TCE MT

TCE-MT e Famato debatem transparência dos incentivos fiscais do estado

Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
Ilustração
Conselheiro Antonio Joaquim em reunião com representantes da Famato. Clique aqui para ampliar.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) iniciou nesta terça-feira (3) uma rodada de reuniões para debater junto a instituições do setor econômico e produtivo do estado, a auditoria especial sobre os incentivos fiscais. Relator da auditoria, o conselheiro Antonio Joaquim se reuniu com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, e destacou a importância da transparência no processo que engloba a política de incentivos fiscais estaduais.

Na ocasião, Antonio Joaquim pontuou que, dos R$ 35 bilhões aprovados para o orçamento do Estado em 2024, há uma projeção de R$ 15 bilhões com gastos tributários (42,85%), montante que requer atenção. “O Tribunal de Contas não tem dúvidas de que os incentivos são necessários para o avanço de Mato Grosso. Mas é necessário que haja uma transparência maior nesse processo como um todo. Na legislação anterior se defendia que nos incentivos houvessem benefícios como, por exemplo, a geração de empregos. Mas essa legislação mudou e hoje não se cobra isso individualmente. Essa contribuição vai para um fundo e a gente tem que entender como funciona esse fundo. Nós queremos dar transparência de como são gastos  esses valores.”

Leia Também:  Painel sobre impactos sociais da Reforma Tributária é tema de Congresso Internacional no TCE-MT

Conforme o conselheiro, ao final da auditoria, se necessário, o TCE-MT irá propor mudanças no processo dos gastos tributários. “Não somos nós que mudamos, quem tem o poder de escolher políticas públicas é o governador e os deputados do estado, mas podemos sugerir. A lei diz claramente que se incentiva para desenvolver o estado e para diminuir a desigualdades. O estado é muito desigual, existem ilhas de prosperidade e ilhas de pobreza. Enfrentar essa questão da desigualdade é uma função obrigatória de todos nós que fazemos parte da administração pública.”

Já o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, agradeceu ao TCE-MT por demonstrar interesse em conhecer a realidade local e propor soluções que beneficiem não só o setor produtivo e econômico, mas toda a população. “Estou muito feliz com essa conversa com o conselheiro Antonio Joaquim, que se permitiu conhecer um pouco mais do nosso segmento, ao mesmo tempo que nos permitiu manifestar e poder colaborar naquilo que possa gerar política pública e que possa trazer alguns benefícios, que possam somar para nossa economia. Eu tenho certeza de que o Governo do Estado também está sensível a isso e está numa corrida de preparar questões que facilitem o setor produtivo a buscar mais ganhos. E ganho para o setor produtivo é sinônimo de transferência de recursos para todo o mato-grossense.”

Leia Também:  TCE-MT homenageia Silva Freire e lança programação cultural em alusão ao Dia do Poeta Mato-grossense

Auditoria Especial

A auditoria especial que avalia a eficácia, eficiência, efetividade e transparência da política de incentivos fiscais estaduais e da gestão da dívida ativa estadual, referente aos últimos cinco anos, foi anunciada em maio pelo presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, durante Seminário “O Impacto das Moratórias da Soja e da Carne nas Desigualdades Regionais”, e instaurada por meio de portaria publicada no Diário Oficial de Contas do dia 25 de junho.

A portaria considera as atribuições legais previstas no Regimento Interno do TCE-MT e o Plano Bianual de Fiscalização 2024-2025, no que diz respeito à diretriz nº 3: “Avaliar a gestão fiscal, financeira e atuarial dos jurisdicionados” e ao item 3.3 “Promover ações de fiscalizações na receita pública e na renúncia de receita e incentivo fiscal”. O trabalho da auditoria também vai abranger o volume de dívidas anuladas ou prescritas.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
E-mail: [email protected]

Fonte: TCE MT – MT

Propaganda

TCE MT

TCE aprova contas de 2025 da gestão Mauro e destaca avanços em segurança e educação

Parecer do Tribunal de Contas reconhece superávit de R$ 3,4 bilhões, maior resultado financeiro dos últimos cinco anos e cumprimento dos limites constitucionais

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) emitiu parecer prévio favorável às contas de governo de 2025, último exercício completo da gestão Mauro Mendes à frente do Governo do Estado. O voto do relator, conselheiro José Carlos Novelli, foi aprovado por unanimidade pelo Plenário.

Entre os principais resultados apontados pelo Tribunal estão um saldo positivo de R$ 3,4 bilhões nas contas do Estado e R$ 9,7 bilhões disponíveis em caixa, maior valor dos últimos cinco anos. O relatório também destacou que Mato Grosso terminou 2025 com as contas equilibradas e uma situação financeira positiva de R$ 5,5 bilhões em relação às dívidas.

O relatório também reconheceu o cumprimento dos principais limites constitucionais e legais. Mato Grosso destinou 26,73% da receita para a Educação, acima do mínimo de 25%, e 17,47% para a Saúde, enquanto o limite para despesas com pessoal ficou em 45,54%, abaixo do teto de 60% da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Para o candidato ao Senado, Mauro Mendes, o resultado é consequência de uma gestão baseada em planejamento, responsabilidade com o dinheiro público e capacidade de transformar o equilíbrio das contas em investimentos que chegam diretamente à população.

Leia Também:  TCE-MT determina que Governo do Estado repasse imediatamente R$ 67,8 milhões à Saúde de Cuiabá

“Quando se trabalha com seriedade, planejamento e responsabilidade, os resultados aparecem. Nós organizamos as contas do Estado para poder fazer aquilo que realmente importa: investir. Fizemos os maiores investimentos em obras e ações da história de Mato Grosso, levando serviços, infraestrutura e melhorias para perto da casa do cidadão, em todas as regiões”, afirmou Mauro.

Em 2025, a receita arrecadada pelo Estado chegou a R$ 42,6 bilhões, valor 15,16% superior à previsão inicial. O resultado financeiro, segundo o TCE, demonstra a capacidade fiscal acumulada pelo Estado ao final do exercício.

O parecer do conselheiro Novelli também registrou resultados positivos em áreas específicas das políticas públicas. Na segurança, houve redução dos homicídios e dos roubos de veículos. Na educação, os dados disponíveis apontaram melhora nos índices do Ideb. Já a cobertura geral de abastecimento de água ficou acima da média nacional. Na previdência estadual, houve redução de 6,01% no déficit atuarial da MT Prev, que terminou o exercício em R$ 58,3 bilhões.

“O Estado encerrou o exercício com resultado orçamentário ajustado positivo, elevada disponibilidade financeira, endividamento sob controle e cumprimento dos principais limites constitucionais e legais relativos à educação, à saúde e às despesas com pessoal. Esse cenário evidencia a capacidade fiscal do Governo de sustentar e aprimorar as políticas públicas e os investimentos estaduais”, afirmou Novelli.

Leia Também:  Capacitação e integração entre instituições são fundamentais para prevenir casos de violência infantil, defende conselheiro Waldir Teis

O processo segue agora para julgamento da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA