POLÍTICA NACIONAL

Senado registra cinco mudanças de lideranças em 2025

Com o início da nova sessão legislativa, houve a troca de algumas lideranças do Senado. Ao todo, cinco mudanças foram formalizadas até agora junto à Secretaria-Geral da Mesa (SGM) da Casa.

O PT informou que o senador Beto Faro (PA) será substituído pelo senador Rogério Carvalho (SE) na liderança da legenda. Já no Podemos, o senador Carlos Viana (MG) assumirá o posto que era ocupado pelo senador Styvenson Valentim (RN), que deixou a sigla para se filiar ao PSDB.

Houve mudança também no PSD, que terá como líder o senador Omar Aziz (AM). Ele assumirá o posto no lugar do senador Otto Alencar (BA), cotado para presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Outro partido que registrou troca na liderança foi o PDT: o senador Weverton (MA) substituirá Ana Paula Lobato (MA).

A liderança da Minoria também terá novo comando neste ano. Antes comandada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a função agora será exercida pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Novo líder do PT no Senado, Rogério Carvalho afirmou, em entrevista à Rádio Senado, que as prioridades para o novo ano legislativo serão a reforma tributária sobre a renda, a regulamentação definitiva das redes sociais e a atualização da legislação do Sistema Único de Saúde (SUS).

— É uma honra para qualquer parlamentar assumir a liderança dentro de uma Casa legislativa. Fui líder em 2020, mas aquele foi o ano em que começou a pandemia, então fui um líder de computador e de posições virtuais. Em 2025 voltarei à liderança já com uma nova conformação da bancada do PT no Senado — ressaltou.

Continuidade

Rogério Marinho (PL-RN) continuará sendo o líder da Oposição ao governo Lula no Senado. Também mantêm seus postos Jaques Wagner (PT-BA) e Randolfe Rodrigues (PT-AP), respectivamente como líder do Governo no Senado e líder do Governo no Congresso. E Leila Barros (PDT-DF) permanecerá à frente da Bancada Feminina no Senado.

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As demais siglas com representação no Senado manterão os atuais comandos: Eduardo Braga (AM) no MDB, Carlos Portinho (RJ) no PL, Efraim Filho (PB) no União Brasil, Tereza Cristina (MS) no Progressistas, Mecias de Jesus (RR) no Republicanos, Jorge Kajuru (GO) no PSB, Eduardo Girão (CE) no Novo e Plínio Valério (AM) no PSDB.

Reconduzido ao cargo como líder do MDB, Eduardo Braga disse à Rádio Senado ter “certeza de que serão grandes os desafios no próximo biênio”. Ele agradeceu aos colegas do partido “por mais um voto de confiança”.

Funções

São os líderes que coordenam as ações dos parlamentares e de suas bancadas, articulam votações com outras lideranças e com o governo, bem como defendem os interesses dos respectivos grupos no Senado, na Câmara ou no Congresso Nacional.

Além disso, eles são responsáveis pela indicação dos senadores que irão participar das comissões, substituem titulares e suplentes nos colegiados, usam a palavra no Plenário uma vez por sessão e votam em nome dos parlamentares em votações simbólicas.

Também partem deles as primeiras orientações em votações nominais e a apresentação ou o apoio a recursos em Plenário contra decisões do presidente da Casa.

Formação

Representantes oficiais dos partidos ou blocos parlamentares, os líderes são escolhidos pelos próprios integrantes da bancada. Além dos partidos com representação no Senado — 12 atualmente —, têm direito a formar lideranças os blocos parlamentares, a Maioria, a Minoria, o Governo, a Oposição e a Bancada Feminina.

A formação das lideranças partidárias segue regras estabelecidas pelo Regimento Interno da Casa. As indicações de líder e vice-líder são feitas por decisão da maioria de cada bancada no início da primeira e da terceira sessão legislativa.

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Partidos, bancadas e blocos

Todos os partidos com representação no Senado podem indicar um líder. No entanto, para ter direito a vantagens administrativas, a bancada precisa ter pelo menos três senadores. Além dos líderes, os partidos podem indicar vice-líderes, na proporção de um vice-líder para cada grupo de três integrantes de bloco parlamentar ou representação partidária.

Formados pela união de dois ou mais partidos, os blocos parlamentares têm direito a um líder, enquanto os líderes dos demais partidos que formam o bloco assumem as funções de vice-líderes. Atualmente, são cinco os blocos parlamentares no Senado:

  • Resistência Democrática, com 28 integrantes (PSD, PT, PSB), sob a liderança da senadora Eliziane Gama (PSD-MA);
  • Democracia, com 18 integrantes (MDB e União Brasil), sob a liderança do senador Efraim Filho (União-PB);
  • Vanguarda, com 15 integrantes (PL e Novo), sob a liderança do senador Wellington Fagundes (PL-MT);
  • Independência, com 10 integrantes (Podemos, PSDB e PDT), sob a liderança do senador Styvenson Valentim (PSDB-RN); e
  • Aliança, com 10 integrantes (Progressistas e Republicanos), sob a liderança do senador Laércio Oliveira (PP-SE).

O partido ou bloco com maioria absoluta de integrantes da Casa define a liderança da Maioria. Já a maior bancada de oposição indica o líder da Minoria (e também há o posto de líder da Oposição).

Ao presidente da República é facultado o direito de indicar um parlamentar para exercer a função de líder do Governo.

Há também a liderança da Bancada Feminina, que foi criada recentemente (em 2021). Essa bancada deve indicar uma líder e uma vice-líder a cada seis meses, com revezamento entre as suas integrantes. A líder tem a prerrogativa de apresentação de destaques na tramitação dos projetos no Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova regras que definem local de ações envolvendo crianças e adolescentes

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 139/26, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para definir qual juízo deve julgar casos de interesse de pessoas com menos de 18 anos quando os pais moram em cidades diferentes.

Pelo texto, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), a competência será definida pelo domicílio do detentor da guarda unilateral. Nos casos de guarda compartilhada, valerá o local da residência principal da criança ou adolescente. Se não houver uma residência principal, o processo poderá tramitar em qualquer um dos locais onde o jovem resida com os pais ou o responsável.

Atualmente, o ECA prevê como foro competente o domicílio dos pais ou do representante legal ou, na falta destes, o lugar onde se encontra a criança. No entanto, Laura Carneiro disse que a regra é insuficiente para lidar com realidades em que os pais vivem em cidades distintas.

A relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), recomendou a aprovação da proposta. “A solução atende ao interesse da criança ou do adolescente e se amolda às modalidades compartilhada e unilateral de guarda de filhos, regulando as possíveis situações em que houver mais de um domicílio ou residência envolvido”, argumentou.

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Se aprovadas, as novas regras valerão para ações relativas a interesses de crianças e adolescentes, mas não se aplicarão a processos relativos a atos infracionais.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, podendo seguir depois diretamente para o Senado, sem precisar passar pelo Plenário da Câmara.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores e, depois, sancionada pela presidência da República.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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