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STF sedia lançamento de livros sobre mulheres cientistas e novas técnicas de decisão da Corte

A Biblioteca Ministro Victor Nunes Leal, do Supremo Tribunal Federal (STF), sedia, na próxima terça-feira (30), às 18h, o lançamento de duas obras.

Mulheres cientistas

A primeira é a coleção “Meninas sonhadoras, mulheres cientistas”, da juíza auxiliar do Supremo Flávia Martins Carvalho, que narra trajetórias de sucesso e superação. No box, com dois livros, a juíza conta a história de 20 pesquisadoras que alcançaram posições antes estritamente masculinas, abordando a vida e a carreira de mulheres cientistas nas mais diversas áreas. “Queremos contribuir para o empoderamento feminino, para a educação antirracista e para a formação inclusiva, apresentando mulheres bastante diversificadas, que, através de seus saberes, trouxeram grandes contribuições para o Brasil e o mundo”, afirma a escritora.

Oriunda do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Flávia Martins Carvalho é mestra em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutoranda em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de São Paulo (USP). Também é diretora de Promoção da Igualdade Racial da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), além de professora e pesquisadora nas áreas de Filosofia e Teoria do Direito, Direito e Literatura, gênero e questões raciais.

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Novas técnicas de decisão do STF

Também será lançado o livro “Novas Técnicas de Decisão do STF – Entre inovações e democracia”, que identifica a atuação do Supremo como um verdadeiro controle de efetividade da Constituição Federal, propondo duas técnicas inovadoras: a inferência constitucional e a integração conforme a Constituição.

A obra é de autoria de Teresa Melo, procuradora federal que, atualmente, exerce o cargo de assessora de ministro no STF. A escritora é doutoranda e mestre em Direito Público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

EC//CF

Fonte: STF

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Dino endurece punição contra juízes e determina fim da aposentadoria compulsória como sanção disciplinar

Decisão do ministro do STF estabelece que magistrados que cometam infrações graves poderão perder o cargo, em vez de apenas serem aposentados com salário proporcional

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decidiu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá aplicar punições mais severas contra magistrados que cometam infrações disciplinares graves. Pela decisão, a perda do cargo passa a ser considerada a principal sanção, substituindo a tradicional aposentadoria compulsória.

A medida representa uma mudança significativa no sistema disciplinar da magistratura brasileira. Até então, a aposentadoria compulsória era considerada a punição administrativa máxima para juízes que cometiam irregularidades.

Na prática, porém, a medida sempre foi alvo de críticas porque, mesmo afastado da função, o magistrado continuava recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço, o que frequentemente era interpretado como uma espécie de benefício e não como punição efetiva.
Com o novo entendimento firmado por Dino, casos graves devem resultar na perda do cargo, com a consequente perda do salário.

Segundo o ministro, uma emenda constitucional aprovada em 2019 já havia eliminado a chamada aposentadoria compulsória punitiva, o que reforça a necessidade de um sistema disciplinar mais efetivo dentro do Judiciário.

“Não faz mais sentido que os magistrados fiquem imunes a um sistema efetivo de responsabilidade disciplinar, com a repudiada e já revogada aposentadoria compulsória punitiva”, escreveu o ministro na decisão.

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Dino destacou ainda que, devido à vitaliciedade do cargo de magistrado, a perda da função depende de decisão judicial. Assim, quando o CNJ concluir pela demissão, o caso deverá ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que analisará a medida.

A decisão vale para juízes e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas não se aplica aos ministros do próprio STF.

Caso analisado

A decisão foi tomada durante a análise de uma ação apresentada por um juiz afastado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que buscava anular decisões do CNJ que resultaram em sua aposentadoria compulsória.

O magistrado atuava na Comarca de Mangaratiba (RJ) e foi punido após investigações apontarem diversas irregularidades em sua atuação.
Entre as condutas apontadas pelo CNJ estão: favorecimento de grupos políticos da cidade;
liberação de bens bloqueados sem manifestação do Ministério Público;
direcionamento de processos para concessão de liminares em benefício de policiais militares ligados a milícias;
irregularidades no julgamento de ações envolvendo policiais militares que buscavam reintegração à corporação;
anotação irregular da sigla “PM” na capa de processos para identificar ações envolvendo policiais militares.

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Após ser punido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e posteriormente pelo CNJ com aposentadoria compulsória, o magistrado acionou o Supremo Tribunal Federal.

A análise do caso levou o ministro Flávio Dino a estabelecer o novo entendimento sobre as punições disciplinares aplicadas a magistrados no país.

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