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“Brasil ingressou definitivamente no rumo da democracia”, diz Lewandowski ao votar

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou num colégio de Brasília (DF) e, ao deixar a seção, em rápida entrevista, afirmou que as eleições estão transcorrendo de forma tranquila neste segundo turno. “Temos notícia a cada meia hora, e o Brasil está absolutamente tranquilo: as pessoas estão votando com convicção, não há incidentes de nenhuma espécie”, informou. “Espero que até as 17h esse clima se mantenha”.

Vontade popular

Para o ministro, a participação dos eleitores com convicção e tranquilidade demonstra que o Brasil ingressou definitivamente no rumo da democracia. “O povo brasileiro fez uma opção pela democracia e vota com a maior naturalidade”, afirmou. “E as urnas eletrônicas constituem um instrumento de facilitação da expressão da vontade popular”. O ministro lembrou que, por volta das 20h, já teremos o resultado do pleito, pelo menos em termos matemáticos.

Justiça Eleitoral

Ao deixar a escola onde votou, Lewandowski enfatizou a atuação firme, competente e eficiente da Justiça Eleitoral como elemento garantidor da paz social e da tranquilidade dessas eleições. “A atuação do TSE mostra que a opção do legislador, feita em 1932, de entregar a arbitragem das eleições para o Poder Judiciário, um poder neutro, foi uma decisão sábia”.

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Perguntando sobre o incidente envolvendo a deputada federal Carla Zambelli ontem em São Paulo, o ministro evitou comentários pessoais específicos, mas salientou que o TSE tomou todas as medidas para evitar o uso de armas durante as eleições. “A população deve permanecer desarmada e deve confiar nas forças de segurança”.

Voto feminino

Ao comentar o aniversário da instituição do voto feminino no Brasil, Lewandowski exaltou o papel das mulheres na formação do país e na própria Justiça Eleitoral. “Temos hoje juízas eleitorais – no TSE temos duas, uma representando a advocacia e a outra o STF -, temos muitas deputadas e senadoras eleitas, teremos pela primeira vez uma mulher governadora de Pernambuco. Isso é um avanço extraordinário”, afirmou. “As mulheres, como temos visto nas pesquisas, são decisivas na formação de opinião. Elas são a maioria dos eleitores e têm um papel muito grande de influenciar as pessoas em seu entorno”.

VP//CF

Fonte: STF

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Dino endurece punição contra juízes e determina fim da aposentadoria compulsória como sanção disciplinar

Decisão do ministro do STF estabelece que magistrados que cometam infrações graves poderão perder o cargo, em vez de apenas serem aposentados com salário proporcional

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decidiu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá aplicar punições mais severas contra magistrados que cometam infrações disciplinares graves. Pela decisão, a perda do cargo passa a ser considerada a principal sanção, substituindo a tradicional aposentadoria compulsória.

A medida representa uma mudança significativa no sistema disciplinar da magistratura brasileira. Até então, a aposentadoria compulsória era considerada a punição administrativa máxima para juízes que cometiam irregularidades.

Na prática, porém, a medida sempre foi alvo de críticas porque, mesmo afastado da função, o magistrado continuava recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço, o que frequentemente era interpretado como uma espécie de benefício e não como punição efetiva.
Com o novo entendimento firmado por Dino, casos graves devem resultar na perda do cargo, com a consequente perda do salário.

Segundo o ministro, uma emenda constitucional aprovada em 2019 já havia eliminado a chamada aposentadoria compulsória punitiva, o que reforça a necessidade de um sistema disciplinar mais efetivo dentro do Judiciário.

“Não faz mais sentido que os magistrados fiquem imunes a um sistema efetivo de responsabilidade disciplinar, com a repudiada e já revogada aposentadoria compulsória punitiva”, escreveu o ministro na decisão.

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Dino destacou ainda que, devido à vitaliciedade do cargo de magistrado, a perda da função depende de decisão judicial. Assim, quando o CNJ concluir pela demissão, o caso deverá ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que analisará a medida.

A decisão vale para juízes e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas não se aplica aos ministros do próprio STF.

Caso analisado

A decisão foi tomada durante a análise de uma ação apresentada por um juiz afastado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que buscava anular decisões do CNJ que resultaram em sua aposentadoria compulsória.

O magistrado atuava na Comarca de Mangaratiba (RJ) e foi punido após investigações apontarem diversas irregularidades em sua atuação.
Entre as condutas apontadas pelo CNJ estão: favorecimento de grupos políticos da cidade;
liberação de bens bloqueados sem manifestação do Ministério Público;
direcionamento de processos para concessão de liminares em benefício de policiais militares ligados a milícias;
irregularidades no julgamento de ações envolvendo policiais militares que buscavam reintegração à corporação;
anotação irregular da sigla “PM” na capa de processos para identificar ações envolvendo policiais militares.

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Após ser punido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e posteriormente pelo CNJ com aposentadoria compulsória, o magistrado acionou o Supremo Tribunal Federal.

A análise do caso levou o ministro Flávio Dino a estabelecer o novo entendimento sobre as punições disciplinares aplicadas a magistrados no país.

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