STF

“Constitucionalismo Digital e Democracia” é tema de webinar promovido pelo STF

Na próxima sexta-feira (3), às 11h, o Supremo Tribunal Federal (STF) promove o webinar “Constitucionalismo Digital e Democracia”, em parceria com a Universidade de Münster (Alemanha). O evento, que está na terceira edição, será transmitido em inglês e em português pelo canal do STF no YouTube.

Palestrantes e debatedores

A palestra de abertura será de Alexandre Freire, secretário de Altos Estudos, Pesquisas e Gestão da Informação do STF. Ele é doutor em Direito pela PUC-SP e professor do IDP/DF e da PUC-Rio.

O palestrante do primeiro painel será o professor Frank Zimmermann, que leciona direito processual penal, direito penal europeu e internacional, bem como desafios da digitalização para o direito penal na Universidade de Münster. A debatedora desse painel será a professora Heloisa Estellita, da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (SP), pós-doutora pela Ludwig-Maximilians Universität de Munique e pela Augsburg Universität, ambas da Alemanha.

Participará do segundo painel, como palestrante, o professor José Carvalho Filho, doutor em Direito Constitucional pela Aix-Marseille Université (França). Ele é professor de direito constitucional no IDP/DF e pesquisador da Coordenadoria de Pesquisas Judiciárias da Secretaria de Altos Estudos, Pesquisas e Gestão da Informação do STF. Neste painel, atuará como debatedora a professora Nora Markard, que leciona direito público e direitos humanos na Universidade de Münster. Ela é PhD em Direito pela Humboldt University em Berlim e fez mestrado em Paz e Segurança Internacional no King’s College, em Londres.

Leia Também:  Dino endurece punição contra juízes e determina fim da aposentadoria compulsória como sanção disciplinar

Confira a programação completa.

EC//CF

Fonte: STF

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

STF

Dino endurece punição contra juízes e determina fim da aposentadoria compulsória como sanção disciplinar

Decisão do ministro do STF estabelece que magistrados que cometam infrações graves poderão perder o cargo, em vez de apenas serem aposentados com salário proporcional

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decidiu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá aplicar punições mais severas contra magistrados que cometam infrações disciplinares graves. Pela decisão, a perda do cargo passa a ser considerada a principal sanção, substituindo a tradicional aposentadoria compulsória.

A medida representa uma mudança significativa no sistema disciplinar da magistratura brasileira. Até então, a aposentadoria compulsória era considerada a punição administrativa máxima para juízes que cometiam irregularidades.

Na prática, porém, a medida sempre foi alvo de críticas porque, mesmo afastado da função, o magistrado continuava recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço, o que frequentemente era interpretado como uma espécie de benefício e não como punição efetiva.
Com o novo entendimento firmado por Dino, casos graves devem resultar na perda do cargo, com a consequente perda do salário.

Segundo o ministro, uma emenda constitucional aprovada em 2019 já havia eliminado a chamada aposentadoria compulsória punitiva, o que reforça a necessidade de um sistema disciplinar mais efetivo dentro do Judiciário.

“Não faz mais sentido que os magistrados fiquem imunes a um sistema efetivo de responsabilidade disciplinar, com a repudiada e já revogada aposentadoria compulsória punitiva”, escreveu o ministro na decisão.

Leia Também:  Confira a pauta de julgamentos do STF para esta quarta-feira (28)

Dino destacou ainda que, devido à vitaliciedade do cargo de magistrado, a perda da função depende de decisão judicial. Assim, quando o CNJ concluir pela demissão, o caso deverá ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que analisará a medida.

A decisão vale para juízes e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas não se aplica aos ministros do próprio STF.

Caso analisado

A decisão foi tomada durante a análise de uma ação apresentada por um juiz afastado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que buscava anular decisões do CNJ que resultaram em sua aposentadoria compulsória.

O magistrado atuava na Comarca de Mangaratiba (RJ) e foi punido após investigações apontarem diversas irregularidades em sua atuação.
Entre as condutas apontadas pelo CNJ estão: favorecimento de grupos políticos da cidade;
liberação de bens bloqueados sem manifestação do Ministério Público;
direcionamento de processos para concessão de liminares em benefício de policiais militares ligados a milícias;
irregularidades no julgamento de ações envolvendo policiais militares que buscavam reintegração à corporação;
anotação irregular da sigla “PM” na capa de processos para identificar ações envolvendo policiais militares.

Leia Também:  2ª Turma mantém inconstitucionalidade de norma que criou Procuradoria-Geral do TC-DF

Após ser punido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e posteriormente pelo CNJ com aposentadoria compulsória, o magistrado acionou o Supremo Tribunal Federal.

A análise do caso levou o ministro Flávio Dino a estabelecer o novo entendimento sobre as punições disciplinares aplicadas a magistrados no país.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA