POLÍTICA NACIONAL

Especialistas alertam para maior risco de feminicídio em cidades pequenas

Em debate na Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher, nesta quarta-feira (11), a pesquisadora Juliana Brandão, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e a presidente da comissão, deputada Luizianne Lins (PT-CE), destacaram a maior fragilidade da rede de proteção às mulheres em municípios de pequeno porte.

Segundo Brandão, municípios menores registram mais casos proporcionais de feminicídio.

A comissão promoveu audiência pública para discutir os dados sobre violência contra a mulher e a aplicabilidade da Lei do Feminicídio.

Luizianne Lins citou dados que indicam que 50% dos feminicídios ocorrem em municípios com até 100 mil habitantes. Como exemplo, mencionou o Ceará, onde grande parte dos 47 feminicídios registrados no último ano ocorreu em cidades sem delegacias especializadas ou centros de acolhimento.

“Quando existe minimamente uma estrutura, onde a mulher tem para como pedir ajuda, vemos a redução da violência”, afirmou a parlamentar.

Medidas protetivas
A representante do Observatório da Mulher do Senado, Maria Teresa Prado, rebateu críticas à eficácia das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. Segundo ela, o descrédito público pode afastar vítimas da proteção legal.

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De acordo com Prado, 84% das brasileiras sabem pouco ou nada sobre esse instrumento de proteção, o que dificulta seu uso.

Dados de 16 estados analisados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que apenas 13,1% das vítimas de feminicídio tinham medida protetiva no momento do crime.

Ela citou ainda estudo do Ministério Público do Distrito Federal sobre feminicídios entre 2015 e 2025. Segundo o levantamento, nenhuma mulher acompanhada por programas de monitoramento foi vítima do crime em Brasília.

“Isso mostra que a articulação pode salvar vidas”, afirmou.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Lei reconhece município paranaense como Capital Nacional da Louça

O município de Campo Largo, no Paraná, passou a ser reconhecido oficialmente como a Capital Nacional da Louça. O título foi concedido pela Lei 15.453/26, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na quinta-feira (2) no Diário Oficial da União.

A norma teve origem no Projeto de Lei 2896/24, do deputado Paulo Litro (União-PR), aprovado na Câmara em setembro do ano passado. Ele afirma que o município é o principal polo brasileiro de produção de louças profissionais. E lembra que a cidade Campo Largo já havia sido declarada, em lei estadual de 2010, como a Capital da Louça e Porcelana de Mesa e da Cerâmica do Paraná.

No Senado, a proposta foi aprovada em junho.

Paulo Litro citou informação do Sindilouças segundo a qual Campo Largo atende 75% da demanda nacional de louça profissional e gera mais de 3.500 empregos diretos e indiretos, sendo importante e fundamental polo do setor no Paraná. O município produz 36 milhões de peças de porcelana e cerâmicas por ano.

Os parlamentares que apoiaram a proposta ressaltam que a tradição ceramista da cidade se reflete em eventos como a Feira da Louça e instituições como o Centro de Ciências e Tecnologias Cerâmicas (Cestec).

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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