SAÚDE
Hospital privado iniciará em Niterói (RJ) os primeiros atendimentos a pacientes do SUS pelo programa Agora Tem Especialistas
O primeiro hospital privado a participar do Agora Tem Especialistas já poderá iniciar os atendimentos aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de novembro. A medida foi anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta sexta-feira (31), no Hospital e Maternidade São Francisco, localizado em Niterói (RJ). Especializada em serviços de alta complexidade, a unidade de saúde aderiu ao programa do governo federal para ofertar cuidados oncológicos gratuitos às pessoas que aguardam por atendimentos na rede pública. Essa é uma das especialidades prioritárias do programa, que, com a participação da rede de saúde privada, busca ampliar a capacidade de atendimento do SUS para reduzir o tempo de espera por serviços de média e alta complexidade.
“Hoje estamos dando mais um passo importante em um programa que é um sonho do nosso presidente (Lula), um sonho de vida. Com o Agora Tem Especialistas, avançamos nesta modalidade em que hospitais privados abrem as portas para o SUS, colocando seus profissionais e equipamentos a serviço da população. São mais exames, consultas e cirurgias para quem está aguardando por atendimento”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
No Hospital e Maternidade São Francisco, Padilha assinou a autorização para que a oferta dos serviços possa ter início. A expectativa é que a avaliação dos primeiros pacientes já comece nas próximas semanas. Neste primeiro momento, o hospital deve realizar 204 cirurgias oncológicas. Até então, a unidade de saúde nunca havia atendido o SUS.
Como contrapartida aos serviços a serem prestados, o Hospital e Maternidade São Francisco receberá créditos financeiros para pagamento de tributos federais. Viabilizada com o envolvimento da Prefeitura de Niterói, a adesão da unidade ao programa possibilita aos hospitais privados e filantrópicos a troca de dívidas com a União, vencidas ou a vencer, por atendimento especializado para o SUS. O foco do atendimento são estas seis áreas prioritárias: oncologia, ortopedia, ginecologia, cardiologia, otorrinolaringologia e oftalmologia.
“Agradeço ao Hospital São Francisco e à Prefeitura de Niterói. Este ato representa mais do que uma assinatura, é a adesão do primeiro hospital privado ao programa, com uma contribuição significativa para o SUS: as cirurgias oncológicas, fundamentais para o diagnóstico e tratamento do câncer, um dos maiores gargalos da rede pública. Sem esse apoio, levaríamos muito mais tempo para reduzir a fila de espera por esses procedimentos. Quero avisar às pessoas da região e do Rio de Janeiro: venham receber atendimento no Hospital São Francisco”, afirmou o ministro.

Foto: Walterson Rosa/MS
Expansão nacional do Agora Tem Especialistas
Atualmente, 12 estabelecimentos de saúde privados, com e sem fins lucrativos, aderiram ao programa na modalidade de crédito financeiro, que permitirá a conversão de até R$ 2 bilhões em dívidas/ano por atendimentos adicionais para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). São eles: os hospitais privados Cynthia Charone (PA), a Maternidade São Francisco (RJ) e o Hospital Santa Terezinha (PB); e os filantrópicos Santa Casa do Recife (PE) e Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) em Recife (PE); as Santas Casas de Fortaleza (CE) e Sobral (CE); a Santa Casa de Porto Alegre (RS); a Beneficência Portuguesa (PA); as Santas Casas de Valinhos (SP) e Santa Marcelina (SP); e o Instituto de Oncologia e Ciências Médicas de Minas Gerais (MG).
A participação da rede de saúde privada no programa, em caráter complementar, também se estende aos planos de saúde, que podem aderir na modalidade ressarcimento ao SUS. Nesta quinta-feira (30), o ministro da Saúde anunciou a ampliação de atendimentos pela Hapvida, que ampliou sua participação no programa: a partir de novembro, esse plano de saúde atenderá pacientes do SUS que moram em municípios dos estados do Pará, Ceará e Pernambuco, além do Distrito Federal. Em agosto deste ano, a Hapvida atendeu pacientes de rede pública de saúde de Recife (PE).
Por ano, as operadoras que aderirem ao Agora Tem Especialistas poderão ofertar serviços de média e alta complexidade para o abatimento de até R$ 1,3 bilhão de dívidas com o SUS, que ocorrem quando a rede pública realiza procedimentos que deveriam ser prestados pelos planos de saúde contratados.
A expectativa do Ministério da Saúde é estender os atendimentos ao SUS por planos de saúde e hospitais privados e filantrópicos para outros estados, na medida em que novos contratos forem firmados.
Super Centro para o fortalecimento do SUS
Ainda em Niterói (RJ), o ministro Padilha ressaltou a importância do Super Centro de Exames, Imagens e Especialidades para o fortalecimento do SUS na região. Consonante com o objetivo do Agora Tem Especialistas – que conta com um conjunto de ações para aumentar a oferta de serviços especializados –, a unidade ampliará a oferta de exames, como tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultrassonografia, colonoscopia, ecocardiograma, mamografia, além de outros procedimentos diagnósticos.
Com previsão de lançamento em março de 2026, o Super Centro deve ser referência em diagnóstico por imagem no estado. A unidade também dever reforçar a realização de consultas em diversas especialidades, como ortopedia, cardiologia, oncologia, ginecologia e reabilitação cardiológica, ampliando o acesso da população a serviços especializados de qualidade.
Atendimento especializado onde a população está
Criado para apoiar os estados e municípios, desafogando a demanda reprimida e, assim, reduzindo o tempo de espera no SUS, o Agora Tem Especialistas é uma das principais estratégias do governo federal para reduzir as desigualdades regionais no acesso à assistência especializada em saúde. Entre as ações em andamento, estão as 28 carretas da saúde da mulher posicionadas em 22 estados de todas as regiões do país. Elas levam, até onde a população está, cuidados preventivos e diagnósticos com foco em câncer de mama e de colo do útero.
Uma dessas carretas está oferecendo, no Morro do Alemão (RJ), atendimento especializado para pacientes previamente agendadas pela secretaria de saúde do município. A iniciativa oferta, por exemplo, mamografias, colposcopias e biópsias. Até o final de 2026, o programa do governo federal deve colocar em circulação o total de 150 carretas em locais de difícil acesso, com pouca estrutura de saúde, além de cidades-polo.
Carolina Militão
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Julho Verde reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço
Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e caroços no pescoço são sinais que merecem atenção e podem indicar câncer de cabeça e pescoço. Durante o Julho Verde, mês nacional de conscientização sobre a doença, o Ministério da Saúde reforça as orientações à população sobre prevenção e diagnóstico precoce, além do acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Os cânceres de cabeça e pescoço reúnem tumores que atingem estruturas como boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, tireoide e glândulas salivares. Grande parte dos casos está relacionada ao tabagismo e ao consumo de bebidas alcoólicas. Alguns tipos também estão associados à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente pelo HPV-16, um dos principais fatores de risco para o câncer de orofaringe.
Instituída pela Lei nº 14.328/2022, a campanha Julho Verde busca ampliar o conhecimento da população sobre os fatores de risco e os sinais da doença, além de incentivar a prevenção e a procura pelos serviços de saúde diante de sintomas suspeitos.
Sinais de Alerta e Tratamento pelo SUS
Os principais sinais de alerta incluem feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas na boca, rouquidão por mais de três semanas, dor ou dificuldade para engolir, sensação de corpo estranho na garganta, ínguas persistentes no pescoço, sangramento nasal recorrente e perda de peso sem causa aparente.
No caso de câncer de tireoide, o principal sinal é o aparecimento de um nódulo no pescoço, especialmente quando apresenta crescimento rápido ou é acompanhado de rouquidão ou dificuldade para engolir.
Ao identificar um desses sinais, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Após a avaliação, o paciente será encaminhado, se necessário, para atendimento especializado. A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia, seguida de exame anatomopatológico.
O cuidado é organizado pela Rede de Prevenção e Controle do Câncer, que integra ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado. Conforme a indicação clínica, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou combinada.
Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de sucesso do tratamento e menores os riscos de sequelas. Nos estágios iniciais, muitos casos podem ser tratados com apenas uma modalidade terapêutica, o que contribui para preservar funções importantes, como fala, deglutição e respiração.
Nos últimos cinco anos, o SUS realizou mais de 500 mil procedimentos relacionados ao tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço.
Medidas de prevenção
Para ajudar a prevenir a doença, é recomendado evitar o cigarro e outros produtos derivados do tabaco, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação saudável, cuidar da saúde bucal, consultar o dentista regularmente e proteger os lábios e o rosto durante a exposição ao sol.
A vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo SUS para pessoas de 9 a 14 anos, também ajuda a prevenir infecções associadas a diferentes tipos de câncer, incluindo alguns tumores de orofaringe.
Camila Marques
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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