SAÚDE

Ministério da Saúde realiza ação de incentivo à doação de sangue na Supercopa do Brasil 2026, em Brasília

A Supercopa do Brasil 2026, realizada no domingo (1), entre Flamengo e Corinthians, foi além da disputa esportiva. O jogo, que aconteceu na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília (DF), contou com uma ação nacional de incentivo à doação voluntária e regular de sangue, promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da ação, que marca os 25 anos da Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados.

Antes do apito inicial e durante o intervalo da partida, mensagens foram exibidas nos telões do estádio, convidando torcedores de todo o país a refletirem sobre a importância da doação de sangue para salvar vidas. No pré-jogo, o público acompanhou a mensagem: “Seja sangue corintiano ou rubro-negro, o sangue do brasileiro é um só. Doe sangue”. Já no intervalo, foi exibida a frase: “Ainda não dá para saber quem vai ganhar, mas o Brasil inteiro ganha quando você doa sangue”.

Além das mensagens de conscientização, a ação contou com um gesto de forte impacto simbólico e humano. O torcedor mirim do Corinthians, Kauan Alves dos Santos, atendido pelo SUS no hemocentro de Brasília, participou da recepção dos jogadores na chegada ao estádio. A criança, de apenas dois anos de idade, iniciou há poucas semanas o tratamento com Emicizumabe e, neste momento, realiza dose semanal do medicamento.

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O Emicizumabe é utilizado no tratamento da hemofilia e teve seu uso ampliado no final de 2025 para crianças de 0 a 6 anos com hemofilia. Considerado mais efetivo e de aplicação mais simples, por via subcutânea, o medicamento favorece a adesão ao tratamento e contribui para a redução de eventos hemorrágicos. A presença da criança no evento aproximou o público da realidade de pacientes que dependem diretamente da doação de sangue e do fortalecimento contínuo do SUS.

Doação de sangue no Brasil

Os dados mais recentes reforçam a relevância da mobilização. Em 2024, o Brasil registrou 3,31 milhões de coletas de sangue. No Distrito Federal, foram 55,5 mil coletas. Já em 2025, considerando o período de janeiro a outubro, os números preliminares indicam 2,71 milhões de coletas no país, sendo 50,5 mil no DF, evidenciando a importância de ações permanentes de estímulo à doação.

Para o diretor do Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET/SAES), Arthur Mello, a mobilização em eventos de grande alcance contribui para ampliar a conscientização da população.

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“A doação de sangue é um gesto simples, mas essencial para garantir o cuidado de milhares de pessoas em todo o país. Levar essa mensagem a um evento de grande alcance nacional é uma forma de sensibilizar a população e reforçar a importância da solidariedade para a sustentabilidade do SUS”, afirmou.

Com a iniciativa, o Ministério da Saúde ampliou a divulgação sobre a importância da doação voluntária e regular de sangue, aproveitando a visibilidade de um dos principais eventos do calendário esportivo nacional. A ação contribuiu para sensibilizar a população sobre um gesto que salva vidas e é fundamental para a manutenção dos estoques de sangue e para a continuidade do cuidado ofertado pelo SUS, especialmente em períodos de maior demanda.

Patrícia Coelho
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Inaep amplia colegiado com especialistas de diferentes regiões do Brasil

A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, realizou na última sexta-feira (14), em Brasília, a primeira reunião ordinária com a formação completa de seus membros. A composição foi definida por meio de edital público que selecionou 30 representantes da comunidade científica, sendo 15 titulares e 15 suplentes, com representantes de todas as regiões do país, com diferentes formações e conhecimentos nas diversas áreas do saber.

O acolhimento dos selecionados foi realizado no dia anterior (13) com a participação virtual do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que destacou a pluralidade de representantes que integra o colegiado. “Ela demonstra que a ética e pesquisa é uma política de Estado, construída por diferentes órgãos e instituições, com diálogo, dependência e compromisso com o interesse público.”

Instituída em 2024, a Instância integra o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep) e é responsável por orientar e definir as diretrizes de ética em pesquisas científicas que envolvem pessoas. “Esse novo marco regulatório aproxima o país das melhores práticas internacionais, fortalece a confiança da sociedade na ciência e cria condições para que o Brasil amplie sua participação em estudos multicêntricos”, afirmou Padilha.

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O ministro ressaltou ainda os resultados já alcançados desde a implementação do Sinep. Entre novembro de 2025 e julho de 2026, mais de 59 mil pesquisas envolvendo seres humanos já foram aprovadas. Atualmente, o país conta com 915 Comitês de Ética em Pesquisa credenciados, reunindo mais de 16 mil profissionais.

Diálogo e diversidade

Além dos especialistas, a Inaep é composta por representantes dos Ministérios da Saúde; da Educação; e da Ciência, Tecnologia e Inovação; da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap); e do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

A articulação de um espaço diverso também foi evidenciada pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Fernanda De Negri.  “A ética é uma construção coletiva que se faz no dia a dia do diálogo entre pessoas que pensam diferente, que têm seus pontos de vista diferentes”.

Com esse entendimento, explicou a secretária, a seleção dos participantes considerou critérios como a formação acadêmica, a qualificação técnico-científica, a experiência profissional em pesquisa com seres humanos e atuação em Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs).  A iniciativa estabeleceu ainda requisitos de representatividade, promoção da diversidade regional, étnico-racial e de gênero. Além disso, a participação no colegiado tem caráter voluntário e não remunerado.

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Ao destacar a atuação, a coordenadora da instância, Meiruze Freitas, reiterou que “a Inaep se fortalece ao congregar diferentes perspectivas e trajetórias, o que amplia o diálogo para o desenvolvimento da pesquisa científica”.

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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