POLÍTICA MT

Barbudo chama fim da escala 6×1 de “manobra eleitoral” e se solidariza com empresários

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No momento em que o Senado se prepara para votar a proposta – já aprovada pela Câmara dos Deputados – que acaba com a escala 6×1, o deputado federal Nelson Barbudo (Podemos) criticou a medida classificando-a como uma “manobra eleitoral” da esquerda. Ao abordar o assunto durante entrevista voltada ao setor empresarial, ele demonstrou preocupação com os efeitos da mudança sobre quem gera empregos e mantém empresas em funcionamento.

Barbudo argumentou que a redução obrigatória da jornada terá impacto principalmente sobre supermercados, shoppings, indústrias e outros estabelecimentos que funcionam durante períodos prolongados. Segundo ele, essas empresas precisarão ampliar suas equipes para preservar os horários de atendimento e manter a produção.

“Essa manobra foi pra ganhar voto”, afirmou o deputado. “Vai aumentar o custo. Aí o empresário vai pegar os custos fixos, variáveis, mais os impostos. Quem paga a conta? Mais uma vez, o consumidor”.

Na avaliação do parlamentar, a medida foi apresentada de maneira populista, transmitindo ao trabalhador a expectativa de que será possível trabalhar menos sem qualquer impacto sobre os salários, os empregos ou os preços.

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Barbudo também defendeu maior liberdade nas relações de trabalho. Para ele, o Estado não deveria impor um único modelo a empresas e trabalhadores que possuem necessidades diferentes.

“Se você quer trabalhar oito horas, você trabalha. Se quer trabalhar dez horas, ganha mais. Trabalho é hora de trabalho. O Estado não pode determinar o quanto você é obrigado ou não é obrigado a trabalhar”, afirmou.

Ao se dirigir diretamente aos empresários, o deputado reconheceu as dificuldades enfrentadas pelo setor diante do aumento dos impostos, dos juros elevados, da burocracia e, agora, dos novos custos decorrentes da mudança na jornada. Ele ressaltou que sua atuação parlamentar não se limita ao agronegócio, mas alcança todos os segmentos responsáveis pela geração de emprego e renda.

“Quando é para baixar impostos, que ajuda o empresário, eu sou favorável. Quando há um aumento de imposto, eu sou contra. Então, não é só para o agro, é para o empresariado também”, disse.

Barbudo ainda colocou seu gabinete à disposição de sindicatos e entidades empresariais para receber propostas e demandas do setor. Segundo ele, os empresários precisam se aproximar do Legislativo e mostrar aos parlamentares os efeitos concretos das decisões tomadas em Brasília.

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POLÍTICA MT

Thiago Silva rompe linha do MDB, declara apoio a Pivetta e amplia racha na base de Wellington

Deputado estadual do MDB defende continuidade da gestão de Otaviano Pivetta e expõe nova divergência dentro da coligação que sustenta a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso

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A coligação do senador Wellington Fagundes (PL) enfrenta mais um movimento de dissidência em plena corrida eleitoral. O deputado estadual Thiago Silva (MDB) declarou apoio ao governador Otaviano Pivetta e defendeu publicamente a continuidade do atual projeto de governo em Mato Grosso.

A manifestação ocorreu durante encontro com lideranças em Lucas do Rio Verde e chama atenção justamente pela filiação partidária do parlamentar. O MDB integra o grupo político que está ao lado de Wellington, mas Thiago deixou claro que, na disputa pelo Palácio Paiaguás, seu caminho será ao lado de Pivetta.

O posicionamento amplia o racha dentro da coligação de Wellington e revela que a aliança enfrenta dificuldades para manter sua própria base unificada na campanha estadual.

Durante o encontro, Thiago destacou resultados da atual administração, especialmente na educação, e citou diretamente a atuação de Pivetta.

“Hoje, com mais de 260 unidades cívico-militares em nosso Estado, vemos o resultado concreto de uma gestão que prioriza a qualidade do ensino, em parceria com o governador Otaviano Pivetta”, afirmou.

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ALINHAMENTO COM PIVETTA

O discurso avançou para o terreno eleitoral quando Thiago colocou Pivetta diretamente dentro do projeto que pretende defender no próximo ciclo político.

“Estamos iniciando um novo ciclo e precisamos de cada um de vocês. Não existem eleições ganhas ou campanhas fáceis; o sucesso depende de união e dedicação. Convido todos a se somarem a este projeto, fortalecendo a representatividade do nosso Estado com Thiago Silva e Pivetta”, declarou.

A fala praticamente oficializa o alinhamento político do deputado emedebista com a candidatura de Pivetta, apesar de seu partido estar inserido em uma composição adversária na disputa estadual.

Ao final, Thiago reforçou a defesa da continuidade do atual modelo administrativo: “Que possamos continuar transformando Mato Grosso”.

RACHA NA BASE DE WELLINGTON

A adesão de Thiago Silva ocorre em um momento no qual a capacidade das coligações de manter seus partidos e lideranças unidos ganha peso na campanha.

No caso de Wellington, o movimento tem um simbolismo ainda maior: um deputado estadual de um dos partidos de sua própria coligação decidiu subir no palanque político do principal adversário e pedir apoio à continuidade de Pivetta.

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O episódio evidencia que uma aliança formal entre partidos não significa necessariamente unidade entre suas principais lideranças. Com a campanha avançando, o apoio de Thiago a Pivetta abre mais uma fissura na base de Wellington e coloca o racha da coligação novamente no centro dos bastidores das eleições de 2026.

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