POLÍTICA NACIONAL
Comissão mista vai debater violência praticada contra brasileiras no exterior
A Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher promove na terça-feira (26), às 14h, audiência pública interativa sobre a situação de mulheres brasileiras vítimas de violência doméstica no exterior.
A violência contra brasileiras no exterior é uma realidade preocupante que exige medidas específicas e urgentes de proteção, observa a senadora Augusta Brito (PT-CE), que preside a comissão mista e propôs a realização do debate.
Estima-se que cerca de 1,8 milhão de mulheres brasileiras residam em diversos países, com destaque para a América do Norte e a Europa. De acordo com a senadora, em seu requerimento de realização da audiência (REQ 14/2024-CMCVM), muitas delas enfrentam situações de vulnerabilidade agravadas por fatores como dependência financeira, barreiras linguísticas, status migratório irregular e afastamento de suas redes de apoio familiar.
A relevância do debate é reforçada pela apresentação de dados inéditos sobre a violência de gênero no exterior, fruto de uma parceria entre o Senado Federal, por meio do Observatório da Mulher contra a Violência, e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Os dados, que serão incorporados ao Mapa Nacional da Violência de Gênero, ampliam a compreensão da magnitude e das especificidades do problema em contextos internacionais, conclui Augusta Brito.
Convidados
O debate contará com a participação, já confirmada, de:
- embaixadora Márcia Loureiro, secretária de Comunidades Brasileiras no Exterior e Assuntos Consulares e Jurídicos do Ministério das Relações Exteriores
- Judith Moura de Oliveira, cônsul honorária do Brasil em Trieste, Itália
- Elga Mara Teixeira Lopes, diretora da Secretaria de Transparência do Senado Federal
- Maria Teresa Firmino Prado Mauro, coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal
- Daniela Grelin, diretora-executiva do Instituto Natura
A comissão mista ainda aguarda a confirmação da participação dos seguintes convidados:
- senadora Jussara Lima (PSD-PI)
- senadora Mara Gabrilli (PSD-SP)
- senadora Zenaide Maia (PSD-RN), procuradora especial da Mulher
- senador Flávio Arns (PSB-PR), presidente da Comissão de Educação e Cultura (CE)
- senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE)
- embaixadora Vanessa Dolce de Faria, alta representante para Temas de Gênero do Ministério das Relações Exteriores
- Denise Motta Dau, secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres
- Beatriz Accioly Lins, coordenadora de Parcerias e Relações Institucionais do Instituto Avon
- Luiza Helena Trajano Presidente do Grupo Mulheres do Brasil
- Márcia Baratto, gerente-geral e coordenadora de Pesquisa Revibra
- Luiza Brunet, ativista
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Avança projeto que cria o Auxílio Caixa d’Água para famílias pobres de regiões secas
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou nesta quarta-feira (15) o projeto de lei que cria o Auxílio Caixa d’Água, destinado a famílias de baixa renda que vivem em locais onde há secas recorrentes — e que estejam registradas no CadÚnico.
O projeto (PL 6.384/2025) prevê que o benefício poderá ser concedido de duas formas: o pagamento de um valor em dinheiro para que a família compre um reservatório de água (o valor ainda não foi definido) ou a entrega de uma caixa d’água de até mil litros.
O autor da proposta é o senador Fernando Dueire (PSD-PE). A matéria segue para análise na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE).
Critérios
Para ser beneficiada, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e ter renda per capita familiar menor ou igual a meio salário mínimo (R$ 810,50).
O projeto determina que serão priorizadas as famílias que, além de morarem em regiões com secas recorrentes, tenham entre seus membros pessoas idosas, pessoas com deficiência ou crianças na primeira infância (até os seis anos de idade).
O texto também prevê que o Executivo irá elaborar um regulamento no qual indicará as regiões onde os cidadãos poderão receber o auxílio.
Parecer favorável
O relator da matéria foi o senador Marcelo Castro (MDB-PI), que apresentou parecer favorável à iniciativa.
— [O projeto] busca enfrentar a situação concreta de vulnerabilidade vivenciada por famílias que, embora contem com alguma forma de abastecimento, não dispõem de meios adequados para o armazenamento seguro da água — declarou ele.
Marcelo Castro acrescentou que a medida terá impactos positivos para a saúde pública para a viabilização de habitações dignas para essas pessoas.
O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) ressaltou que, nas regiões semiáridas do país, a água captada do solo costuma ser rica em sais e, por isso, precisa ser tratada para ser consumida.
— Não é fácil, porque existe uma camada geológica difícil de ser ultrapassada, com muitas pedras. A água geralmente tem sais. Dá para fazer dessalinização e abastecer melhor a região — diss ele.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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