SAÚDE
Oficina em Porto Alegre avança na construção da linha de cuidado das hepatites virais no Rio Grande do Sul
Encerrada nesta quarta-feira (10), em Porto Alegre (RS), a oficina de construção da linha de cuidado das hepatites virais no Rio Grande do Sul reuniu gestores, profissionais de saúde e representantes da sociedade civil, com o objetivo de avançar na organização dos fluxos e estratégias de atenção às hepatites virais no estado.
O Ministério da Saúde (MS) vem promovendo ações direcionadas ao fortalecimento das estratégias de eliminação das hepatites virais como problema de saúde pública até 2030, em alinhamento com a meta proposta pela OMS e pactuada pelo Brasil.
Desde 2024, estão sendo realizadas oficinas em diversos estados brasileiros. As atividades nos territórios visam disponibilizar ferramentas que apoiem gestores e profissionais de saúde no processo de construção da linha de cuidado das hepatites virais, de acordo com a realidade e as necessidades locais. Em 2025, foram promovidas oficinas nos estados do Amazonas, Roraima e Rondônia, sendo que a última do ano ocorreu em Porto Alegre. As oficinas seguem as diretrizes do Guia de Eliminação das Hepatites Virais, alinhadas à proposta do programa Brasil Saudável, e caracterizam-se como uma ação intersetorial de construção coletiva da linha de cuidado das hepatites virais, com representações de diversas secretarias do MS, além das coordenações estaduais e municipais de hepatites virais e de outras áreas estratégicas, profissionais da rede de saúde local, representantes de conselhos e ativistas de movimentos sociais.
Segundo o coordenador-geral de Hepatites Virais do MS, Mário Peribañez Gonzalez, “o objetivo da estratégia é garantir que as melhores práticas de atenção sejam implementadas, considerando a realidade de cada território. Essas oficinas desempenham um papel fundamental na construção de um sistema de saúde mais justo e integrado, com foco na descentralização do diagnóstico e tratamento das hepatites virais, construído de forma colaborativa e com a participação de entes de todas as esferas da gestão”.
Durante os três dias de atividade, os participantes trabalharam em grupos temáticos voltados à gestão, prevenção, diagnóstico, tratamento e vigilância. A metodologia adotada favoreceu a construção coletiva das estratégias.
A parceria entre o Ministério da Saúde e as coordenações estaduais e municipais de hepatites virais amplia a capacitação necessária para profissionais de estados e municípios e tem se constituído uma estratégia essencial para alcançar a meta de eliminação das hepatites virais no Brasil até 2030.
Os próximos passos da oficina incluem a discussão para pactuação da linha de cuidado, com definição de responsabilidades entre a atenção primária, os serviços especializados e a vigilância, além da elaboração de planos locais de ação.
As hepatites virais no RS
Entre 2019 e 2024, o Rio Grande do Sul registrou avanços importantes no enfrentamento às hepatites virais: houve redução de 51,8% nos óbitos por hepatite C e queda de 30% nos casos da infecção, conforme o Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde.
As hepatites A, B, C, D e E são infecções transmissíveis que afetam o fígado e exigem notificação compulsória. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta exames, incluindo testes rápidos, tratamento e estratégias de busca ativa em populações vulneráveis, como pessoas privadas de liberdade, usuários de álcool e outras drogas e pessoas que vivem com HIV.
O SUS também disponibiliza vacinas contra as hepatites A e B nas unidades de atenção primária. Já para a hepatite C — que não possui vacina, o tratamento oferecido pelo SUS tem taxa de cura superior a 95%.
João Moraes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Dia de Combate ao Fumo: Ministério da Saúde convida amapaenses a compartilhar os desafios de parar de fumar
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste sábado (29), o Ministério da Saúde convida a população do Amapá a falar sobre os desafios de parar de fumar. A ação “Conte o que o cigarro não mostra” convida fumantes, ex-fumantes, familiares e outras pessoas que convivem com o problema a compartilhar experiências sobre os efeitos do consumo de cigarro na sua rotina, na qualidade de vida e na saúde. Para participar, basta acessar a página #MinhaHistóriaSemFiltro no Portal da Saúde e preencher o formulário contando a sua história. As informações coletadas vão ajudar a definir novas imagens e mensagens que serão utilizadas nas embalagens de cigarros, além de contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas de combate ao tabagismo.
As imagens estampadas nas embalagens de cigarros mostram algumas das consequências do tabagismo. Mas há impactos que nenhuma fotografia consegue retratar: as mudanças na rotina, na convivência com familiares e amigos, nas relações afetivas e no dia a dia de quem fuma e de quem convive com o tabagismo. São essas experiências, que não aparecem nas embalagens, que a ação busca conhecer por meio dos relatos da população.
Com essa ideia, a ação abre um canal direto de escuta para fumantes, ex-fumantes, familiares e qualquer cidadão que queira contribuir. Cada depoimento ajuda o poder público a enxergar o tabagismo de forma mais ampla e humana, para além dos números. Ao compartilhar sua experiência, a população contribui diretamente para as próximas ações do Ministério da Saúde na área.
Estado teve redução no número de fumantes
Levantamento do Ministério da Saúde divulgado em 2026 trouxe um alerta: após quase 20 anos de queda, o número de fumantes no Brasil voltou a crescer. Em 2024, 11,7% da população adulta fumava, segundo dados do Vigitel, inquérito nacional sobre fatores de risco para doenças crônicas. Apesar do avanço em relação ao início da série histórica – em 2006 eram 15,7% de fumantes – o percentual está acima dos 9,2% de fumantes registrados em 2023.
No Amapá, os dados de Macapá mostram uma trajetória de redução do tabagismo ao longo dos anos. Na capital amapaense, o percentual de adultos fumantes caiu de 17,5%, em 2006, para 8%, em 2023, uma redução de 9,5% pontos percentuais.
Busca por apoio no SUS aumentou quatro vezes mais no estado
Mesmo diante dessa redução, a procura por apoio para parar de fumar aumentou no Amapá, indicando a importância do acesso ao tratamento oferecido pelo SUS. Em todo o país, o também cresceu o número de pessoas que buscam por apoio e tratamento para parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do SUS – foram 2,1 milhões de pessoas atendidas em 2025. Esse número era 1 milhão em 2022.
No estado, foram 13.385 atendimentos realizados em 2025, contra 3.211 em 2022 — um aumento de quatro vezes mais no total de atendimentos, segundo dados registrados pelo Ministério da Saúde.
O tratamento é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde e inclui acompanhamento individual ou em grupo, orientações para lidar com a dependência e, quando indicado pelos profissionais de saúde, medicamentos para reduzir os sintomas da abstinência, como adesivos e gomas de nicotina e bupropiona. A porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde, onde o cidadão pode buscar informações sobre a oferta do tratamento em sua região.
O cuidado à pessoa tabagista envolve etapas de identificação e busca ativa, acolhimento, avaliação clínica e do grau de dependência, definição e implementação do plano terapêutico (individual ou em grupo) e monitoramento da evolução clínica, manejo de recaídas e reforço das estratégias de cessação.
Combate ao tabagismo no Brasil
O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina e está associado a mais de 50 doenças, entre elas diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias. No Brasil, o cigarro é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão e está relacionado a milhares de mortes prematuras todos os anos.
O Brasil é reconhecido internacionalmente pela adoção de um conjunto abrangente de políticas públicas de controle do tabaco, alinhadas à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT/OMS). Entre as medidas estão a proibição da propaganda de produtos de tabaco, a restrição do fumo em ambientes coletivos fechados e a adoção de advertências sanitárias com imagens e mensagens nas embalagens de cigarros.
Conheça a campanha: Conte o que o cigarro não mostra
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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