POLÍTICA NACIONAL
Plínio questiona contratos para gestão de terras indígenas
O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou contratos firmados pelo Ministério dos Povos Indígenas com a multinacional Ambipar. Segundo ele, a empresa foi beneficiada com contratos sem licitação que somam aproximadamente R$ 480 milhões para atuar em territórios indígenas. O parlamentar afirmou no Plenário, nesta quarta-feira (19), que solicitará a convocação da ministra Sonia Guajajara para prestar esclarecimentos sobre os acordos.
O senador questionou o fato de a empresa que apresentou o menor valor ter sido desclassificada no processo de licitação. Ele mencionou ainda a valorização das ações da multinacional antes do anúncio oficial do contrato e afirmou que esse crescimento atípico exige esclarecimentos.
— Ambipar é uma multinacional que vai lucrar com isso aqui no crédito de carbono. Três mil por cento subiram as ações só na semana que antecedeu esse anúncio — declarou.
O parlamentar também alertou para os impactos da concessão de 14% do território nacional a uma empresa privada, afirmando que isso pode comprometer a soberania sobre a região. Ele levantou suspeitas sobre o modelo de gestão que a empresa vai aplicar nos territórios indígenas. Plínio apontou que os contratos incluem conservação ambiental, destinação de resíduos e outros serviços, sem um controle claro sobre execução.
— Tudo isso abre caminho para negócios escusos, inclusive a exploração indevida dos nossos recursos minerais — afirmou.
O senador afirmou que o Ministério Público Federal (MPF) deve atuar com imparcialidade e rigor na fiscalização dos recursos públicos. Ele destacou que “não pode haver seletividade nas investigações nem distinção sobre quem deve ser cobrado”.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Projeto proíbe transporte marítimo de animais vivos para exportação e importação
O Projeto de Lei 1026/26 proíbe a exportação e a importação de animais vivos para fins comerciais por via marítima no Brasil. Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta também veda qualquer outro meio de transporte que coloque em risco a saúde ou o bem-estar dos animais por conta de confinamento prolongado, superlotação ou risco de acidente.
O texto abrange animais destinados ao abate, engorda, reprodução ou comercialização para fins industriais e alimentares.
Pela proposta, o transporte em navios de carga viva é expressamente proibido por submeter os animais a riscos elevados de acidentes e privação de cuidados essenciais.
A autora do projeto, deputada Heloísa Helena (Rede-RJ), argumenta que a medida está alinhada às melhores práticas internacionais de bem-estar animal. “A continuidade da exportação e importação de animais vivos por meios que sabidamente geram sofrimento e risco extremo compromete a imagem internacional do país, afeta a credibilidade de seus sistemas de fiscalização e contraria princípios constitucionais de proteção ao meio ambiente e aos seres vivos”, diz a deputada.
Para Heloísa Helena, a substituição desse modelo de transporte por exportações de produtos processados agrega valor econômico e elimina a crueldade com os animais. “A mudança não é apenas necessária, mas desejável sob a perspectiva econômica, ética e ambiental”, defende.
Em caso de descumprimento da regra, o projeto estabelece punições ao infrator, como multa, suspensão de atividades, cassação de licenças e apreensão dos animais para encaminhamento a abrigos ou instituições de proteção animal.
Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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