interior do Nordeste permanecem sub amostradas, e novos estudos podem revelar espécies raras ou populações ainda desconhecidas”, finaliza o pesquisador do instituto.

Além da UFPI e do INMA, também colaboraram na pesquisa a Universidade Federal de Mato Grosso do sul (UFMS), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade estadual do Piauí (Uespi) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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