POLÍTICA NACIONAL

Paim celebra Dia do Professor e destaca desafios da profissão

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O senador Paulo Paim (PT-RS) homenageou, em pronunciamento nesta terça-feira (15), o Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro. Ele destacou o papel fundamental desses profissionais na construção de uma nação “próspera e justa”. Alertou para os desafios que essa categoria enfrenta no Brasil, como baixos salários, violência nas escolas e dificuldades sociais que afetam o ambiente de trabalho.

— Nos países de maior desenvolvimento, a valorização do magistério é evidente – eles sabem que é fundamental -, sendo a docência uma das profissões mais respeitadas e essenciais na história da humanidade. No Brasil, porém, a realidade não é essa; é outra: ser professor, muitas vezes, é visto como uma das opções entre tantas [outras] de carreira, quando deveria estar em destaque. A verdade é que, no Brasil, o magistério ainda não recebe o reconhecimento que merece, enquanto é preocupação dar esse reconhecimento na maioria dos países desenvolvidos do mundo — avaliou.

O senador ressaltou a importância dos professores na formação ética e moral das crianças e dos jovens e o papel fundamental que desempenham na construção de cidadãos responsáveis e conscientes. Segundo ele, embora a família seja a base da educação social, é o professor quem complementa o desenvolvimento da personalidade dos futuros cidadãos, sejam eles empresários, trabalhadores ou profissionais de outras áreas.

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Paim criticou a ideia de que a tecnologia e o fácil acesso à informação poderiam substituir o papel dos educadores. Ele ressaltou que mesmo em um cenário de crescente avanço tecnológico, a presença do professor continua sendo indispensável.

— Valorizar o professor é uma questão de prioridade nacional. Infelizmente, muitos ainda subestimam a importância do professor, acreditando que o acesso à informação por meio da internet, por exemplo, e das tecnologias modernas resolve tudo e que isso pode substituir a figura do educador. Esse é um grande equívoco! O professor, o mestre são insubstituíveis! O professor é o guia, é o farol que ilumina o caminho do conhecimento, do aprendizado, da cultura, de uma visão de mundo. A influência do professor é duradoura, nos acompanha por toda a vida — defendeu.  

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Lei abre caminho para corte de impostos sobre combustíveis

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Já está em vigor a Lei Complementar 235, de 2026. A norma cria regras para que o governo federal possa, ainda neste ano, reduzir alíquotas de tributos federais sobre a importação, a produção e a comercialização dos principais combustíveis. Sancionada pelo presidente da República e publicada nesta sexta-feira (28) no Diário Oficial da União (DOU), a lei pretende reduzir os impactos do conflito no Oriente Médio sobre a economia brasileira. 

Pelo texto, em 2026, a perda de arrecadação com a redução dos tributos poderá ser compensada pelo aumento extraordinário das receitas da União decorrente do choque no mercado internacional de energia provocado pelo conflito no Oriente Médio.  

Segundo o Executivo, o aumento do preço do petróleo após o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, em fevereiro, elevou as receitas da União. De janeiro a março de 2026, a arrecadação federal com petróleo e gás natural chegou a R$ 28 bilhões, contra R$ 9 bilhões no mesmo período de 2025.  

A norma tem origem no PLP 114/2026, do deputado Paulo Pimenta (PT-RS). No Senado, o texto recebeu parecer favorável da senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo. 

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Biocombustíveis 

Caso o governo decida cortar impostos sobre combustíveis fósseis, será obrigado a manter a vantagem tributária dos biocombustíveis. A diferença entre as alíquotas deve seguir exatamente os mesmos valores — percentuais e absolutos — cobrados antes da guerra. Além disso, se o imposto federal sobre a gasolina cair 30% ou mais em comparação ao período pré-conflito, a cobrança sobre o etanol será zerada. 

A legislação também garante um auxílio financeiro de até R$ 1,2 bilhão para produtores e cooperativas de etanol hidratado. O setor ainda poderá usar saldos credores do PIS/Pasep e da Cofins para quitar outros tributos federais junto à Receita, com um limite total de R$ 750 milhões para essas compensações em 2026. 

Agro e fertilizantes 

A nova lei também facilitou a compra de produtos agropecuários in natura para industrialização e exportação. Agora, para comprar a matéria-prima com suspensão de impostos (IBS e CBS), a empresa precisa exportar apenas 30% do seu faturamento total — antes, a exigência era de pelo menos 50%.

Para incentivar a fabricação nacional de fertilizantes e suas matérias-primas, além de remineralizadores, bioinsumos e biofertilizantes, o governo federal poderá conceder benefícios fiscais às indústrias do setor. Entre 2027 e 2031, a iniciativa terá R$ 1 bilhão por ano em incentivos — totalizando R$ 5 bilhões no período —, com possibilidade de aumento de mais R$ 1 bilhão anual se houver margem no orçamento.  

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Além disso, durante esse mesmo período de cinco anos, as empresas com projetos aprovados no programa de desenvolvimento de fertilizantes não pagarão a taxa do frete marítimo, o AFRMM (Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante). A renúncia desse imposto pelo governo terá um teto de R$ 200 milhões por ano, chegando a R$ 1 bilhão ao final do período. 

Hospital, Copa Feminina e minerais 

A nova legislação também aborda outras frentes: 

  • Incentivos fiscais: define regras de benefícios tributários relativos à Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e para a Copa do Mundo Feminina de 2027. 
  • Saúde: estabelece medidas para hospitais inteligentes de alta complexidade financiados com crédito externo. 
  • Defesa: autoriza liberação antecipada de até R$ 3 bilhões em 2026 para projetos estratégicos em defesa nacional. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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