POLÍTICA NACIONAL

Comissão debate situação dos produtores de leite no Sudoeste baiano

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realizará audiência pública na próxima terça-feira (9) para discutir os problemas enfrentados pelos produtores de leite no Sudoeste da Bahia, especialmente em Vitória da Conquista.

O debate atende a pedido do deputado Leo Prates (PDT-BA) e está marcado para as 14 horas, em plenário a ser definido.

Segundo o parlamentar, os produtores da região vêm enfrentando dificuldades que refletem, em grande parte, os desafios nacionais do setor leiteiro, como aumento dos custos de produção, concorrência com leite importado e baixa remuneração aos produtores.

Ele explica que os produtores lidam com custos crescentes de insumos, como ração e energia, o que reduz a margem de lucro e afeta sobretudo pequenos e médios produtores. E acrescenta que a concorrência com o leite importado da Argentina e do Uruguai tem pressionado os preços pagos ao produtor nacional, resultando em perda de renda.

Leo Prates também aponta que o Sudoeste baiano enfrenta problemas climáticos, como períodos de seca que dificultam o manejo alimentar do rebanho e a disponibilidade de água. E ressalta que parte significativa dos produtores, especialmente da agricultura familiar, tem dificuldade para escoamento da produção devido a problemas logísticos e de infraestrutura.

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O deputado menciona ainda a falta de sucessão familiar nas propriedades rurais e a necessidade de investimentos em tecnologia e melhoramento genético para garantir produtividade e qualidade. Segundo ele, iniciativas locais têm buscado apoiar o setor, mas a situação atual exige ações mais amplas do poder público.

“Diante dessa realidade alarmante, é importante a realização de um debate com vistas à construção de soluções emergenciais e estruturantes para uma melhor solução para os problemas dos produtores de leite na Bahia”, diz Prates.

Da Redação – MB

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão de Educação aprova projeto que prorroga bolsas de pesquisa para pais estudantes

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que garante a pesquisadores e estudantes do ensino superior o direito de prorrogar o prazo de suas bolsas de estudo em caso de nascimento de filho. A proposta inclui explicitamente a paternidade biológica entre as situações que permitem o afastamento temporário mantendo o auxílio financeiro.

Pelo texto, bolsas de estudo com duração mínima de 12 meses poderão ter seus prazos estendidos por até 180 dias se houver comprovação de afastamento por nascimento, adoção ou obtenção de guarda judicial.

O projeto altera a Lei 13.536/17, que já permite a prorrogação dos prazos de vigência das bolsas de estudo, mencionando a maternidade, o parto e a adoção, mas não o nascimento de filho. A proposta revoga ainda trechos dessa lei que impedem que dois bolsistas usufruam do benefício simultaneamente pelo mesmo evento de adoção ou guarda.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Professor Alcides (PSDB-GO), para o Projeto de Lei 4311/25, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

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Professor Alcides afirmou que a proposta incentiva a “participação dos pais no cuidado dos filhos desde o nascimento ou adoção”. “Caso ambos os pais sejam bolsistas, o direito assegurado aos dois favorece a conclusão de estudos e pesquisas da mãe, que ficaria menos sobrecarregada nos cuidados com o filho”, destacou ainda.

Mudança no prazo
O projeto inicial de Tabata propunha um afastamento padrão de 60 dias para os pais, que só seria ampliado para 180 dias em situações específicas, como falecimento da mãe ou adoção monoparental pelo pai. O novo texto passou a prever prazo de até 180 dias para todos os casos, alinhando a norma com legislações recentes sobre o tema.

Outra mudança foi a retirada de dispositivos que tratavam da prorrogação de prazos para a conclusão de cursos e atividades acadêmicas. Professor Alcides explicou que essa necessidade já é suprida pela legislação vigente, que garante um prazo mínimo de 180 dias para estudantes de ambos os sexos concluírem seus cursos em virtude de nascimento ou adoção.

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Por isso, o novo texto altera especificamente as regras de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento.

Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda passará pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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