SAÚDE

Gestores de saúde da região Nordeste discutem estratégias para respostas rápidas a emergências

Gravatá (PE) recebeu, nos dias 22 e 23 de outubro de 2025, cerca de 70 representantes dos Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) da região Nordeste para um encontro voltado ao fortalecimento da resposta rápida do sistema público de saúde. O destaque do evento foi a apresentação das métricas 7-1-7, ferramenta que avalia a rapidez na detecção, notificação e resposta a emergências sanitárias.

Durante o encontro, os participantes conheceram experiências práticas de implementação das métricas em diferentes estados e no âmbito nacional. O CIEVS Recife apresentou a adaptação de fluxos de trabalho e de gestão nos últimos três anos, destacando impactos positivos na rotina do serviço. O CIEVS Vitória compartilhou os desafios enfrentados durante a implementação das métricas, incluindo mudanças de equipe, e apresentou os aprendizados sobre como manter o processo em andamento mesmo diante dessas transições. A equipe também mostrou um formulário próprio desenvolvido para a coleta e análise dos dados do 7-1-7.

Já o CIEVS Rio de Janeiro relatou a adoção autônoma das métricas como indicador de oportunidade, o que aumentou a sensibilidade das equipes para detectar ameaças à saúde pública. O CIEVS Nacional detalhou a aplicação das métricas na avaliação da recente intoxicação por metanol, que afetou várias regiões do país, e discutiu a estratégia de adoção pelo Comitê de Monitoramento de Eventos do Ministério da Saúde.

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O evento contou com apresentações do Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP/MS), da Coordenação-Geral dos CIEVS (CGCIEVS) e da Vital Strategies, que trouxe a Trilha de Conhecimento 7-1-7. O material incluiu vídeos explicativos, chat interativo e guias para auxiliar gestores na aplicação das métricas em seus territórios, identificando desafios e oportunidades de melhoria.

De acordo com o diretor do DEMSP, Edenilo Baltazar Barreira Filho, encontros como este são essenciais para aprimorar a capacidade de resposta a emergências de saúde. “A disseminação das métricas 7-1-7 permite que nossas equipes detectem, notifiquem e respondam a eventos de forma mais ágil e coordenada, fortalecendo o sistema de vigilância e garantindo maior proteção à população”, destacou.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Julho Verde reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço

Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e caroços no pescoço são sinais que merecem atenção e podem indicar câncer de cabeça e pescoço. Durante o Julho Verde, mês nacional de conscientização sobre a doença, o Ministério da Saúde reforça as orientações à população sobre prevenção e diagnóstico precoce, além do acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os cânceres de cabeça e pescoço reúnem tumores que atingem estruturas como boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, tireoide e glândulas salivares. Grande parte dos casos está relacionada ao tabagismo e ao consumo de bebidas alcoólicas. Alguns tipos também estão associados à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente pelo HPV-16, um dos principais fatores de risco para o câncer de orofaringe.

Instituída pela Lei nº 14.328/2022, a campanha Julho Verde busca ampliar o conhecimento da população sobre os fatores de risco e os sinais da doença, além de incentivar a prevenção e a procura pelos serviços de saúde diante de sintomas suspeitos.

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Sinais de Alerta e Tratamento pelo SUS

Os principais sinais de alerta incluem feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas na boca, rouquidão por mais de três semanas, dor ou dificuldade para engolir, sensação de corpo estranho na garganta, ínguas persistentes no pescoço, sangramento nasal recorrente e perda de peso sem causa aparente.

No caso de câncer de tireoide, o principal sinal é o aparecimento de um nódulo no pescoço, especialmente quando apresenta crescimento rápido ou é acompanhado de rouquidão ou dificuldade para engolir.

Ao identificar um desses sinais, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Após a avaliação, o paciente será encaminhado, se necessário, para atendimento especializado. A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia, seguida de exame anatomopatológico.

O cuidado é organizado pela Rede de Prevenção e Controle do Câncer, que integra ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado. Conforme a indicação clínica, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou combinada.

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Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de sucesso do tratamento e menores os riscos de sequelas. Nos estágios iniciais, muitos casos podem ser tratados com apenas uma modalidade terapêutica, o que contribui para preservar funções importantes, como fala, deglutição e respiração.

Nos últimos cinco anos, o SUS realizou mais de 500 mil procedimentos relacionados ao tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço.

Medidas de prevenção 

Para ajudar a prevenir a doença, é recomendado evitar o cigarro e outros produtos derivados do tabaco, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação saudável, cuidar da saúde bucal, consultar o dentista regularmente e proteger os lábios e o rosto durante a exposição ao sol. 

A vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo SUS para pessoas de 9 a 14 anos, também ajuda a prevenir infecções associadas a diferentes tipos de câncer, incluindo alguns tumores de orofaringe.

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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