SAÚDE

Ministério da Saúde lança Plano Nacional de Contingência para emergências em saúde pública causadas por chuvas intensas

Publicados

em

O Ministério da Saúde lançou o Plano de Contingência Nacional para Emergências em Saúde Pública por Chuvas Intensas e Desastres Associados, documento que estabelece diretrizes para a atuação coordenada do Sistema Único de Saúde (SUS) em situações de desastres naturais, como inundações, enxurradas, alagamentos e deslizamentos. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a capacidade de resposta do setor saúde, reduzir os impactos sobre a população e aprimorar a preparação e a vigilância em todo o território nacional.

O plano define protocolos e estratégias operacionais de acordo com cinco níveis de alerta — normalidade, mobilização, alerta, situação de emergência e crise, orientando a atuação de gestores e profissionais de saúde em todas as esferas de governo.

O documento também destaca a importância da articulação intersetorial e do trabalho integrado entre União, estados e municípios, além da cooperação com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e outros órgãos de defesa civil.

Entre as ações previstas estão o monitoramento de riscos ambientais, a intensificação da vigilância epidemiológica e sanitária, o apoio logístico com medicamentos e insumos estratégicos, e a atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS) em territórios afetados. O plano ainda orienta sobre a proteção de populações em situação de vulnerabilidade, como crianças, idosos, gestantes, povos indígenas, comunidades tradicionais, pessoas com deficiência e populações em situação de rua.

Leia Também:  Governo do Brasil entrega novos hospitais com investimentos de R$ 131 milhões para fortalecer o SUS

De acordo com a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, o plano reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a preparação e a resposta rápida a emergências climáticas.

“O aumento da frequência e da intensidade das chuvas exige ações coordenadas e planejamento antecipado. O plano de contingência é uma ferramenta essencial para proteger a saúde da população e reduzir os impactos dos desastres no país”, destacou.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Propaganda

SAÚDE

SUS alcança mais de 1 milhão de crianças vacinadas contra doenças pneumocócicas

Publicados

em

Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros (MG). Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite.

“A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde.

A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva.

Leia Também:  Protagonismo brasileiro na resposta ao HIV e à aids é destaque em programação do Sesi Lab

A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis.

Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período.

Como fica o esquema vacinal

Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas.

A vacinação será realizada da seguinte forma:

  • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.
  • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20.
  • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.
Leia Também:  Saúde fecha compra de 1,8 milhão de doses da vacina contra vírus sincicial respiratório para proteger gestantes e recém-nascidos no SUS

Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20.

Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA