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Pioneirismo: Ministério da Saúde realiza Censo da Força de Trabalho no SUS

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A coleta, atualização e qualificação de informações sobre trabalhadoras e trabalhadores da saúde no Brasil passa a ser realidade no País, por meio do Censo da Força de Trabalho em Saúde (CFTS). Trata-se de uma iniciativa pioneira do Ministério da Saúde (MS), fundamental para fazer um retrato detalhado da força de trabalho, disponibilizando dados sobre formação, funções e locais de atuação para subsidiar políticas públicas de planejamento, dimensionamento e gestão da força de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo a quantidade e qualidade de profissionais, necessários para atender às demandas da população. 

A medida é estratégica por garantir equidade, visibilidade e reconhecimento do papel fundamental dessas e desses profissionais para o funcionamento efetivo do sistema de saúde, o que também contribui com a eliminação das desigualdades e o fortalecimento das políticas públicas inclusivas e mais justas no SUS. 

Internacionalmente, o tema da força de trabalho em Saúde é uma questão central para os sistemas de saúde, tendo como destaque o desafio global de termos dados qualificados sobre a temática, uma questão para a construção de uma gestão eficaz e que contribua com os desafios urgentes de saúde na contemporaneidade, sobretudo com o advento de pandemias, epidemias, catástrofes climáticas. 

No caso do contexto brasileiro, o censo desenvolvido pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SGTES/MS), iniciado emjulho de 2025, tem como projeto-piloto a coleta de informações no Distrito Federal (DF) e em Mato Grosso do Sul (MS). A escolha das localidades se justifica pelas características específicas e complementares dos territórios. O DF apresenta uma alta concentração populacional em um território menor, com complexidade nas redes de saúde e diversidade de serviços. Enquanto o Mato Grosso do Sul apresenta grande extensão territorial, baixa densidade populacional, desafios de acessibilidade e atenção às populações indígenas e rurais. 

“Essa pesquisa, inédita no Brasil, tem como objetivo principal qualificar e atualizar o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Dessa forma, a principal contribuição que ela traz é de estimular e induzir os estabelecimentos a manterem os dados e informações sobre suas trabalhadoras e trabalhadores atualizados, uma vez que o CNES é um patrimônio público, pertence ao povo brasileiro”, destacou Lívia Angeli, Coordenadora-Geral de Políticas Remuneratórias e Planejamento da Força de Trabalho na Saúde (CGPRP/SGTES/MS). 

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Diversidade de trabalhadoras e trabalhadores do SUS 

O Censo da Força de Trabalho na Saúde (CFTS) vai incluir todas as  trabalhadoras e trabalhadores que atuam direta ou indiretamente na prestação de serviços em saúde, contemplando também profissionais essenciais, mas muitas vezes invisibilizados nas estatísticas oficiais, a exemplo dos que atuam nas áreas de limpeza, alimentação, segurança, motoristas do SAMU, maqueiros, copeiros, administrativos, entre tantos outros.  

A coleta dos dados do CFTS ocorrerá tanto de forma presencial quanto remota, dependendo das particularidades locais e do tipo de estabelecimento a ser recenseado. Também serão implementadas metodologias complementares, como entrevistas por telefone ou videoconferência, e ainda preenchimento de planilhas eletrônicas disponibilizadas aos estabelecimentos.  Essas estratégias ainda vão permitir que o recenseamento alcance regiões e serviços de saúde com desafios logísticos, como Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), unidades voltadas à população quilombola, Unidades Básicas de Saúde (UBS) localizadas em favelas e unidades flutuantes que atendem às populações ribeirinhas. 

O CFTS é uma soma de outras iniciativas da Pasta voltadas ao melhor conhecimento da força de trabalho em saúde, a exemplo do CNES, considerado uma base de dados que reúne estabelecimentos públicos e privados, que atualizado permite um panorama de análise censitária da força de trabalho em saúde. 

Formação de pessoas recenseadoras

Ainda como parte de desenvolvimento do Censo da Força de Trabalho na Saúde, o Ministério da Saúde promove, desde 2024, o Curso de Informação e Gestão do Trabalho na Saúde – Formação para Recenseadores(as),  que qualificou 33 pessoas recenseadoras no Mato Grosso do Sul e 32 no Distrito Federal, totalizando 65 profissionais com envolvimento na coleta dos dados. Essa fase tem as parceiras da Fundação Oswaldo Fiocruz (Fiocruz-Brasília) e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).  

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As pessoas selecionadas, por meio de edital público, são trabalhadoras e trabalhadores do SUS, prioritariamente profissionais que já atuam diariamente com o CNES e outros sistemas de informação em saúde nas diferentes esferas de governo.  

Durante o recenseamento, trabalhadoras e trabalhadores terão a oportunidade de refletir e se debruçar sobre a única fonte de dados que descreve a Força de Trabalho na Saúde, discutir e implementar estratégias para sua atualização e qualificação para conhecimento da força de trabalho do SUS utilizando como base de dados principal o CNES, fortalecendo também a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS). 

De acordo com a coordenadora Lívia Angeli, a expectativa é alcançar futuramente 100% dos estabelecimentos de saúde do País, promovendo cobertura nacional integral e contribuindo para o fortalecimento da gestão da força de trabalho no setor. “Ao todo, serão visitados 6.291 estabelecimentos de saúde no Distrito Federal e 6.297 estabelecimentos em Mato Grosso do Sul. Para cumprir essa missão, a operação conta com: 65 recenseadoras(es) responsáveis pela coleta presencial dos dados; e 9 articuladoras(es) regionais, atuando diretamente nas regiões de saúde; além de equipes de coordenação estadual e distrital em articulação com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) e as Secretarias Estaduais de Saúde”. 

Quando finalizados, os resultados serão divulgados pelo Ministério da Saúde juntamente com as Secretarias de Estado da Saúde do Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal.  

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Dia D mobiliza crianças e adolescentes para atualizar a caderneta de vacinação

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O Dia D de Multivacinação acontece neste sábado (22) e mobiliza pais, mães, responsáveis e equipes de saúde de estados e municípios para intensificar a vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Ao longo do dia, Unidades Básicas de Saúde, pontos móveis e ações em locais públicos, como parques e espaços de lazer, estão abertos para receber as famílias. São mais de 20 doenças que podem ser prevenidas com as vacinas do calendário do SUS. A iniciativa faz parte da Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até 1º de setembro.

Durante a ação, pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação, em papel ou disponível no Meu SUS Digital para que os profissionais verifiquem a situação vacinal e indiquem as doses necessárias.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou a ação em Brasília (DF) e reforçou a mobilização em todo o país. “Todos os estados e municípios brasileiros responderam ao chamado do Ministério da Saúde para a atualização da imunização de crianças e dos adolescentes. Essa é uma campanha diferente porque ela não é de uma vacina, mas de todas que estão no calendário infantil. Leve o seu filho, leve a sua filha para se proteger”, ressaltou.

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Foto: Rafael Nascimento/MS

Na noite de ontem (21), Padilha também fez um pronunciamento em rede nacional para convocar a população para a vacinação e reforçar a importância de manter a caderneta atualizada, contribuindo para a prevenção e o controle de doenças imunopreveníveis.

Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue.

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Esta é a primeira edição da campanha com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

A verificação da caderneta é especialmente importante para crianças que iniciaram um esquema vacinal, mas não receberam todas as doses previstas ou os reforços. A vacinação é seletiva: os profissionais de saúde conferem a situação de cada pessoa e aplicam somente as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema previsto.

Abaixo, as vacinas disponíveis:

  • BCG;
  • Hepatite B recombinante;
  • Penta (DTP/Hib/HB)
  • Pólio inativada VIP;
  • Rotavírus humano;
  • Pneumo 10-v e 20-v;
  • Meningo C;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Meningo ACWY;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • Pneumo 23-v;
  • dT;
  • HPV 4;
  • Dengue tetravalente. 

Vacinação contra o sarampo

Como parte da estratégia, a vacinação contra o sarampo foi intensificada nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nesses locais, a vacina está sendo ofertada para pessoas de 6 meses a 59 anos, conforme a situação vacinal e as orientações para cada faixa etária.

A medida foi adotada após o registro de casos de sarampo relacionados à importação do vírus. Para crianças de 6 a 11 meses, a chamada dose zero é adicional e não substitui as doses de rotina, previstas aos 12 e aos 15 meses. Para as demais faixas etárias, os profissionais de saúde verificam a idade e o histórico vacinal para indicar as doses necessárias.

Em 2024, o Brasil recebeu a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e mantém esse status. Durante o Dia D e até o fim da campanha, a vacinação contra o sarampo estará disponível em todos os estados, conforme a indicação para cada faixa etária e situação vacinal.

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Foto: Rafael Nascimento/MS

Abastecimento

Para a Campanha de Multivacinação deste ano, foram distribuídas 1,5 milhão de doses aos estados. No total, mais de 177 milhões de doses foram distribuídas no país para abastecimento da rede de vacinação.

Até o momento, foram registradas mais de 94,8 milhões de doses aplicadas das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. 

Novo reforço contra a poliomielite

Desde 3 de agosto de 2026, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade.

A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado no Brasil desde 2024 e reforça a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente.

O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas e mantém a vacinação como principal medida para evitar a reintrodução do poliovírus. Por isso, é importante que as crianças recebam todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

Vacinação infantil

Dados divulgados em 14 de julho pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam avanço no cenário da vacinação infantil no Brasil.

Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina Penta (DTP/Hib/HepB) — as chamadas crianças “zero-dose” — passou de 360 mil em 2023 para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025, uma redução de aproximadamente 86% em relação a 2024 e de quase 90% em relação a 2023. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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