POLÍTICA NACIONAL

Polícia científica e apoio à educação estão na pauta do Plenário nesta quarta

A proposta de emenda à Constituição que inclui as polícias científicas entre os órgãos de segurança pública passa pela primeira sessão de discussão no Plenário do Senado nesta quarta-feira (9). A sessão deliberativa tem início às 14h.

Para a relatora da PEC 76/2019, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), a garantia constitucional reforça a autonomia das polícias científicas, fortalecendo a instituição responsável pelas perícias técnicas nas investigações criminais. Segundo ela, diversos estados já possuem órgãos da polícia científica separados da polícia civil.

Para ser aprovada, a proposta precisa passar por cinco sessões de discussão em Plenário antes da votação em primeiro turno. Depois, serão mais três sessões de discussão antes do segundo turno. A PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no ano passado.

Educação

Os senadores ainda discutirão a PEC 137/2019, que altera o texto constitucional para definir a educação como “vetor do progresso do país”. Será a quarta discussão da proposta antes da primeira votação em Plenário.

A PEC altera o artigo 205 da Constituição, dando-lhe a seguinte redação: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, é vetor do progresso do país, e será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

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A senadora Dorinha também é a relatora da proposta, apresentada pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO). A CCJ aprovou a PEC em maio de 2023, e em junho deste ano o Plenário passou a discutir o texto.

Acordo sobre pesca

Também está na pauta a votação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 113/2024, que aprova o texto de um acordo internacional para promover concorrência mais justa no setor pesqueiro internacional e assegurar a pesca marinha em níveis biologicamente sustentáveis. O Acordo sobre Subsídios à Pesca foi assinado pelo Brasil em 2022 no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Caso o PDL seja aprovado, o presidente da República poderá confirmar a adesão do Brasil ao acordo e internalizá-lo na legislação federal por meio de decreto presidencial. O projeto já foi aprovado na Comissão de Relações Exteriores (CRE) na quarta-feira (2).

Radiodifusão

Outro item em análise é o PL 2.352/2023, que simplifica a legislação de radiodifusão. O projeto acaba com a exigência de licenças periódicas para que estações de telecomunicações funcionem, entre outras mudanças. As estações são responsáveis por permitir ligações e internet em celulares, por exemplo. Atualmente, a licença é obrigatória a cada renovação de outorga, ou seja, quando o poder público permite às empresas explorar o serviço.

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O projeto também inclui diretrizes para promoção de recursos de acessibilidade (como legendagem e audiodescrição) nos serviços de radiodifusão e modifica as regras para as entidades prestadoras de rádios comunitárias.

De autoria do deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), a proposta não passará por nenhuma comissão no Senado. O senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) será o relator em Plenário.

Embaixadores

Os senadores também podem analisar no Plenário indicações do Poder Executivo para a chefia de embaixadas do Brasil no exterior. A Secretaria-Geral da Mesa do Senado ainda não divulgou os nomes a serem analisados.

Antes de as indicações irem à votação no Plenário, os diplomatas precisam passar por sabatina e aprovação da Comissão de Relações Exteriores (CRE).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Receita Federal anuncia mudanças no programa de compras no exterior para evitar entrada de produtos irregulares

Ainda neste ano, a Receita Federal deve adotar um sistema que vai excluir do seu programa de compras no exterior, o Remessa Conforme, as plataformas de comércio internacional que permitirem a venda de produtos subfaturados, falsificados ou que apresentem outros tipos de ilegalidades.

O coordenador de Administração Aduaneira da Receita, Fabrício Betto, anunciou as mudanças em audiência pública da comissão externa da Câmara dos Deputados sobre pirataria.

Segundo ele, a fiscalização das encomendas será aprimorada ainda neste ano com o uso de inteligência artificial para analisar o conteúdo dos pacotes. As imagens geradas por scanner serão comparadas com as descrições das compras. As empresas que registrarem menos de 98% de conformidade serão excluídas do Remessa Conforme.

Segundo Fabrício, as plataformas têm interesse em identificar os maus vendedores. Ele citou como exemplo o caso de camisetas falsificadas de clubes esportivos. “Hoje temos um rito para aplicar o perdimento nessa mercadoria, que é um tanto quanto trabalhoso. E, num universo de quase 200 milhões de pacotes, dá para se ter uma ideia da dificuldade. Há que se exigir do representante da marca a comprovação, a manifestação”, cobrou o coordenador.

“O que as plataformas estão fazendo? Porque isso é ponto negativo para elas! Então, logo que elas detectam isso a partir de uma provocação nossa, a própria plataforma já exclui o vendedor do seu ambiente”, disse.

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Sem intermediários
O novo Remessa Conforme 2.0, como está sendo chamado na Receita, vai estabelecer uma comunicação direta de dados entre a Receita e as plataformas, evitando intermediários.

A ideia é que, antes que um novo anúncio seja publicado, a Receita possa avaliar se o produto pode ser enviado para o Brasil.

Fabrício Betto explicou que um dos objetivos é evitar a fiscalização apenas quando a encomenda chega ao país, porque a quantidade de remessas não para de crescer. Após a volta da isenção tributária para pequenas compras no exterior em maio, Fabrício afirma que o movimento já aumentou 30%.

Também será minimizado o problema de vazamento de dados dos destinatários, que acabam sendo alvo de golpes.

Renato Araújo / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Evasão fiscal, mensuração da perda de arrecadação e comércio ilegal. Dep. Julio Lopes (PP - RJ)
Lopes sugeriu cruzar dados de compras com rendas declaradas para encontrar irregularidades

Falsificações na agricultura
O deputado Julio Lopes (PP-RJ) elogiou o trabalho da Receita e afirmou que é preciso tratar a pirataria de forma especializada em todos os órgãos públicos. E citou o problema de sementes fabricadas em desacordo com a regulação nacional.

“Os caminhões de sementes transgênicas feitas fora das regras e fora das normas são aprisionados e não há conhecimento da Polícia Rodoviária Federal, nem da Polícia Federal, nem de órgão nenhum para fazer a apreensão da mercadoria. Então, eles têm sido liberados”, criticou.

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O parlamentar alerta que sementes feitas fora das normas podem gerar pragas nas colheitas brasileiras.

O deputado sugeriu ainda que a Receita cruze dados dos 47 milhões de CPFs que fazem compras no exterior com as suas rendas declaradas. Segundo ele, isso deve revelar irregularidades.

200 milhões de pacotes
De acordo com a Receita Federal, as encomendas do exterior passaram de cerca de 30 milhões de pacotes em 2019 para mais de 200 milhões em 2023. Para este ano, é esperada uma arrecadação recorde com as encomendas, equivalente a 10% de todo o volume importado pelo país, ou R$ 5 bilhões.

Para Edson Vismona, presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, a alta carga tributária é um dos fatores que aumenta a comercialização de produtos ilegais. Ele mostrou preocupação com os efeitos da volta da isenção para pequenas compras no exterior e com o novo Imposto Seletivo da reforma tributária.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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