TECNOLOGIA
Em 20 anos, Lei do Bem apoiou mais de 14 mil projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) tem buscado estabelecer novas bases para a reindustrialização brasileira, apoiada no conhecimento, na tecnologia e na inovação. Nesse cenário, nos últimos 20 anos a Lei do Bem tem funcionado como ferramenta de compartilhamento dos riscos inerentes ao processo de inovação. E, assim, por meio do apoio do Poder Público ao setor produtivo, ela transforma possíveis obstáculos em oportunidades de desenvolvimento econômico e social.
A Lei nº 11.196/05 permite que empresas de qualquer setor, que operam sob o regime de Lucro Real, deduzam os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação de sua base de cálculo do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Além disso, a legislação promove incentivos fiscais diretos, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para equipamentos destinados à pesquisa.
Desde 2006, o mecanismo já movimentou R$ 296,1 bilhões em investimentos, com renúncia fiscal estimada de R$ 64,1 bilhões, resultando em R$ 232 bilhões líquidos aplicados em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Como esses recursos deixaram de ingressar no Tesouro, o governo se torna coparticipante no risco tecnológico desses projetos. No total, a Lei do Bem já apoiou mais de 14 mil projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Entre as mais de 4 mil empresas que já utilizaram esse benefício de forma consciente, 12 contribuíram com dados para a produção do livro Lei do Bem: Duas Décadas de Fomento à Inovação no Brasil.
Conheça algumas instituições beneficiadas pela Lei do Bem
Banco do Brasil
Com 216 anos de história e presente em 97% dos municípios brasileiros, o Banco do Brasil utiliza a Lei do Bem de forma estratégica. Os investimentos relacionados a tecnologias como blockchain, inteligência artificial (IA), cibersegurança, automação e soluções ASG aceleram a transformação digital e o desenvolvimento de novos produtos na instituição financeira. Além disso, eles resultam em uma economia que impacta diretamente o lucro líquido e fortalece o fluxo de caixa, liberando capital para novos investimentos.
Biolab Farmacêutica
A farmacêutica aplica o benefício fiscal em inovação disruptiva e incremental de produtos e processos, colaborando para ações de pesquisa e inovação e impulso ao desenvolvimento de novos produtos para compor o portfólio da companhia. “A Lei do Bem tem um papel muito importante para transformar pesquisas em realidade, ou seja, em produtos de saúde que fazem a diferença na vida da população e que contribuem para o avanço da ciência no Brasil”, diz o diretor técnico e científico da companhia, Dante Alario Junior.
O mecanismo, segundo ele, é uma oportunidade para a empresa fazer parte da evolução da indústria farmacêutica e causar real impacto na saúde. “O caminho fica mais fácil quando há junção de forças entre iniciativa privada, pesquisadores e governo, com o objetivo de superar os obstáculos para um objetivo maior: tornar o bem-estar da população uma missão prioritária”, destaca.
“Sem inovação não haverá futuro para a indústria farmacêutica ou para qualquer outro setor”, reforça Alario Junior.
TECNOLOGIA
Como usar a carta celeste? A ciência explica
Observar as estrelas é uma prática milenar, usada para agricultura, navegação marítima e para medir a passagem do tempo. A carta celeste é uma representação gráfica do céu noturno, um mapa das estrelas, mostrando a localização de astros, constelações e galáxias, sendo usada a partir de uma data, hora e localização.
A carta celeste pode ajudar a entender o que se observa no céu como um guia no universo. Podendo ser utilizada por qualquer pessoa que queira aprender mais sobre estrelas e constelações, sem equipamento especial para usar.
Por onde começar?
É necessário usar a carta própria para a sua localização e no horário especificado por aplicativos ou websites, pois as estrelas mudam de posições conforme o tempo passa. Com o mapa em mãos:
- Fique de frente para a direção sul;
- Coloque sua carta voltada para o céu, alinhando a indicação “Sul” do papel com o sul real;
- Oriente-se por constelações de fácil reconhecimento, como a do Cruzeiro do Sul, o cinturão de Órion ou algum planeta que esteja brilhando intensamente no momento.
A partir daí, ficará mais fácil para se guiar e encontrar as demais constelações. O astrônomo do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), Eugênio Reis, explica as melhores condições para observar as estrelas com a carta celeste “Procure um local com pouca ou nenhuma poluição luminosa, com o céu limpo sem nuvens e horizonte desimpedido, de preferência, para ajudar na visualização.”
Todos os meses, o Mast, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com sede no Rio de Janeiro (RJ), publica sua carta celeste para esta cidade. Também é possível baixar ou visualizar uma carta celeste de acordo com sua localidade e horário desejado por aplicativos ou websites.
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