POLÍTICA NACIONAL
CRA vai debater regulamentação e fiscalização do transporte ferroviário de cargas
A Comissão de Agricultura (CRA) aprovou nesta quarta-feira (2) um requerimento de audiência pública sobre a regulamentação e a fiscalização do transporte ferroviário de cargas no Brasil, com foco nas oportunidades e nos desafios relacionados à logística do agronegócio. A data da audiência ainda será definida.
Esse requerimento (REQ 29/2025 – CRA) foi apresentado pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), que é o presidente da CRA.
O senador ressalta que o transporte ferroviário desempenha papel estratégico no escoamento da produção agropecuária, na redução de custos logísticos e no aumento da competitividade do setor.
“Contudo, diversos gargalos persistem, como a baixa integração entre modais, a necessidade de regulamentação clara sobre o compartilhamento da infraestrutura, os entraves para novos investimentos privados e públicos e a falta de transparência e eficiência nos processos de fiscalização e operação. Para o setor agropecuário, que depende de previsibilidade e capilaridade logística, esses desafios impactam diretamente a competitividade da produção nacional nos mercados interno e externo”, afirma ele em seu requerimento.
Agrotóxicos
A comissão também aprovou o REQ 30/2025 – CRA, requerimento do senador Marcos Rogério (PL-RO) que solicita informações ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, sobre portaria que estabelece a rastreabilidade de defensivos agrícolas.
— Esse é um tema sensível para o agronegócio. A portaria do ministério institui o programa nacional de rastreabilidade de produtos agrotóxicos e afins. [A intenção do requerimento] é buscar entender qual foi a instrução do ministério para publicação da portaria, que vai ter impacto na vida de quem trabalha, produz e gera segurança alimentar — declarou Marcos Rogério ao explicar seu pedido de informações.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).
No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.
Fim da 6×1
A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.
A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.
Prazos
A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.
O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.
Segurança
A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.
A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.
Quórum
Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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