POLÍTICA NACIONAL
Senado vai debater potencial econômico da plataforma continental brasileira
A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) fará um debate sobre a exploração econômica de recursos naturais na área da plataforma continental brasileira reconhecida pela ONU recentemente. Um requerimento com esse objetivo, o REQ 14/2025 – CDR, foi aprovado pela comissão nesta terça-feira (13).
O autor do requerimento é o senador Beto Faro (PT-PA). A data do debate ainda será definida.
No final de março, a Comissão de Limites da Plataforma Continental, que é um órgão da ONU, aceitou a reivindicação brasileira de ampliar o limite exterior das plataformas continentais do país para além de 200 milhas. De acordo com o governo federal, “a decisão representa o aumento de aproximadamente 360.000 km2 de área marítima sobre a qual o Brasil passará a exercer direitos de soberania”.
Segundo Beto Faro, a nova área representa uma fronteira estratégica com vastos recursos naturais, como petróleo, gás natural, minerais raros e biodiversidade marinha. Para ele, a exploração, o uso sustentável e a proteção ambiental dessas riquezas exigem planejamento técnico, institucional e jurídico adequados, além de ações coordenadas entre órgãos públicos, setor produtivo, comunidade científica e populações costeiras.
Entre os temas sugeridos para a audiência, estão as oportunidades econômicas decorrentes da ampliação da plataforma, os desafios jurídicos, ambientais e tecnológicos para o seu aproveitamento, as estratégias necessárias para garantir soberania e proteção ambiental, e o papel da região Norte e das comunidades costeiras no planejamento do território marítimo.
Em seu requerimento, o senador propõe convidar representantes da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar; da Marinha do Brasil; do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; da Petrobras; do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); do Ministério de Minas e Energia; e do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Câmara aprova pensão mensal de um salário mínimo para pessoas com epidermólise bolhosa
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que concede pensão especial a pessoas com epidermólise bolhosa, além de outros direitos a esse público no Sistema Único de Saúde (SUS). A pensão será um salário mínimo mensal para quem não tiver meios de se manter por conta própria ou por sua família. A proposta será enviada ao Senado.
A epidermólise bolhosa é uma doença genética e hereditária rara que não tem cura e não é transmissível. Ela provoca a formação de bolhas na pele por conta de mínimos atritos ou traumas e se manifesta já no nascimento.
De autoria do deputado Saullo Vianna (MDB-AM) e outros, o Projeto de Lei 4820/23 foi aprovado na forma do substitutivo do relator, deputado Fred Costa (PRD-MG). Segundo o texto, quando a pessoa beneficiária for menor de idade ou incapaz, a pensão especial será paga ao seu representante legal, em seu nome e benefício.
Fred Costa disse que o Estado brasileiro precisa oferecer resposta “mais robusta e mais humana às pessoas diagnosticadas com epidermólise bolhosa” tanto pelo suporte financeiro como por uma linha de cuidado adequada no SUS.
Ele informou que o benefício vai beneficiar cerca de 1.500 pacientes em todo o país e que não é cumulativo com outros benefícios, com o de Prestação Continuada (BPC). “Quando falamos de um benefício de um salário mínimo, isso é meramente simbólico perto das necessidades que esses pacientes têm”, disse Fred Costa, ao lembrar de custos como a troca permanente de curativos e o uso de produtos importados para tratar a doença.
Mais informações em instantes
Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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