SAÚDE

Seleção de estudantes e residentes para o programa Vivências no SUS segue até 30 de novembro

Segue até 30 de novembro o período de seleção de estudantes e residentes para o programa Vivências no SUS. A iniciativa promove imersão nos distintos espaços do Sistema Único de Saúde (SUS), estimulando experiencias e integração entre instituições de ensino, serviços de saúde e comunidade. O edital é destinado aos estudantes de graduação e ensino técnico em saúde – com idade igual ou superior a 18 anos –, além de residentes em saúde.

O intuito central da ação é melhorar a formação dos profissionais de saúde, alinhando-a às necessidades da rede pública de saúde. A expectativa é que esse resultado seja alcançado, por meio da promoção de práticas colaborativas, do trabalho em equipe e da equidade nos serviços. Além disso, o programa visa consolidar modelos assistenciais inovadores e contribuir para o fortalecimento do SUS em todo o país. O objetivo é garantir uma atuação mais humanizada, crítica e comprometida com a melhoria contínua da saúde pública.

As Vivências serão realizadas através do formato de imersão, na qual o grupo de participantes se reúne na localidade e fica integralmente disponível às atividades teóricas e práticas. O desenvolvimento das vivências apresenta como focos principais o estímulo dos viventes em defesa do SUS e a construção de uma sociedade equânime. O programa inova ao propor a ampliação do escopo das vivências, não apenas para estudantes, mas para outras quatro modalidades: residentes; docentes; trabalhadoras e gestores; além de movimentos sociais.

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O programa Vivências no SUS é fruto da parceria entre Ministério da Saúde, Associação da Rede Unida e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A expectativa é que, ao final do processo, sejam fortalecidas redes de profissionais e cidadãos dedicados à defesa e ao aprimoramento do sistema de saúde pública brasileiro.

Victor Almeida
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Julho Verde reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço

Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e caroços no pescoço são sinais que merecem atenção e podem indicar câncer de cabeça e pescoço. Durante o Julho Verde, mês nacional de conscientização sobre a doença, o Ministério da Saúde reforça as orientações à população sobre prevenção e diagnóstico precoce, além do acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os cânceres de cabeça e pescoço reúnem tumores que atingem estruturas como boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, tireoide e glândulas salivares. Grande parte dos casos está relacionada ao tabagismo e ao consumo de bebidas alcoólicas. Alguns tipos também estão associados à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente pelo HPV-16, um dos principais fatores de risco para o câncer de orofaringe.

Instituída pela Lei nº 14.328/2022, a campanha Julho Verde busca ampliar o conhecimento da população sobre os fatores de risco e os sinais da doença, além de incentivar a prevenção e a procura pelos serviços de saúde diante de sintomas suspeitos.

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Sinais de Alerta e Tratamento pelo SUS

Os principais sinais de alerta incluem feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas na boca, rouquidão por mais de três semanas, dor ou dificuldade para engolir, sensação de corpo estranho na garganta, ínguas persistentes no pescoço, sangramento nasal recorrente e perda de peso sem causa aparente.

No caso de câncer de tireoide, o principal sinal é o aparecimento de um nódulo no pescoço, especialmente quando apresenta crescimento rápido ou é acompanhado de rouquidão ou dificuldade para engolir.

Ao identificar um desses sinais, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Após a avaliação, o paciente será encaminhado, se necessário, para atendimento especializado. A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia, seguida de exame anatomopatológico.

O cuidado é organizado pela Rede de Prevenção e Controle do Câncer, que integra ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado. Conforme a indicação clínica, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou combinada.

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Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de sucesso do tratamento e menores os riscos de sequelas. Nos estágios iniciais, muitos casos podem ser tratados com apenas uma modalidade terapêutica, o que contribui para preservar funções importantes, como fala, deglutição e respiração.

Nos últimos cinco anos, o SUS realizou mais de 500 mil procedimentos relacionados ao tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço.

Medidas de prevenção 

Para ajudar a prevenir a doença, é recomendado evitar o cigarro e outros produtos derivados do tabaco, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação saudável, cuidar da saúde bucal, consultar o dentista regularmente e proteger os lábios e o rosto durante a exposição ao sol. 

A vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo SUS para pessoas de 9 a 14 anos, também ajuda a prevenir infecções associadas a diferentes tipos de câncer, incluindo alguns tumores de orofaringe.

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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