POLÍTICA NACIONAL
Rodrigues celebra 37 anos de Roraima e projeta novo ciclo de desenvolvimento
Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (30), o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) celebrou os 37 anos de criação do estado de Roraima. O parlamentar afirmou que se tratou de uma conquista histórica para a afirmação da soberania nacional em uma região estratégica e fronteiriça. Rodrigues também projetou um novo ciclo de desenvolvimento para o estado a partir de 2025.
— Roraima nasceu estado em 5 de outubro de 1988 pela Constituição Cidadã. Saiu da condição de território federal para assumir a condição de estado, com autonomia plena, com governadores e parlamentares eleitos, com orçamento próprio, com voz ativa na Federação. Foi um passo histórico de integração nacional e de afirmação de soberania numa região estratégica, fronteiriça e amazônica, numa terra extraordinária, rica e com um povo único — disse.
Sobre o futuro, Rodrigues destacou a conexão de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) de energia neste ano com a conclusão da linha de transmissão de Tucuruí e o potencial de investimentos na exploração responsável das terras raras na região.
— O ano de 2025 marca o início do melhor tempo de Roraima: estabilidade energética e novos investimentos. Celebrar os 37 anos de Roraima é, sobretudo, olhar para frente. Com energia segura e abundante, pesquisa científica avançada e mineração sustentável, daremos esse passo — apontou.
O senador relembrou sua trajetória política, iniciada como vereador em Boa Vista, em 1988, e seguida pela eleição como deputado federal, em 1990. Ao citar o período em que governou o estado, a partir de 2014, mencionou iniciativas como o programa “Ronda no Bairro” — que aproximou as forças de segurança das comunidades —, além da implantação do serviço de ambulância aérea e investimentos na agricultura familiar.
— Minha história pessoal se confunde com a história de Roraima. Sou um dos muitos “roraimados” que escolheu essa terra para viver, ser feliz, e, hoje, devo a Roraima tudo o que sou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.
Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.
A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:
- afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
- proibição de contato com a vítima e seus familiares;
- encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
- e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.
Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.
Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.
Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.
Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado
Fonte: Câmara dos Deputados
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