TECNOLOGIA
Evento celebra 20 anos da Lei do Bem com lançamento de livro e premiação
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) celebrou, na terça-feira (25), em Brasília (DF), os 20 anos da Lei do Bem. Com participação de parlamentares e instituições setoriais da inovação, a cerimônia foi palco do lançamento do livro Lei do Bem: Duas Décadas de Fomento à Inovação no Brasil e do Reconhecimento Enedina Alves Marques, que premiou pessoas e instituições que contribuíram para a promoção da Lei nº 11.196/2005.
O livro é uma produção do ministério em cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A publicação conta a história da política de fomento à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação tecnológica no Brasil e lista os avanços nos últimos anos que permitiram a evolução da política pública. O livro também traz 12 casos de sucesso de empresas que utilizaram a lei, como o Banco do Brasil, a Embraer, as Lojas Renner e a Natura.
A ministra do MCTI, Luciana Santos, destacou o alinhamento da Lei do Bem aos objetivos de reindustrialização do Governo do Brasil. “No governo do presidente Lula, estamos empenhados em estabelecer novas bases para a reindustrialização do Brasil, apoiada no conhecimento, na tecnologia e na inovação. E a Lei do Bem tem papel fundamental nesse caminho, ajudando a criar empregos qualificados, fortalecendo nossa soberania tecnológica e impulsionando um modelo de desenvolvimento sustentável e inclusivo”, afirmou.
O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do MCTI, Daniel Almeida, defendeu o papel do governo em incentivar a inovação e a competitividade. “No mundo todo, o benefício fiscal é o principal mecanismo usado pelas empresas para fazer pesquisa e desenvolvimento. Não há desenvolvimento industrial sem inovação e, se a gente não tiver o governo compartilhando esse risco para a inovação, as empresas têm mais dificuldades de investir”, disse.
Reconhecimento Enedina Alves Marques
O Reconhecimento Enedina Alves Marques: Personalidades da Lei do Bem foi instituído pela Portaria nº 9.589/2025. As indicações de homenagem em seis categorias foram feitas por vários órgãos de governo, entidades setoriais de empresas e de instituições de ciência e tecnologia, enquanto a seleção foi feita por uma comissão de avaliação composta por membros da Setec e das unidades vinculadas à pasta.
Receberam a placa de reconhecimento:
Avaliadores: Renata de Matos Galenate; Paula Toshimi Matsumoto Pintro; e Cleudmar Amaral de Araújo
Jornalistas e veículos: Revista Carta Capital
Pesquisadores: Fernanda De Negri
Entidades representativas setoriais: Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei)
Legisladores: deputado federal Vitor Lippi (PSDB-SP)
Gestores públicos: Francisco Silveira dos Santos, ex-coordenador-geral de Instrumentos de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do MCTI
A homenagem será concedida a cada dois anos. Enedina Alves Marques (1913-1981) foi a primeira mulher negra a se formar em engenharia no Brasil. Professora e pioneira na engenharia brasileira, foi chefe da Divisão de Estatísticas do Serviço de Engenharia do Paraná (PR) e fez parte do Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica.
“Enedina, que também tinha origem humilde, ocupou com coragem e excelência um espaço historicamente reservado a homens. É, portanto, um símbolo da nossa luta por uma ciência diversa, inclusiva e acessível, que tem a cara do nosso País: uma ciência em que meninas negras e pobres possam se enxergar e sonhar alto”, pontuou a ministra Luciana Santos.
Saiba mais sobre a Lei do Bem no site do MCTI. Para comemorar os 20 anos da matéria, a página ganhou mais informações e um chatbot de inteligência artificial que ajuda cidadãos e empresas a entenderem como a política funciona e como apresentar os projetos de inovação ao ministério.
TECNOLOGIA
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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