POLÍTICA NACIONAL
Senadores manifestam apoio a Davi após adiamento de sabatina de Messias
A decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de adiar a sabatina e a votação da indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), após o não envio da mensagem oficial pelo Poder Executivo, gerou uma série de manifestações de apoio no Plenário nesta terça-feira (2). Lideranças de diversos partidos prestaram solidariedade ao presidente da Casa, defendendo sua postura e a observância do rito constitucional.
O primeiro a se pronunciar foi o líder do PSD, Omar Aziz (AM), que repudiou críticas dirigidas a Davi e afirmou que o presidente do Senado tem atuado de forma republicana tanto no atual governo quanto nos anteriores. Ele ressaltou que a decisão de aguardar o envio da mensagem presidencial assegura o respeito às prerrogativas constitucionais.
— Em momento algum Vossa Excelência tentou utilizar o Senado Federal para barganhar qualquer tipo de coisa na República. […] A solidariedade do PSD a Vossa Excelência pelas críticas infundadas sobre a sua relação republicana. Parabéns pela sua postura, pela sua conduta.
Em resposta, Davi afirmou que todo posicionamento referente ao episódio está descrito na nota tornada pública no domingo e que recebeu apoio da “maioria esmagadora” dos senadores após sua divulgação. Para ele, defender as prerrogativas do Senado é fortalecer a estatura institucional da Casa.
— Tudo o que nós poderíamos falar em relação a esse episódio está concretamente delineado naquela carta pública. […] Elevar essas prerrogativas é elevar a estatura da Casa da Federação.
Sergio Moro (União-PR) também manifestou solidariedade, criticando ataques ao presidente do Senado e defendendo a prerrogativa da Casa de analisar rigorosamente indicações ao STF. Ele declarou que não faz sentido criticar Davi Alcolumbre por ter fixado um cronograma, especialmente diante da ausência da mensagem presidencial.
— Criticar o Senado e criticar a Presidência do Senado pelo exercício das prerrogativas constitucionais é um absurdo. […] Quero registrar minha solidariedade ao espírito de altivez e independência com que V. Exa. se conduziu nesse caso.
A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) reiterou apoio a Davi e afirmou que a decisão de seguir estritamente o rito constitucional corresponde ao perfil de um presidente comprometido com o regimento e com o respeito às instituições.
— Pelo que a gente conhece do Davi, um regimentalista, alguém que respeita a Constituição Federal, ele respeitará esses ritos. […] Deixo aqui a minha admiração, o meu respeito e a minha solidariedade.
O líder do PL, Carlos Portinho (RJ), afirmou que o presidente do Senado colocou “as coisas no devido lugar” ao adiar o calendário diante da falta de documentação e observou que o rito precisa ser respeitado. Ele aproveitou para defender mudanças no processo de escolha de ministros do STF.
— É um direito do presidente [da República] fazer a indicação, mas é um dever do Senado decidir. […] Vossa Excelência colocou as coisas no seu devido lugar, tudo no seu tempo. Não há nada pessoal; há um rito, e tem que ser seguido.
Já o líder do MDB, Eduardo Braga (AM), elogiou a postura de Davi e disse que seria “no mínimo esquisito” a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) apresentar relatório sem que a mensagem oficial tivesse sido encaminhada pelo governo.
— Tendo em vista o não recebimento do processo de indicação com a documentação necessária, fica prorrogado o calendário. […] V. Exa. deu uma demonstração de responsabilidade com o Brasil, com a Constituição e com a segurança jurídica.
O senador Esperidião Amin (PP-SC) também apoiou a decisão do presidente do Senado, afirmando que a ausência da mensagem impede o seguimento regular do processo. Para ele, a postura de Davi respeitou tanto a autonomia do Executivo quanto a do Senado.
— O senhor agiu com correção. A mensagem não foi concretizada. […] Sua decisão foi acertada: respeita a autonomia do Executivo e a autonomia do Senado Federal.
Encerrando as manifestações, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), reafirmou o respeito institucional do Executivo a Davi Alcolumbre. Ele repudiou insinuações sobre a relação entre o governo e a Presidência do Senado e destacou que indicações anteriores foram tratadas com total republicanismo.
— O governo quer repelir qualquer tipo de insinuação na relação que tem tido do Executivo para com V. Exa. […] De nossa parte, só temos que testemunhar a condução republicana que V. Exa. fez.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Sancionada lei que reajusta salários da segurança do DF
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei 15.395, de 2026, que reajusta a remuneração das forças de segurança pública do Distrito Federal e de militares dos ex-territórios federais, além de alterações em carreiras, benefícios e regras de funcionamento das corporações. A norma foi publicada nesta terça-feira (28) no Diário Oficial da União. Lula vetou dispositivos relacionados a critérios de carreira, organização e benefícios.
Como o texto teve origem na Medida Provisória (MP 1.326/2025), os reajustes já foram implementados, de forma escalonada, em dezembro de 2025 e em janeiro deste ano. MPs têm força de lei desde sua edição. No Senado, ela foi aprovada no final de março na forma do projeto de lei de conversão (PLV) 2/2026, com relatório do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).
A lei atualiza as tabelas de remuneração de policiais militares, bombeiros e policiais civis do Distrito Federal, com efeitos financeiros escalonados até 2026. Também há reajuste no valor do auxílio-moradia dos militares.
As mudanças alcançam ainda integrantes das corporações dos antigos territórios federais de Amapá, Rondônia e Roraima, garantindo equiparações e atualizações salariais.
Nas carreiras militares, por exemplo, os soldos receberam aumento uniforme em todos os cargos, de cerca de 50%. A Vantagem Pecuniária Especial (VPE), por sua vez, foi reajustada de forma variada, com percentuais de 1,8% a 31,5%, de acordo com o cargo, a classe, o posto ou a patente.
Percentuais da VPE:
- Oficiais superiores: coronel (17,2%), tenente-coronel (6,7%), major (1,8%);
- Oficiais intermediários: capitão (5,5%);
- Oficiais subalternos: primeiro-tenente (18,6%), segundo-tenente (21,3%);
- Praças especiais: aspirante a oficial (11,0%), cadete – último ano (25,7%), cadete – demais anos (29,1%);
- Praças graduados: subtenente (21,9%), primeiro-sargento (18,5%), segundo-sargento (16,1%), terceiro-sargento (21,5%), cabo (30,2%);
- Demais praças: soldado primeira classe (31,5%), soldado segunda classe (29,1%).
Para servidores da Polícia Civil — delegado, perito e investigador —, o reajuste variou de acordo com a categoria: o maior foi na categoria especial, com 27,3%, e o menor, na terceira categoria, com 24,4%.
Para os PMs e bombeiros dos ex-territórios, o reajuste é de 24,32%, dividido em duas parcelas: em dezembro de 2025 e em janeiro de 2026.
Carreiras e estrutura
Além da recomposição salarial, a lei promove uma série de alterações estruturais nas forças de segurança. Entre elas, a criação de um sistema de proteção social dos militares do Distrito Federal, que passa a integrar direitos como remuneração, pensão, saúde e assistência.
O texto também estabelece novas regras para ingresso e progressão na carreira, como a exigência de formação em Direito para o curso de oficiais da Polícia Militar, além de ajustes em critérios de idade e tempo de serviço para transferência à reserva.
Outro ponto é a ampliação das competências do Corpo de Bombeiros, incluindo atuação em ações de defesa civil, fiscalização de atividades de risco, educação ambiental e apoio a operações de emergência e desastres
A lei também determina a extinção de cargos efetivos vagos e alterações em diversas normas que tratam da organização das forças de segurança do Distrito Federal. Entre os dispositivos, está ainda a criação de um fórum de diálogo entre o governo federal, o Distrito Federal e representantes da Polícia Penal, para tratar de questões relacionadas à carreira e remuneração.
Vetos
O texto foi sancionado com diversos vetos. Entre eles estão dispositivos relacionados a regras específicas de transferência para a reserva de policiais e bombeiros, além de trechos que tratavam da organização interna das corporações e de critérios adicionais para carreiras incluindo dispositivos sobre tempo de serviço e condições específicas para aposentadoria.
Também foram vetados dispositivos relacionados à carreira da Polícia Civil do Distrito Federal, como regras adicionais sobre atribuições e organização funcional, além de trechos que ampliavam possibilidades de regulamentação por norma infralegal.
Na estrutura das corporações, foram vetadas as criações de novas seções, cargos ou competências administrativas, bem como dispositivos que poderiam gerar impacto na gestão interna das instituições sem detalhamento suficiente.
Outro conjunto de vetos atingiu benefícios e vantagens específicas, incluindo regras complementares sobre proteção social e remuneração, que poderiam implicar aumento de despesas ou insegurança jurídica na aplicação das normas.
Além disso, foram vetados trechos que alterariam leis para ampliar atribuições ou criar exceções a regras já estabelecidas, como dispositivos relativos à organização de carreiras e à gestão de pessoal.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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