SAÚDE
Ministério da Saúde e gestão local reforçam ações e ampliam resposta ao aumento de casos de chikungunya em Dourados (MS)
Para intensificar as ações de prevenção e enfrentamento do aumento dos casos de chikungunya na região da Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul, o Ministério da Saúde autorizou, em caráter emergencial, a contratação de 20 Agentes de Combate a Endemias (ACE). A pasta também está disponibilizando insumos, como larvicidas, para apoiar as ações no território, além de prever o repasse de recursos para reforçar essas e outras iniciativas.
Desde 18 de março, a Força Nacional do SUS (FNS) tem atuado no município, em parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS), sob a coordenação da Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS), com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), e com as gestões estadual e municipal. No domingo (22), houve reforço das equipes, totalizando 21 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que atuam diretamente no território.
A iniciativa integra a atuação coordenada dos três entes do Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como foco fortalecer a capacidade de atendimento, ampliar a resposta da rede de saúde e garantir assistência oportuna aos pacientes que necessitam de internação, especialmente à população indígena do município. “A atuação integrada permite ampliar a capacidade de resposta e garantir assistência à população com mais agilidade e eficiência”, afirmou o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli.
Nesta segunda-feira (23), foi realizada reunião com diretores de hospitais da região e equipes técnicas. Durante o encontro, foram alinhadas ações voltadas à ampliação de leitos hospitalares, à organização da regulação assistencial, ao fortalecimento do transporte sanitário e à integração entre as redes pública e privada. Para isso, o Governo do Estado disponibilizou a estrutura do Hospital Regional, enquanto unidades hospitalares do município, como a Santa Casa, indicaram a possibilidade de oferta de leitos para contratualização, conforme a necessidade assistencial.
Entre as ações prioritárias definidas estão o mapeamento da capacidade instalada da rede e a organização de fluxos assistenciais para garantir maior resolutividade, especialmente diante do cenário de alta circulação do vírus no município e na região.
A coordenadora-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Lívia Vinhal, destacou que a implantação das estações disseminadoras de larvicidas em Dourados está sendo considerada como uma das estratégias de controle vetorial, a partir de avaliação técnica do cenário local, de forma integrada às demais ações de campo.
“Nosso foco é reorganizar os fluxos, integrar os dados e direcionar melhor as equipes em campo. As estações disseminadoras são importantes, mas só terão impacto real se estiverem associadas à eliminação de criadouros e ao trabalho integrado entre município, estado e governo federal”, afirmou Vinhal.
Cenário da chikungunya na população indígena
Dados do boletim epidemiológico de domingo (22) apontam 1.131 notificações de casos de chikungunya na região, sendo 996 casos prováveis e 504 confirmados. Outros 492 casos permanecem em investigação.
No âmbito assistencial, foram realizados 182 atendimentos hospitalares, com 4 casos confirmados que evoluíram para internação. Os atendimentos concentram-se principalmente nas localidades de Jaguapiru II, Polo Base Dourados, Missão Caiuá, Bororó II, Ireno Isnard e Jaguapiru I.
Edjalma Borges
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde lança guia para ampliar acesso de startups ao Sistema Único de Saúde
Startups, pesquisadores e empresas de tecnologia em saúde passam a contar com um novo instrumento de orientação para levar soluções inovadoras ao Sistema Único de Saúde (SUS). Criado pelo Ministério da Saúde, o guia Acesso e Inovação de Dispositivos Médicos ao SUS reúne informações sobre regulação, incorporação tecnológica, financiamento e desenvolvimento de dispositivos médicos voltados à rede pública de saúde.
A publicação foi lançada durante a Feira Hospitalar 2026, um dos maiores eventos de saúde da América Latina, que reúne anualmente novidades, tendências e soluções inovadoras do setor. Durante o evento, o Ministério da Saúde participou de debates sobre a importância da produção nacional e da integração entre governo, indústria, centros de pesquisa e empresas de base tecnológica.
O diretor do Departamento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do ministério, Igor Bueno, destacou que o guia foi elaborado para reduzir as barreiras enfrentadas por startups e pequenas empresas no acesso ao mercado público de saúde.
“Essas empresas desempenham papel estratégico no ecossistema de inovação em saúde, ao impulsionarem o desenvolvimento de soluções tecnológicas, ampliarem a competitividade nacional e contribuírem para a sustentabilidade do SUS. A publicação inédita consolida, em um único documento, uma visão integrada de todas as etapas do processo, do fomento à pesquisa, do desenvolvimento até a incorporação no SUS”, explicou o diretor.
Dispositivos médicos
Os dispositivos médicos fazem parte da rotina dos serviços de saúde e incluem desde produtos simples, como curativos e ataduras, até tecnologias de alta complexidade, como marca-passos, próteses ortopédicas, cirurgias robóticas e equipamentos com inteligência artificial.
Segundo dados citados no guia, existem atualmente mais de 2 milhões de tipos diferentes desses dispositivos no mundo, utilizados para prevenção, diagnóstico, tratamento e monitoramento de doenças.
O avanço tecnológico tem ampliado as possibilidades de atendimento e contribuído para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Além dos equipamentos utilizados em hospitais, o setor também cresce no desenvolvimento de dispositivos voltados para uso doméstico e pessoal (home care).
De acordo com a publicação, o mercado brasileiro de dispositivos médicos cresce acima da média mundial. Apesar disso, o Brasil ainda depende da importação de equipamentos e insumos de alta complexidade. Hoje, grande parte da produção nacional está concentrada em produtos de média e baixa complexidade tecnológica.
Entre os principais desafios do setor estão os custos para inovação, a dependência tecnológica externa e a necessidade de maior integração entre pesquisa científica, política industrial e demanda do sistema público de saúde.
Dados apresentados no X Fórum da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde apontam que o mercado global de dispositivos médicos movimenta mais de US$ 540 bilhões e segue em expansão. No Brasil, o setor também tem impacto econômico relevante. Os segmentos que lideram o mercado são os dispositivos terapêuticos (25,8%), seguidos pelos implantáveis (24,3%) e pelo diagnóstico in vitro (15,9%).
Os números citados no guia demonstram que, em 2024, a indústria de dispositivos médicos criou quase 6 mil novos empregos diretos, alcançando mais de 85 mil postos de trabalho no país. O desempenho representa um crescimento de aproximadamente 7% em relação ao ano anterior, evidenciando a relevância econômica e a expansão do complexo industrial da saúde.
Tecnologias na rede pública
O Ministério da Saúde tem atuado no fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) que reúne setores produtivos, tecnológicos e de serviços. A iniciativa busca estimular o mercado nacional, reduzir a dependência de produtos importados, ampliar o acesso a tecnologias seguras e tornar mais eficiente o uso dos recursos públicos.
O lançamento do guia ocorre nesse cenário de expansão das iniciativas de saúde digital, fortalecimento da cadeia produtiva nacional e incentivo à inovação tecnológica no SUS. Assim, além de orientar startups e empresas, o material destaca a importância estratégica dos dispositivos médicos para melhorar o atendimento à população e explica, de forma acessível, como funcionam os processos e etapas para incorporação dessas tecnologias ao sistema público.
O documento também reforça que, para que a tecnologia seja financiada e utilizada em larga escala pelo SUS, é necessário cumprir critérios técnicos, científicos, regulatórios e econômicos.
Confira o guia Acesso e Inovação de Dispositivos Médicos ao SUS
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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