POLÍTICA NACIONAL

Comissão discute produção e divulgação do audiovisual católico no Brasil

A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados debate quinta-feira (12) a produção e divulgação do audiovisual católico no Brasil. O debate será realizado no plenário 11, às 10 horas, a pedido da deputada Simone Marquetto (MDB-SP).

Conforme a deputada, a produção e divulgação de conteúdo audiovisual com temas católicos têm crescido significativamente no Brasil, acompanhando o aumento da presença digital das comunidades religiosas e a demanda por materiais de caráter educativo, espiritual e cultural.

“A produção audiovisual católica ainda enfrenta inúmeros desafios. Entre eles, estão as limitações de financiamento, o alcance limitado em grandes plataformas, as barreiras de distribuição, além de possíveis restrições ou censura em espaços de mídia convencional”, esclarece a parlamentar.

Ela lembra que a disseminação de conteúdos católicos em plataformas de grande alcance desempenha um papel importante na preservação e promoção da cultura e dos valores cristãos. “Esses conteúdos podem atuar na formação moral e ética dos indivíduos e contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, empática e solidária”, ressalta Simone Marquetto.

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O intuito da audiência é identificar mecanismos de apoio, políticas públicas e parcerias que possam beneficiar a produção cultural religiosa e fomentar a inclusão do conteúdo católico na indústria audiovisual nacional.

Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
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A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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