POLÍTICA NACIONAL
Oriovisto cobra limite para dívida do governo: ‘dever infinitamente é absurdo’
Em discurso no Plenário nesta terça-feira (23), o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) defendeu a fixação de um teto para a dívida bruta do governo federal, em cumprimento ao que determina a Constituição. Ele lembrou que o artigo 52 inciso VI da Constituição Federal estabelece ser competência do Senado Federal fixar limites globais para o endividamento da União, mediante provocação do Poder Executivo.
Segundo o parlamentar, o objetivo é garantir responsabilidade fiscal e criar condições para a redução dos juros, estimulando o crescimento econômico de forma sustentável. Ele criticou o atual cenário em que o governo central pode contrair dívidas sem limite, diferentemente de estados e municípios, que já têm tetos definidos por lei.
— Dever infinitamente é absurdo. É preciso fazer algo que torne o governo responsável, que tenha limite para essa dívida, porque administrar significa administrar recursos escassos. Administrar recursos infinitos qualquer criança administra — afirmou.
Oriovisto é relator do Projeto de Resolução do Senado (PRS) 8/2025, de autoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que trata da fixação desse limite e está pronto para votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Ele explicou que está conduzindo estudos técnicos para propor uma regra que ofereça previsibilidade aos investidores, sem impactar a atuação do Banco Central ou a condução da política monetária. Para o senador, a credibilidade fiscal é essencial para sair do que chamou de “paraíso dos rentistas” e atrair investimentos produtivos para o país.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Comissão debate impactos fiscais e tributários da pirataria e do mercado ilegal
A Comissão Externa da Câmara dos Deputados sobre Pirataria realiza audiência pública nesta quarta-feira (8) para discutir os impactos fiscais e tributários do mercado ilegal no Brasil, com destaque para os mecanismos de evasão fiscal, a mensuração da perda de arrecadação e os instrumentos de combate ao comércio ilegal.
O debate atende a pedido do coordenador do colegiado, deputado Júlio Lopes (PP-RJ), e está marcado para as 15h30, no plenário 8.
O deputado ressalta que a pirataria, o contrabando e as demais modalidades de economia ilegal produzem impactos tributários de magnitude crescente e sistematicamente subestimada.
Perdas de bilhões
Dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) apontam que, em 2025, o mercado ilegal gerou perdas de aproximadamente R$ 473,2 bilhões à economia brasileira, das quais R$ 146,8 bilhões correspondem a evasão fiscal direta.
Júlio Lopes argumenta ainda que a ilegalidade afeta diversos setores da economia por meio de práticas como:
- subfaturamento aduaneiro;
- fraude na substituição tributária;
- comercialização sem nota fiscal;
- falsificação de selos de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); e
- arbitragem entre regimes tributários.
Mecanismos que reduzem a arrecadação de tributos destinados ao financiamento de políticas públicas e prejudicam a concorrência entre empresas.
“A realização desta audiência pública permitirá à comissão reunir os elementos necessários para propor medidas legislativas e institucionais capazes de reduzir a evasão fiscal associada ao mercado ilegal, fortalecer os mecanismos de rastreabilidade tributária e aprimorar os instrumentos de fiscalização aduaneira”, afirma Lopes.
Da Redação – MB
Fonte: Câmara dos Deputados
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