POLÍTICA NACIONAL

Zenaide: renúncia fiscal em excesso asfixia financiamento de serviços públicos

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) criticou nesta terça-feira (16) o desequilíbrio entre as renúncias fiscais concedidas a grandes empresas e o financiamento de políticas públicas. Ela destacou estudo divulgado pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional) segundo o qual os benefícios fiscais devem superar R$ 900 bilhões em 2026. De acordo com a parlamentar, cerca de R$ 620 bilhões desse total corresponderiam a benefícios sem contrapartida social comprovada. 

Em pronunciamento no Plenário, a parlamentar condenou o que classificou como uso recorrente de programas de refinanciamento de dívidas tributárias por grandes devedores. Segundo ela, as sucessivas renegociações contribuem para o desequilíbrio das contas públicas. Zenaide também ressaltou que o estudo da Unafisco Nacional aponta a ausência de tributação sobre lucros, dividendos e grandes fortunas, e a perda de arrecadação afeta o financiamento de serviços públicos. 

— Não é possível o Brasil conceder generosos e incalculáveis benefícios fiscais a grandes empresas, inclusive estrangeiras, que estão longe de ser pobres. O excesso de desconto em impostos a grupos empresariais influentes na política compromete o pagamento justo de impostos no país, prejudica o bom contribuinte e asfixia as fontes de financiamento dos serviços públicos para a sociedade, como saúde, educação, segurança pública — declarou. 

Leia Também:  Comissão aprova criação de plataforma digital para mediar conflitos de pequenos negócios

Zenaide ponderou que os incentivos fiscais podem ser importantes para estimular o desenvolvimento econômico, gerar emprego e renda e descentralizar investimentos privados para o interior do país. No entanto, esse instrumento tem sido utilizado de forma excessiva, avaliou a senadora, que defendeu maior atenção à redução das desigualdades sociais.  

— O que seria gasto, eu chamo de investimento. Investimento no futuro, investimento na vida, na transformação da vida daquela criança que tem direito a uma creche, a uma saúde de qualidade. Isso é gasto? Não é. Isso é defender a vida das pessoas — disse. 

Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova punição para quem expõe crianças e adolescentes a violência doméstica

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (16), proposta que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para tipificar a conduta de expor crianças e adolescentes a atos de violência doméstica. O responsável será punido com detenção de seis meses a dois anos.

A relatora na CCJ, deputada Chris Tonietto (PL-RJ), apresentou um substitutivo ao Projeto de Lei 1161/22, do deputado Carlos Sampaio (PSD-SP). A relatora fez uma alteração técnica e também acrescentou um tratamento mais rigoroso em alguns casos.

Assim, de acordo com o texto aprovado, o crime de violência doméstica praticada na frente de criança ou adolescente tem punição de seis meses a dois anos de detenção. E essa penalidade é aumentada em mais metade se o crime é praticado de forma reiterada ou se a criança ou adolescente estiver sob autoridade, guarda ou vigilância do agente ou da vítima. 

Chris Tonietto ressaltou que a proposta reconhece que a violência doméstica tem um impacto grande sobre a criança, mesmo quando ela não é a vítima direta. “Ao conviverem com situações constantes de agressões físicas, verbais ou psicológicas, as crianças não apenas testemunham o sofrimento dos envolvidos, mas também internalizam esses comportamentos como modelos de relação interpessoal”, argumentou.

Leia Também:  Comissão debate qualidade da pós-graduação e impacto da ciência no novo Plano Nacional de Educação

“Essa vivência traumática compromete o bem-estar emocional, afeta o desempenho escolar e pode desencadear transtornos psicológicos de longo prazo”, destacou a relatora. 

A proposta ainda precisa ser analisada pelo Plenário da Câmara antes de seguir ao Senado. 

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Paula Bittar
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA