SAÚDE

Brasil lidera encontro regional sobre cooperação em saúde

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O Ministério da Saúde deu início, nesta segunda-feira (13), em Brasília, à reunião da Comissão de Vigilância em Saúde (Covigsal) do Mercosul. O encontro, que segue até quinta-feira (16), reúne representantes do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além de técnicos da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), para discutir e alinhar políticas regionais de saúde. A atividade integra a agenda da presidência Pro Tempore do Brasil no Mercosul, exercida desde julho de 2025.

Entre as pautas das políticas regionais de saúde do Mercosul estão ações integradas para o monitoramento e vigilância da covid-19, incluindo o acompanhamento da vacinação entre os países do bloco, além do controle de doenças de transmissão vetorial, com a apresentação dos quadros epidemiológicos de diversos agravos, como dengue, Zika, chikungunya, doença de Chagas, hepatites, tuberculose, mpox, hantavirose, leishmaniose visceral e tegumentar, malária e covid-19, entre outras.

Durante a abertura do evento, Camila Mandel, Coordenadora-Geral de Planejamento de Assuntos Internacionais em Saúde do Ministério da Saúde, destacou a importância da integração regional e o papel do Brasil na condução dos trabalhos. “É uma honra receber esta jornada de reuniões e reafirmar nosso compromisso conjunto com a construção de um Mercosul social, baseado na solidariedade e na cooperação em saúde. Esse grupo tem sido, ao longo dos anos, um espaço essencial de diálogo técnico que transforma desafios comuns em soluções compartilhadas”, afirmou.

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A chefe da delegação do Paraguai, Alcira Molas, ressaltou a relevância do trabalho conjunto para a consolidação da autossuficiência sanitária na região. “Quero agradecer ao Brasil pela recepção e destacar a importância deste grupo, que tem como objetivo harmonizar normativas vinculantes entre os quatro países. É essencial avançarmos nesse processo para fortalecer a região e alcançarmos a autossuficiência em saúde, em benefício de todos os nossos povos”, afirmou.

Representando a Argentina, Analia Imperioso destacou a necessidade de consolidar as decisões do grupo e incorporar novas normativas que reforcem o trabalho técnico do Mercosul. “Devemos analisar as normas já criadas e garantir que sejam incorporadas de forma efetiva. Nosso objetivo é assegurar que o que foi aprovado anteriormente continue sendo aprimorado, com base na cooperação e na atualização constante das políticas regionais”, declarou.

A delegação do Uruguai, representada por Zaida Arreta, reforçou a importância da integração entre os países e o compromisso do grupo em garantir a autossuficiência sanitária regional. “Agradecemos ao Brasil pela acolhida e pela condução desta reunião. É fundamental reafirmarmos o compromisso de fortalecer a integração efetiva entre os países, pois a saúde é uma só e não reconhece fronteiras. Trabalhar juntos é o caminho para garantir o bem-estar de todas as nossas populações”, afirmou.

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A reunião segue até quinta-feira (16), com a expectativa de gerar resultados concretos, fortalecer a cooperação regional em saúde, promover a integração entre os países do Mercosul e consolidar soluções compartilhadas para desafios comuns.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde mobiliza SAMU 192 para treinar equipes e apoiar estudo clínico com polilaminina

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O Ministério da Saúde mobilizou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) da capital paulista para apoiar a identificação e o encaminhamento de pacientes ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP). Os voluntários elegíveis poderão participar de um estudo clínico sobre o uso da polilaminina no tratamento de lesões agudas da medula espinhal.

Em reunião com o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (18), foi definido que o SAMU fará adaptação no protocolo desses casos e treinamento específico das equipes para identificar as pessoas que se enquadrem nos critérios dos ensaios, previstos para começarem no dia 24 deste mês.

A polilaminina será aplicada em cinco voluntários, que tenham sofrido lesão na medula há menos de 72 horas e atendam aos demais critérios estabelecidos pelo protocolo da pesquisa. A ação representa um avanço regulatório e científico no país ao viabilizar o desenvolvimento de uma nova terapia para pacientes com lesões na medula espinhal e integrar a pesquisa clínica diretamente à assistência no Sistema Único de Saúde (SUS).

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Baseada em um protocolo validado e conduzida por pesquisadores capacitados, a parceria exige que o SAMU de São Paulo identifique prontamente os casos com o perfil exigido, viabilizando o rápido encaminhamento ao HC-FMUSP.

Articulação

Além do SAMU, a articulação do Ministério da Saúde envolve o HC-FMUSP e o laboratório responsável pela pesquisa. Também foi acertado que o treinamento das equipes da capital paulista poderá ser utilizado por serviços de urgência de cidades próximas, caso seja identificada a necessidade de ampliar a área de encaminhamento de pessoas socorridas para o estudo.

O estudo foca especificamente em pacientes com lesões agudas completas da medula espinhal torácica (entre as vértebras T2 e T10), ocorridas há menos de 72 horas e com indicação cirúrgica. A previsão é recrutar cinco voluntários nesta etapa. A inclusão no estudo dependerá de atendimento rigoroso aos critérios clínicos. Após a aplicação da polilaminina, os pacientes serão acompanhados por seis meses.

A polilaminina é um medicamento desenvolvido a partir da laminina, proteína naturalmente produzida pelo organismo humano e fundamental para a manutenção da estrutura celular e regeneração do tecido nervoso. Em casos de trauma medular, ocorre

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o rompimento das estruturas responsáveis por conduzir os impulsos nervosos entre o cérebro e o restante do corpo.

Pesquisa clínica

Os estudos são desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob a liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália.

A fase 1 do ensaio clínico foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e visa confirmar a segurança da polilaminina. Caso os resultados sejam positivos, o estudo poderá avançar para as fases 2 e 3, quando a eficácia do tratamento será avaliada de forma mais ampla. O registro comercial do medicamento só poderá ser solicitado após a conclusão da terceira etapa.

Ao longo da estruturação do projeto, o Ministério da Saúde investiu recursos na pesquisa básica, contribuindo para a construção de uma base científica sólida antes da aplicação em seres humanos. A pesquisa busca desenvolver alternativas para a regeneração tecidual e funcional.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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