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TCE-MT aponta solução inovadora na contratação de serviços ortopédicos para garantir atendimento imediato
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| O conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo, avaliou que esta é uma das mesas técnicas mais importantes realizadas pelo órgão. Clique aqui para ampliar |
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) apontou solução para a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) contratar serviços médicos especializados em traumatologia e ortopedia com o fornecimento de órteses, próteses e materiais especiais (OPME). O modelo de contratação conjunta apresentado nesta segunda-feira (2) é resultado da mesa técnica solicitada pelo Governo do Estado e busca dar celeridade e qualidade aos atendimentos prestados nas unidades hospitalares da rede estadual de saúde.
Para o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, esta é uma das mesas técnicas mais importantes já realizadas pela instituição, pois o modelo de contratação conjunta da prestação do serviço médico cirúrgico e compra das órteses e próteses destrava a aquisição de materiais relacionados à traumatologia e ortopedia por parte do Estado, permitindo o lançamento imediato dos editais para atender todas as unidades estaduais de saúde.
“Já realizamos mesas técnicas com temas importantíssimos, mas essa trata especificamente da saúde de pessoas que sofrem acidentes e necessitam de atendimento imediato. Essas pessoas ficam acamadas por 30, 60 dias até que chegue a prótese e consigam fazer a cirurgia e isso resulta na dificuldade de voltar ao trabalho, de voltar a sua vida normal. Nós acompanhamos nos últimos tempos brigas gigantes entre grandes fornecedores dessas próteses, desses equipamentos para acidentados e o que a gente viu foi uma série de denúncias e ausência de empresas preocupadas com o cidadão”, declarou.
Titular da SES, Gilberto Figueiredo ressaltou que o TCE-MT tem sido um parceiro importante na resolutividade de problemas detectados na saúde pública e que a solução técnico-jurídica apontada terá repercussão nacional. “Agradeço publicamente aos conselheiros que abraçaram a causa assim que trouxemos o cenário à tona. Tenho certeza de que essa solução de licitar de forma global vai gerar uma repercussão junto aos demais secretários de saúde de todo o Brasil que lidam com a mesma problemática. O Executivo terá mais segurança para fazer aquilo que não está tão claro na legislação, mas que ganhou legitimidade através dessa mesa técnica e nos possibilitará atuar mais tranquilamente.”
Relator da mesa técnica, o conselheiro Antonio Joaquim pontuou que a solução vai proporcionar melhor qualidade de vida a todos os pacientes do SUS que aguardam por um procedimento ortopédico. “Nós fomos demandados e, após um levantamento minucioso que durou exatamente oito meses, vimos que era necessário modificar a forma de licitar este serviço, para que ele fosse oferecido de forma que atendesse às necessidades da população. Agora, seguiremos com os trâmites que o processo requer, passando pela aprovação do Plenário, lançamento do edital e depois vem a nova licitação. Espero que com isso, ao invés de ficar 60 dias esperando uma solução para o acidentado de moto, por exemplo, passe a ser 10, 15 dias no máximo.”
Conforme o presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, a medida pode atender outras demandas da saúde que também requerem itens cirúrgicos e equipamentos específicos. “Nós estamos modulando uma solução para a área da ortopedia, mas isso serve para outras especialidades onde você tem o procedimento médico associado com OPEMs. Serve bastante para a área da cardiologia também e para todas as especialidades médicas que usam órteses e próteses. Esta mesa técnica vai dar um eixo principal de resolução para todas essas áreas.”
Maluf ainda frisou que a solução técnico-jurídica trará agilidade para as cirurgias ortopédicas, garantindo saúde, qualidade de vida e contribuindo com o orçamento das famílias que tiverem um ente vítima de acidentes. “Nós vamos ter uma agilidade muito grande dos procedimentos, a demonstração que tivemos é que aumentou 300%, ao se comparar um modelo de compra tradicional com o modelo de compra conjunta, que foi o proposto pela mesa técnica. Isso é muito expressivo. É uma grande chance de reduzirmos a fila de espera por estes procedimentos, e nós não vamos comparar apenas o valor investido nas próteses ou na questão dos honorários médicos, nós vamos fazer isso de forma conjunta e dessa forma os resultados vão ser muito melhores.”
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Fonte: TCE MT – MT
TCE MT
Vaidade de Sérgio Ricardo pode adiar sonho de Antônio Joaquim de voltar à presidência do TCE
Atual presidente é apontado nos bastidores como interessado em permanecer no comando da Corte de Contas, movimento que dificulta a ascensão de outros conselheiros.
A sucessão na presidência do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) já movimenta os bastidores da instituição e tem como principal personagem o atual presidente, Sérgio Ricardo.
Nos corredores da Corte, cresce a avaliação de que o conselheiro pretende buscar um novo mandato, mesmo diante da expectativa de alternância no comando do órgão.
Interlocutores próximos ao Tribunal afirmam que a permanência de Sérgio Ricardo estaria diretamente ligada ao desejo de manter influência sobre os rumos administrativos e políticos da instituição.
A avaliação de alguns conselheiros é que a forte vaidade do atual presidente dificulta a construção de um consenso em torno da renovação da Mesa Diretora.
Nesse cenário, um dos principais afetados seria o conselheiro Antônio Joaquim. Veterano da Corte e ex-presidente do TCE, ele é apontado há anos como um dos nomes naturais para retornar ao comando da instituição.
Entretanto, a eventual decisão de Sérgio Ricardo de disputar novamente a presidência pode adiar, mais uma vez, o projeto político-administrativo de Antônio Joaquim.
Nos bastidores, há quem interprete o movimento como uma demonstração de que Sérgio Ricardo não estaria disposto a abrir espaço para que outro colega conselheiro assuma o protagonismo na Corte de Contas. A permanência no cargo, segundo essa leitura, seria impulsionada não apenas por questões administrativas, mas também pelo capital político acumulado durante sua gestão.
Embora nenhuma candidatura tenha sido oficialmente lançada, o tema já provoca debates entre membros do Tribunal e agentes políticos ligados ao sistema de controle externo. A expectativa é de que as conversas se intensifiquem nos próximos meses, à medida que o processo eleitoral interno se aproxima.
Caso a reeleição de Sérgio Ricardo se confirme, Antônio Joaquim poderá ter de aguardar mais um ciclo para tentar concretizar o objetivo de voltar a presidir o Tribunal de Contas, cargo que já ocupou em outras oportunidades e que continua sendo visto por seus apoiadores como uma meta legítima dentro da trajetória do conselheiro.
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