POLÍTICA NACIONAL

CRA debaterá política de reforma agrária com presidente e ex-dirigentes do Incra

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou nesta quarta-feira (24) requerimento de convite para o comparecimento do presidente do Incra, César Aldrighi, que deverá falar aos senadores sobre a Política Nacional de Reforma Agrária. Ex-presidentes do Incra e um ex-coordenador do instituto também foram convidados para debaterem propostas de melhorias na gestão do programa.

Apresentado pelo senador Jaime Bagattoli (PL-RO) o requerimento inclui os ex-presidentes do Incra Geraldo Melo e Xico Graziano, além do ex-coordenador regional do Incra para a Amazônia Ocidental Assis Canuto. A data da audiência ainda será marcada.

Bagattoli classifica como “caótica” a política de reforma agrária, principalmente nas Regiões Norte e Centro-Oeste. Ele disse esperar que a audiência ajude a esclarecer a situação do Incra.

— Sabemos que o Incra hoje não tem mais funcionário. Amparo legal ele tem, mas não tem é braço para chegar e fazer a tal regularização fundiária.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova campanha nacional sobre doença falciforme

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4177/21, que cria uma campanha permanente de conscientização sobre a doença falciforme.

O texto original, do deputado Ossesio Silva (Republicanos-PE), foi aprovado com emendas do relator, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), que excluiu referências a “prevenção”. Garcia explicou que a condição é genética e passa de pais para filhos, não sendo possível evitá-la com vacinas ou hábitos de saúde. Ele ressaltou que o foco deve ser o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

A proposta segue para o Senado, a menos que haja recurso para análise pelo Plenário da Câmara.

A doença falciforme altera o formato dos glóbulos vermelhos do sangue, que passam a parecer uma foice, dificultando a circulação do oxigênio. Isso causa crises de dores fortes, cansaço, além de pele e olhos amarelados (icterícia).

Segundo Garcia, manter a palavra “prevenção” poderia sugerir que o Estado buscaria evitar o nascimento de pessoas com essa herança genética, o que seria uma forma de discriminação proibida pela Constituição.

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“A cautela é necessária para preservar a conformidade do texto com princípios estruturantes da Constituição, como a dignidade da pessoa humana e a proteção à liberdade no planejamento familiar”, disse o relator.

Qualidade de vida
No Brasil, cerca de 60 mil pessoas vivem com a enfermidade, que atinge principalmente a população negra. A nova campanha pretende unificar as informações do SUS para reduzir a mortalidade infantil e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A campanha será coordenada pelo Ministério da Saúde e deverá ser acessível a todos os públicos, incluindo pessoas com deficiência.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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